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    Intoxicação alimentar: sintomas e tratamento

    Problema é causado pela ingestão de alimentos contaminados por bactérias ou fungos

    Por Danielle SanchesPublicado em 16/12/2022, às 16:36 - Atualizado em 25/05/2023, às 14:36
    Imagem: Shutterstock

    Diarreia, dor abdominal, vômitos e mal-estar: quem já passou por isso sabe o quão terrível é sofrer com uma intoxicação alimentar. 

    O quadro acontece após a ingestão de alimentos contaminados por bactérias ou fungos que, uma vez dentro do organismo, causam problemas no sistema gastrointestinal.

    Longe de ser algo esporádico, o problema ocorre em diversas partes do mundo e tem até nome: DTAs, sigla para “doenças transmitidas por alimentos”, considerado um problema de saúde pública pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e que provoca centenas de surtos todos os anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. 

    Em alguns casos, o problema pode até se transformar em uma infecção mais grave, com febre e desidratação, requerendo cuidados médicos mais intensivos. No entanto, no geral o problema regride sozinho após alguns dias – não sem antes gerar muito incômodo. 

    O que causa intoxicação alimentar?

    Como falamos, a intoxicação alimentar é provocada pela ingestão de alimentos contaminados por bactérias, fungos e/ou suas toxinas – mas também vírus, parasitas ou produtos químicos. 

    Sintomas de intoxicação alimentar

    Uma vez dentro do organismo, os microrganismos ou toxinas vão provocar uma inflamação no sistema gastrointestinal e gerar problemas como: 

    • Dor abdominal;
    • Gases e sensação de estufamento; 
    • Diarreia;
    • Náusea;
    • Vômitos;
    • Mal-estar generalizado.

    Em alguns casos, a intoxicação alimentar também pode provocar febre elevada e calafrios.

    Tratamentos para intoxicação alimentar

    O quadro de intoxicação alimentar costuma regredir sozinho após alguns dias e não causa muitos problemas – além, é claro, da sensação de mal-estar que pode persistir até o corpo se restabelecer. 

    Nos casos em que o quadro está mais leve, ou seja, não há febre ou a febre está baixa; as fezes estão mais pastosas do que líquidas e o indivíduo consegue se alimentar e ingerir líquidos, mesmo que pouco, é possível aguardar o fim do ciclo da doença em casa. 

    Nesse caso, para amenizar os sintomas, pode-se usar analgésicos e antitérmicos, além de remédios para aliviar náuseas e vômitos. É aconselhável também ingerir probióticos, já que a diarreia elimina as bactérias benéficas do intestino. 

    + Saiba mais: O que o intestino faz além da digestão?

    Mas, se a diarreia segue aquosa por muitos dias; se os vômitos estão repetidos e incontroláveis; se a febre não cessa; e há dificuldade para se manter hidratado, é importante buscar auxílio médico, especialmente crianças e idosos – grupos em que as complicações podem evoluir rapidamente. 

    Em casos mais graves, é necessário a reposição de fluidos via intravenosa e ainda o uso de antibióticos para combater a infecção. 

    Como evitar intoxicação alimentar

    Especialmente durante o verão, quando as temperaturas são muito altas no Brasil, é importante acondicionar alimentos corretamente para evitar variação de temperatura – um prato cheio para a proliferação de bactérias. 

    Isso é especialmente importante quando falamos em alimentos que estragam muito rapidamente quando mal acondicionados, como ovo, peixe e carne crua, maionese, leite e alguns tipos de queijo. 

    Outra recomendação é sempre observar a procedência dos alimentos consumidos fora de casa para ter certeza de que o preparo foi feito seguindo medidas de segurança alimentar. 

    Por fim, recomenda-se lavar as mãos sempre ao sair do banheiro e ao chegar em casa de algum passeio, bem como antes de fazer as refeições. 

    Fonte: Sumirê Sakabe, infectologista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

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