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    Testosterona feminina: o que é mito e o que é verdade sobre o hormônio

    Níveis baixos são o padrão normal para mulheres. Em geral, é o excesso que realmente exige atenção médica

    Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerGinecologistaPublicado em 15/05/2026, às 09:15 - Atualizado em 14/05/2026, às 13:44

     

    Níveis baixos são o padrão normal para mulheres. Em geral, é o excesso que realmente exige atenção médica 

    Embora o termo “testosterona feminina” esteja em alta nos buscadores da Internet, não existe um hormônio exclusivo das mulheres. A testosterona é a mesma substância presente no organismo masculino; a diferença reside apenas na quantidade. No corpo feminino, ela circula em concentrações drasticamente menores — e é exatamente essa “baixa” dosagem que garante o equilíbrio fisiológico da mulher. 

    Recentemente, o conceito de “testosterona baixa” em mulheres passou a ser difundido como uma explicação simplista para sintomas como cansaço e falta de libido. No entanto, na maioria das vezes, essa é uma estratégia para vender reposições hormonais e implantes desnecessários.  

    Na prática clínica real, a dosagem desse hormônio raramente faz parte da rotina, pois o que muitos chamam de “nível baixo” é, na verdade, o estado normal e saudável da mulher.

    Testosterona feminina: qual a função do hormônio?  

    Ainda que em quantidades reduzidas, a testosterona atua de forma discreta na manutenção da massa óssea, na força muscular e no bem-estar cognitivo. Produzida pelos ovários e pelas glândulas suprarrenais, ela deve ser mantida em equilíbrio.  

    É importante destacar: uma mulher não deve ambicionar ter níveis de testosterona similares aos de um homem. Tentar “turbinar” esses índices para ganhar disposição ou massa muscular é interferir perigosamente na biologia feminina. 

    O mito da “testosterona baixa” em mulheres  

    Diferente do que ocorre com os homens, não existe um consenso médico ou um valor de referência universal que defina o que seria a “testosterona baixa” na mulher. A queda desse hormônio durante a menopausa é um processo natural e esperado.  

    E o uso de géis ou “chips da beleza” para elevar esses níveis sem a presença de uma condição médica raríssima é condenado por sociedades de endocrinologia, devido aos efeitos colaterais que podem ser permanentes. 

    Quando o excesso (testosterona alta) é um problema?  

    Se a falta é raramente uma patologia, o excesso de hormônios andrógenos (hiperandrogenismo) é o que realmente deve preocupar. Níveis elevados podem sinalizar problemas como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ou distúrbios/ tumores nas glândulas suprarrenais ou nos ovários. Nestes casos, o corpo manifesta sinais claros: 

    • Crescimento de pelos em locais incomuns, como rosto e peito (hirsutismo); 
    • Acne persistente e oleosidade excessiva na pele e cabelos; 
    • Queda de cabelo com padrão de calvície; 
    • Irregularidade ou ausência do ciclo menstrual. 

    Os riscos da reposição desnecessária  

    A insistência em reposições sem indicação clínica real pode levar ao que os médicos chamam de “virilização”. Os efeitos colaterais podem incluir o engrossamento irreversível da voz, o aumento do clitóris, além de riscos cardiovasculares e sobrecarga do fígado.  

    Antes de considerar qualquer hormônio, é preciso investigar se o cansaço ou a libido baixa não são reflexos de estresse, privação de sono, deficiências nutricionais ou outros fatores hormonais, etc. 

    Exames de testosterona: total e livre  

    Caso haja sintomas evidentes de excesso hormonal, o médico pode solicitar o exame de testosterona total (hormônio ligado a proteínas) ou de testosterona livre (fração ativa), além da dosagem de outros andrógenos na circulação.  

    A interpretação deve ser rigorosa, pois os valores considerados normais para mulheres são muito próximos de zero, o que exige laboratórios com alta sensibilidade técnica para não gerar diagnósticos falsos.

    Agendar exames

    Qual médico procurar?  

    Se você suspeita de um desequilíbrio hormonal real — especialmente pelo excesso de pelos ou acne — o endocrinologista ou o ginecologista são os especialistas capacitados.  

    Eles ajudarão a distinguir o que é uma variação natural do corpo do que é uma disfunção que exige tratamento, sempre priorizando a segurança e evitando o uso indiscriminado de substâncias potentes. 

    Exame de Testosterona: preço e onde agendar  

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