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    Menopausa: sintomas, duração e tratamento

    Última menstruação da vida da mulher, a menopausa é antecedida e sucedida por diferentes sintomas

    Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerGinecologistaPublicado em 06/02/2026, às 16:13 - Atualizado em 06/02/2026, às 16:14

    Você já ouviu alguém dizer que “está” na menopausa? Geralmente, as pessoas falam como se fosse um período. Mas, na verdade, a menopausa é um evento pontual: a última menstruação da vida de uma mulher. E o período no qual isso ocorre é chamado de climatério.

    Qual é a diferença entre climatério e menopausa? 

    climatério engloba a pré-menopausa, a própria menopausa e a pós-menopausa. Ele corresponde à transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. 

    Na prática, as mulheres chamam de menopausa o que os médicos chamam de climatério na pós-menopausa. A confusão entre os termos acaba acontecendo porque não é tão simples dizer qual é a última menstruação de uma mulher. A menopausa só pode ser identificada depois de 12 meses sem menstruação. Mas existem, sim, alguns sinais que o organismo mostra que está passando por um momento diferente. Falaremos deles em breve. 

    O que acontece antes da menopausa? 

    Toda mulher nasce com um número limitado de folículos (pequenas estruturas, localizadas no ovário, que abrigam os óvulos). A partir do momento em que ela entra na fase reprodutiva da vida, passa a ovular, esgotando os folículos aos poucos. 

    No climatério, há uma redução significativa da quantidade de folículos. Esse período também é marcado pela queda expressiva dos níveis de estrogênio produzido pelos ovários. 

    Com o passar dos anos, a possibilidade de a mulher engravidar, a função ovariana e a produção de estrogênio pelos ovários vão diminuindo. 

    O principal responsável pelos sintomas característicos da menopausa é a queda de estrogênio. Isso porque esse grupo de hormônios não serve só para regular o ciclo menstrual, mas age ainda sobre o coração e os vasos sanguíneos, os ossos, o trato urinário, a pele e até o cérebro. 

    Quais são os sintomas da menopausa? 

    A grande maioria das mulheres têm sintomas que indicam a proximidade da menopausa, sendo que cerca de 80% são sintomáticas. Mas vale lembrar que esses sinais variam de pessoa para pessoa, sendo influenciados, por exemplo, pelo estilo de vida. 

    Abaixo, são elencadas as principais manifestações que antecedem e sucedem a última menstruação: 

    Pré-menopausa 

    Na fase da pré-menopausa, o sintoma mais comum é a irregularidade menstrual. Os ciclos podem ficar mais curtos ou mais longos, e o volume de menstruação pode aumentar ou reduzir. Também são frequentes a irritabilidade e a retenção hídrica. 

    Além disso, as mulheres podem ter ondas de calor (fogachos), sudorese noturna, oscilações de humor, alterações de sono, dores de cabeça, dores no corpo, palpitações e vertigens. 

    Quanto tempo dura?

    O período entre o início das primeiras manifestações até a parada definitiva da menstruação é a transição menopausal. Normalmente, dura em torno de 2 a 3 anos. A menopausa em si costuma ocorrer por volta dos 50 anos, podendo variar, no geral, entre 40 e 55 anos. 

    Pós-menopausa

    Depois da última menstruação, parte dos sintomas se mantém, como as ondas de calor, a transpiração, as alterações de sono e as oscilações de humor. 

    Após alguns anos da menopausa, tornam-se comuns a atrofia vaginal, a secura vaginal, as alterações urinárias e a pele seca (por causa da perda de colágeno). 

    Outras condições relacionadas

    A pós-menopausa não só tem sintomas típicos como também apresenta alguns riscos. Nessa fase, é maior a suscetibilidade à osteoporose e doenças cardiovasculares. Isso porque há diminuição do estrogênio, hormônio que protege os vasos sanguíneos e ajuda a evitar a perda de massa óssea. 

    Exames indicados durante e após a menopausa  

    Embora o diagnóstico da menopausa seja clínico (confirmado após 12 meses sem menstruar), o médico pode solicitar uma série de exames. O objetivo não é apenas confirmar a falência dos ovários, mas principalmente monitorar a saúde da mulher, já que a queda do estrogênio aumenta o risco de doenças cardíacas e ósseas. 

    Os principais exames solicitados nessa fase são: 

    Dosagem de FSH (Hormônio Folículo Estimulante)

    É o exame de sangue que pode confirmar a menopausa em casos de dúvida. Quando os ovários param de funcionar, os níveis de FSH ficam elevados. 

    Densitometria óssea 

    Usada para avaliar a saúde dos ossos e diagnosticar precocemente a osteoporose ou osteopenia, condições muito comuns na pós-menopausa. 

    Mamografia

    Principal exame no rastreamento do câncer de mama. É obrigatória antes de iniciar qualquer reposição hormonal. 

    Lipidograma e glicemia 

    Servem para monitorar os níveis de colesterol, triglicérides e açúcar no sangue, prevenindo infartos e diabetes. 

    TSH e T4 livre 

    Avaliam o funcionamento da tireoide. O hipotireoidismo pode causar sintomas semelhantes aos da menopausa (como cansaço e ganho de peso) e precisa ser descartado. 

    Papanicolau/ teste de DNA do papilomavírus humano e ultrassom transvaginal 

    Mantidos na rotina para verificar a saúde do colo do útero e do endométrio. 

    Tratamento para menopausa 

    Nem sempre é preciso buscar um tratamento para o climatério. No entanto, recorrer aos diferentes tipos de terapias pode ser especialmente benéfico se: 

    • os sintomas forem intensos a ponto de atrapalhar a rotina; 
    • houver um risco maior de desenvolver osteoporose; 
    • houver atrofia urogenital.

    Os tratamentos são bastante variados, porém, em essência, o que se considera mais efetivo para o climatério é a reposição hormonal. “Esta é feita pela administração de estrogênio para mulheres que não tem útero (exemplo, histerectomia) e, para as mulheres que têm útero, estrogênio e progesterona, para proteção do endométrio. 

    Importante ressaltar que não basta ter indicação para tratamento: é fundamental não ter contraindicações. Há doenças como câncer de mama, doenças cardiovasculares e trombose que contraindicam a terapia hormonal – e, para essas situações, tratamentos alternativos podem ser considerados. 

    Também vale ficar de olho no tempo. Há uma época oportuna para iniciar a terapia hormonal: quanto mais próxima a mulher estiver da última menstruação, maiores os benefícios que ela vai ter, principalmente cardiovasculares, do que riscos.  

    Por outro lado, quanto mais tempo a mulher passar sem a proteção do estrogênio, maiores os riscos cardiovasculares. Por isso, é muito importante que se procure um médico para o tratamento individualizado assim que a mulher começar a apresentar os primeiros sintomas de que terá a menopausa, sobretudo os fogachos. 

    E, independentemente de tratamentos, sempre lembrar que manter hábitos saudáveis – dieta equilibrada, prática regular de atividades físicas e cessação do tabagismo, por exemplo – é essencial para cuidar do corpo, diminuir o risco de doenças e favorecer a qualidade de vida.

     

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