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    Fibrinogênio: exame ajuda a avaliar a coagulação

    O exame de fibrinogênio é realizado a partir de uma amostra de sangue venoso, sendo uma ferramenta fundamental para investigar distúrbios hemorrágicos.

    Fonte: Dra. Priscila Grizante LopesHematologista pediátrica Publicado em 18/03/2026, às 14:43 - Atualizado em 18/03/2026, às 14:43

    fibrinogenio

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    fibrinogênio é uma proteína plasmática fundamental para o processo de coagulação sanguínea. Ele participa da etapa final da cascata de coagulação, sendo convertido em fibrina pela ação da trombina. A fibrina forma uma rede estável que permite a consolidação do coágulo, impedindo a perda excessiva de sangue após uma lesão vascular. 

    O fibrinogênio pode ser avaliado através de exames laboratoriais, sendo muito importante na investigação de distúrbios hemorrágicos.

    Fibrinogênio: o que é? 

    O fibrinogênio é uma glicoproteína plasmática que desempenha papel essencial no processo de hemostasia. Ele é sintetizado pelo fígado e atua como precursor da fibrina, proteína responsável pela formação da malha que estabiliza o coágulo sanguíneo após uma lesão vascular.  

    Além de sua função na coagulação, o fibrinogênio também é considerado uma proteína de fase aguda, ou seja, seus níveis podem se elevar em resposta a processos inflamatórios, infecciosos, traumáticos ou neoplásicos. 

    Exame de fibrinogênio: para que serve? 

    O exame de fibrinogênio é utilizado para avaliar a concentração funcional dessa proteína no plasma, sendo fundamental na investigação de distúrbios hemorrágicos. O teste é indicado principalmente: 

    • Na avaliação de sangramentos inexplicados ou excessivos; 
    • Na investigação de coagulopatias congênitas ou adquiridas; 
    • No monitoramento de pacientes com coagulação intravascular disseminada (CIVD); 
    • Na avaliação do risco hemorrágico em situações clínicas críticas, como sepse, trauma grave e complicações obstétricas; 
    • Como parte do estudo pré-operatório em pacientes com suspeita de distúrbios da coagulação. 

    O exame de fibrinogênio pode detectar quais doenças? 

    A dosagem de fibrinogênio não estabelece diagnóstico isolado, mas auxilia na identificação e no acompanhamento de diversas condições clínicas relacionadas à hemostasia e à inflamação sistêmica. 

    Fibrinogênio baixo 

    Valores reduzidos de fibrinogênio podem estar associados a: 

    • Afibrinogenemia, hipofibrinogenemia e disfibrinogenemia congênitas, que correspondem a distúrbios do fibrinogênio caracterizados, respectivamente, por ausência, redução ou alteração da função da proteína, podendo envolver defeitos quantitativos (relacionados à quantidade do fibrinogênio) e/ou defeitos qualitativos (relacionados à sua atividade); 
    • Coagulação intravascular disseminada (CIVD) por consumo dessa proteína; 
    • Insuficiência hepática avançada por redução da produção, já que é uma proteína produzida pelo fígado; 
    • Hemorragias graves com consumo de fatores de coagulação; 
    • Uso de terapias fibrinolíticas ou anti-neoplásicas. 

    Essas condições estão frequentemente relacionadas a maior risco de sangramento. 

    Fibrinogênio alto 

    Como já descrito, o fibrinogênio também é considerado uma proteína de fase aguda, ou seja, seus níveis podem se elevar em resposta a: 

    • Processos inflamatórios agudos ou crônicos; 
    • Infecções; 
    • Neoplasias; 
    • Gravidez; 

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    Como o exame é feito? 

    O exame de fibrinogênio é realizado a partir de uma amostra de sangue venoso, coletada em tubo contendo anticoagulante (citrato de sódio). O método mais utilizado e recomendado por guidelines internacionais é o método funcional de Clauss, que avalia a capacidade do fibrinogênio em formar fibrina na presença de trombina. 

    O resultado é expresso em mg/dL ou g/L, e sua interpretação deve sempre considerar o contexto clínico e outros exames de coagulação. 

    Preparo para o exame 

    De acordo com recomendações laboratoriais e diretrizes de boas práticas: 

    • Geralmente não é necessário jejum; 
    • O paciente deve informar o uso de medicamentos, especialmente anticoagulantes, anti-inflamatórios ou terapias fibrinolíticas; 
    • Situações inflamatórias ou infecciosas recentes podem interferir nos resultados. 

    A interpretação deve ser realizada por profissional de saúde, correlacionando os achados laboratoriais com o quadro clínico do paciente. 

    Exame de fibrinogênio: preço e onde agendar 

    Para obter mais informações sobre o exame de fibrinogênio, consultar preços e localizar o laboratório mais próximo da sua região para fazer o agendamento, basta acessar nossa plataforma digital. 

    Exame de fibrinogênio em casa 

    Os laboratórios da Dasa dispõem de atendimento domiciliar. Ou seja, é possível fazer exames e tomar vacinas no horário e no local mais convenientes para o paciente. 

    A coleta domiciliar está disponível para o exame de fibrinogênio, sendo realizada com a mesma segurança oferecida em laboratório e sem que haja cobrança de taxa de deslocamento. Para consultar a cobertura na sua cidade e no seu bairro, acesse nossa plataforma digital.

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