Oftalmologista: o que é, quando procurar e exames necessários
O oftalmologista é o médico especializado na saúde dos olhos. Esse profissional está habilitado a cuidar de condições como miopia, conjuntivite e glaucoma.

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Você já teve dificuldade para enxergar algum objeto? Ou então já sentiu alguma irritação ou coceira ocular? As condições que afetam os olhos, além de frequentes, são diversas. E o responsável por cuidar de todas elas é o médico oftalmologista, cujo acompanhamento é necessário desde o nascimento até a velhice.
Oftalmologista: o que é?
O oftalmologista é o médico especializado na saúde dos olhos. Esse profissional é capaz de identificar e corrigir as diferentes ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia), recomendando óculos de grau, lente de contato ou cirurgia.
Além disso, o oftalmologista diagnostica e trata outras condições que atingem os olhos, como catarata, glaucoma, ceratocone, conjuntivites, estrabismo e doenças do nervo óptico.
Quando procurar o oftalmologista?
É comum que os pacientes procurem o oftalmologista ao apresentarem sintomas como:
- Embaçamento visual (dificuldade para enxergar de longe ou de perto);
- Dor, ardência ou irritação nos olhos;
- Vermelhidão nos olhos;
- Coceira nos olhos.
Mas, mesmo que não haja sintomas, é importante consultar esse profissional com uma certa regularidade para manter a saúde ocular em dia.
A partir dos 40 anos, recomenda-se que sejam feitas consultas de rotina anuais. Antes disso, as consultas podem ser bianuais, com destaque para algumas fases.
Logo após o nascimento, o pediatra deve fazer o teste do reflexo vermelho (conhecido também como teste do olhinho). Se o resultado estiver alterado, o bebê deve ser encaminhado para o oftalmologista. Caso o resultado esteja normal, a avaliação oftalmológica é realizada posteriormente, aos 2 anos de idade.
Depois, o ideal é que a criança passe por uma consulta com oftalmologista por volta dos 5 anos e novamente por volta dos 15, para evitar dificuldades de aprendizado na escola devido a um eventual problema de visão.
Quais exames o oftalmologista pode pedir?
Muitos dos exames oftalmológicos são feitos durante a consulta. O oftalmologista dispõe de uma série de aparelhos que ajudam a avaliar a visão do paciente, o grau de óculos que pode ser necessário, as estruturas dos olhos (a córnea, a íris, o cristalino, a retina e o nervo óptico) e a pressão ocular.
Dependendo do caso, o oftalmologista pode pedir exames complementares como:
- Topografia de córnea;
- Retinografia;
- Tomografia de coerência óptica (OCT).
E embora seja menos comum, é possível que o oftalmologista solicite exames laboratoriais (principalmente de sangue) para confirmar o diagnóstico de uma infecção ou investigar uma suspeita de doença autoimune, por exemplo.
Quais são as doenças oftalmológicas mais comuns?
Os principais distúrbios dos olhos são as ametropias — ou seja, erros de refração. Em pacientes com essas condições, os raios de luz não são focalizados na retina como deveriam ser, e isso acaba atrapalhando a visão de diferentes maneiras. As ametropias se dividem em:
- Miopia: dificuldade para enxergar de longe;
- Hipermetropia: dificuldade para enxergar de perto;
- Astigmatismo: pode gerar dificuldade para enxergar tanto de longe como de perto;
- Presbiopia: conhecida como “vista cansada”, é marcada pela dificuldade de enxergar de perto após os 40 anos.
Outras doenças oftalmológicas comuns incluem:
- Catarata: doença caracterizada pela visão opaca;
- Glaucoma: doença do nervo óptico que prejudica inicialmente a visão periférica;
- Degeneração macular: doença degenerativa que afeta a mácula (região central da retina) e impacta a visão central;
- Conjuntivite: inflamação da membrana conjuntiva, que pode ser infecciosa ou alérgica;
- Blefarite: infecção crônica da borda palpebral.
Oftalmologista online: em quais casos é possível fazer a consulta por telemedicina?
Em geral, a consulta oftalmológica por telemedicina tende a ser utilizada em casos pontuais, quando o paciente, apesar de ter uma questão para lidar, não pode se deslocar para um atendimento presencial em um curto prazo.
Nessas situações específicas, o médico consegue fornecer orientações iniciais sobre a conduta que o paciente pode adotar diante de algum problema. No entanto, o diagnóstico depende de uma avaliação minuciosa que só pode ser conduzida presencialmente em consultório.