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A poliomielite é provocada por um vírus altamente contagioso

Apesar de eliminada nas Américas desde 1994, a doença ainda representa uma ameaça global, demandando vigilância constante e altas coberturas vacinais

Fonte: Dra. Maria Isabel de Moraes PintoInfectopediatra  e médica consultora em vacinas da DasaPublicado em 12/03/2025, às 11:22 - Atualizado em 12/03/2025, às 14:00

vacina poliomielite

A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa grave causada por um vírus que pode levar à paralisia irreversível e à morte. 

No Brasil, por causa das campanhas anuais de vacinação e de medidas de vigilância epidemiológica, o último registro foi em 1989. Mas foi somente em 1994 que a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) declarou a eliminação do vírus nas Américas. 

Embora tenha se tornado menos frequente em muitos países, a pólio ainda persiste em algumas regiões do mundo e, no Brasil, segundo dados do Ministério de Saúde, a cobertura vacinal da poliomielite vem apresentando resultados abaixo da meta de 95% desde 2016.

Poliomielite: o que é?

A poliomielite é uma enfermidade provocada pelo poliovírus, que é altamente contagioso e que pode invadir o sistema nervoso central. Essa invasão pode destruir os neurônios motores, células responsáveis por transmitir os estímulos nervosos aos músculos, resultando em paralisia.

A gravidade da paralisia varia, podendo afetar um ou mais membros, e em situações extremas, comprometer os músculos respiratórios, levando à insuficiência respiratória e óbito.

A doença afeta principalmente crianças menores de cinco anos, mas pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade. Antes da introdução da vacinação em massa, a poliomielite era responsável por grandes epidemias e deixava milhares de crianças com sequelas motoras permanentes.  

Como ocorre a transmissão da poliomielite?

A transmissão da poliomielite ocorre principalmente por via fecal-oral, ou seja, através do contato direto com fezes contaminadas ou com água e alimentos contaminados por elas.  Essa forma de transmissão está relacionada a condições precárias de higiene e saneamento básico, quando o vírus pode se propagar mais facilmente. 

Sintomas de poliomielite 

Apesar de 95% dos casos serem assintomáticos, o impacto dos 5% restantes é devastador. Um dos sintomas mais marcantes da poliomielite é a paralisia súbita, que pode ocorrer de forma assimétrica, afetando geralmente as pernas, mas podendo comprometer os músculos respiratórios em casos graves. Este sintoma, quando presente, demanda intervenção médica imediata para minimizar danos e prevenir complicações. 

Além da paralisia, outros sintomas podem se manifestar: 

  • Febre moderada; 
  • Fadiga e fraqueza muscular; 
  • Dor de cabeça; 
  • Dor de garganta; 
  • Rigidez de nuca; 
  • Sensibilidade reduzida ou formigamento nos braços e pernas. 
  • Vômitos; 
  • Diarreia; 
  • Constipação (prisão de ventre); 
  • Espasmos; 
  • Meningite.

Qual médico procurar?

Em caso de suspeita de poliomielite, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, ou seja, o indivíduo deve ir para o pronto-socorro. 

Prevenção da poliomielite

A vacina poliomelite é a única forma de prevenção da doença. No Brasil, a vacina Poliomielite Inativada (VIP) é a única vacina utilizada no SUS e do sistema privado. Administrada por via intramuscular, ela contém o vírus inativado, ou seja, morto. Essa vacina é altamente segura e eficaz na proteção contra a poliomielite paralítica.

Anteriormente, a vacina Poliomielite Oral (VOP) era administrada por via oral, em gotas. Ela continha o vírus vivo atenuado, ou seja, enfraquecido. Desde 2024, a VOP não está mais disponível nem no SUS e nem no sistema privado brasileiro.
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Qual a idade indicada para a aplicação da vacina contra poliomielite? 

O esquema de vacinação contra a poliomielite preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) inclui a administração da vacina poliomielite VIP aos 2, 4 e 6 meses de idade e uma dose de reforço aos 15 meses de idade.

No sistema privado, as  vacinas Hexavalente (difteria, tétano, pertussis acelular, hepatite B, poliomielite e Haemophilus influenzae tipo b) e Pentavalente (difteria, tétano, pertussis acelular, poliomielite e Haemophilus influenzae tipo b) podem ser utilizadas aos 2 (Hexavalente), 4 (Hexavalente ou Pentavalente) e 6 meses (Hexavalente), substituindo a VIP isolada. A seguir, no sistema privado são administrados dois reforços, um aos 15 meses e outro entre 4 e 6 anos de idade.

Converse com o pediatra para verificar o esquema vacinal mais adequado. O calendário de vacinas das crianças garante que todas as doses sejam administradas nas idades recomendadas para permitir a proteção completa contra muitas doenças graves da faixa etária pediátrica.

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