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    Apolipoproteína B: exame revela o risco cardíaco com precisão

    Essa proteína é o principal componente do colesterol “ruim” e sua medição ajuda a prever risco maior de infartos e derrames

    Fonte: Dr. Carlos SuaideCardiologistaPublicado em 29/01/2026, às 17:19 - Atualizado em 29/01/2026, às 17:19

    Apolipoproteína B

    Os níveis de colesterol LDL (o famoso “colesterol ruim”) costumam ajudar na previsão do risco de infarto e de outras doenças ateroscleróticas, que são aquelas que são geradas por placas de gordura e outros agentes inflamatórios nas artérias do corpo. Porém, a adição de outro exame também agrega bastante ao cuidado do paciente: a dosagem dos níveis da Apolipoproteína B, ou simplesmente ApoB. 

    Esse exame, cada vez mais solicitado pelos cardiologistas, consegue identificar riscos que o exame de colesterol tradicional pode deixar passar, oferecendo uma visão mais detalhada sobre a saúde cardiovascular do paciente. Isso torna mais precisa a estimativa do risco de doenças ateroscleróticas, o que é bastante útil na prevenção.

    Apolipoproteína B: o que é?

    A Apolipoproteína B é o principal componente proteico encontrado na superfície das lipoproteínas que transportam colesterol, como o LDL e o VLDL.  

    Como cada uma dessas partículas possui exatamente uma molécula de ApoB em sua estrutura, a medição dessa proteína no sangue fornece uma contagem exata do número total de partículas aterogênicas (capazes de obstruir as artérias) circulando no organismo. 

    Para que serve o exame?

    O exame serve para refinar a avaliação do risco de doenças vasculares, especialmente em pessoas onde o colesterol LDL parece “normal”, mas o risco de infarto ainda existe. 

    Se o exame der alterado, significa que a pessoa já tem dislipidemia – desequilíbrio das gorduras no sangue (colesterol alto ou triglicérides altos) – ou algum distúrbio metabólico. O exame funciona como um “termômetro” que acusa que o problema existe. 

    Mas vai além: ele quantifica o número real de partículas aterogênicas (que formam placas de gordura). Isso é importante porque, às vezes, a pessoa tem um nível de LDL aceitável, mas tem muitas partículas pequenas e densas carregando esse colesterol — e são essas as mais perigosas. A ApoB detecta exatamente esse cenário. 

    Valores de referência

    Os valores ideais variam de acordo com o risco cardíaco de cada paciente (se é fumante, se tem diabetes ou hipertensão, etc.) Mas, de forma geral, quanto menor o valor, melhor. 

    • Risco baixo/intermediário: valores abaixo de 100 e de 90 mg/dL, respectivamente, costumam ser considerados aceitáveis. 
    • Risco alto: para pacientes que já tiveram infarto ou têm diabetes, a meta é bem mais rigorosa, variando conforme outros fatores. Porém, valores pelo menos abaixo de 70 mg/dL são recomendados. 

    Riscos associados aos níveis alterados da Apolipoproteína B

    Ter a ApoB alta significa que há um “trânsito” intenso de gordura se depositando na parede das artérias. 

    Essa condição acelera o processo de aterosclerose (endurecimento e entupimento dos vasos). Se não tratada com mudança de estilo de vida e/ou medicação, o risco de sofrer eventos graves aumenta significativamente, incluindo: 

    • Acidente Vascular Cerebral (AVC). 
    • Doença arterial periférica (má circulação nas pernas). 

    Exames complementares

    A ApoB faz parte de uma investigação mais ampla da saúde metabólica. Geralmente, o médico avalia esse resultado em conjunto com: 

    • Lipidograma completo: colesterol total, HDL, LDL e triglicérides. 
    • Apolipoproteína A1 (ApoA-1): a proteína do colesterol “bom”. A relação entre ApoB e ApoA é um excelente indicador de saúde. 

    Como o exame Apolipoproteína B é feito?

    A dosagem é feita através de uma coleta de sangue simples. O procedimento dura poucos minutos e não costuma causar desconforto além da picada da agulha.  

    Preparo

    Atualmente, o jejum rígido de 12 horas não é obrigatório para a maioria dos pacientes, podendo ser realizado sem jejum ou com um intervalo menor (3 a 4 horas).

    No entanto, como a ApoB costuma ser pedida junto com os triglicérides (que são sensíveis à alimentação), muitos médicos ainda preferem recomendar o jejum de 12 horas para garantir a precisão de todo o conjunto de exames.  

    Siga sempre a orientação que estiver no seu pedido médico. 

    Exame Apolipoproteína B: preço e onde agendar

    Para consultar valores, localizar o laboratório mais próximo e agendar seu exame de Apolipoproteína B, basta acessar a nossa plataforma digital. 

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