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    Colecistite: entenda o que é e como diagnosticar a inflamação na vesícula Biliar

    A colecistite é uma inflamação na vesícula biliar. Entre seus sintomas, estão a forte dor na região abdominal, enjoos e vômitos.

    Fonte: Dr. Henrique Sérgio Coelhomédico hepatologistaPublicado em 01/06/2026, às 18:18 - Atualizado em 01/06/2026, às 18:18

     

    colecistite é uma das condições que pode atingir a vesícula biliar, um pequeno órgão em formato de pera situado abaixo do fígado. A função da vesícula consiste em armazenar bile e, após a ingestão de gordura, liberar essa substância no intestino para auxiliar na digestão.

    Colecistite: o que é?

    Colecistite corresponde a uma inflamação da parede da vesícula biliar. Esse quadro geralmente está associado à presença de cálculos na vesícula e provoca muita dor abdominal.

    Quais são as causas da colecistite?

    Na maioria das vezes, a colecistite é causada pela presença de cálculos dentro da vesícula. Tais cálculos se movem para fora dela e obstruem o duto cístico (canal que liga a vesícula ao canal colédoco, que leva ao intestino).

    Essa obstrução do duto cístico, por sua vez, faz com que a bile se acumule na vesícula, o que irrita as paredes do órgão e gera uma inflamação – acompanhada de dor, febre e outros sintomas.

    Apesar de grande parte dos casos estarem associados a cálculos, existem aqueles que não estão e, por isso, recebem o nome de colecistite alitiásica. Essa forma da doença pode surgir, por exemplo, em pacientes críticos que estejam em período pós-operatório ou tenham viroses agudas ou queimaduras.

    Sintomas da colecistite

    A colecistite é caracterizada por uma forte dor subcostal (abaixo da costela), do lado direito. Às vezes, essa dor pode irradiar para o ombro ou para as costas. Muitas vezes, o paciente também tem febre, náuseas e vômitos.

    Colecistite aguda e colecistite crônica: quais as diferenças?

    Na colecistite aguda, os sintomas têm aparecimento súbito e geralmente duram horas ou, no máximo, poucos dias.

    Já na colecistite crônica, os sintomas tendem a ser menos frequentes, havendo episódios de alívio. Isso ocorre por causa da mobilidade do cálculo: se o cálculo retorna para dentro da vesícula, os sintomas cedem; se ele atinge novamente o duto cístico, os incômodos ressurgem.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da colecistite costuma ser feito por exames de imagem, como ultrassom ou tomografia computadorizada. Ambas podem mostrar a presença de cálculo na vesícula ou no duto cístico, o tamanho da vesícula (que, geralmente, se encontra aumentada) e a parede inflamada do órgão.

    Em algumas situações, quando há a suspeita de que o cálculo atingiu o canal colédoco (que leva ao intestino), é possível que o médico solicite ressonância magnética.

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    Tratamento para a colecistite

    O tratamento da colecistite é sempre cirúrgico, exceto quando o paciente apresenta um quadro muito grave. A cirurgia consiste em retirar a vesícula inflamada. Além disso, antes da operação, pode-se utilizar antibióticos para controlar o quadro.

    Nos casos em que não é indicada a cirurgia, os médicos recorrem a tratamentos alternativos, como administração de antibióticos e drenagem da vesícula para retirar pus.

    É possível prevenir a colecistite?

    Duas medidas principais auxiliam na prevenção da colecistite: o controle de fatores associados ao surgimento de cálculos e a remoção cirúrgica de cálculos, mesmo que sejam assintomáticos.

    Embora haja uma tendência genética para a formação de cálculos biliares, também existem fatores modificáveis que aumentam o risco de eles surgirem, como a obesidade e a hiperlipidemia (altos níveis de gordura no sangue).

    Por isso, é importante manter um peso adequado e os níveis de colesterol e triglicérides dentro do normal. Nesse sentido, fazer atividades físicas com regularidade e ter uma alimentação diversificada e equilibrada são passos fundamentais.

    Para os cálculos biliares já formados, ainda que sejam assintomáticos, recomenda-se a retirada deles. Essa conduta é assumida sobretudo em casos de pacientes jovens, de bom risco cirúrgico.

     

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