Ressonância da sela túrcica: para que serve e como se preparar para o exame
O procedimento é indolor e essencial para investigar dores de cabeça persistentes ou desequilíbrios hormonais ligados à hipófise

A sela túrcica (ou turca) é uma pequena depressão óssea na base do crânio, que abriga a hipófise, a principal glândula do nosso corpo, que comanda várias outras, como a tireoide.
Às vezes, exames de imagem mostram que esse espaço parece estar “vazio” ou com um nódulo. Mas, na maioria das vezes, os motivos para isso são bem claros e, os tratamentos, eficazes.
Continue a leitura e entenda melhor como essa estrutura funciona e o que os exames dizem sobre ela.
Neste artigo, você vai ler:
Sela túrcica: o que é?
A sela túrcica é uma cavidade óssea situada no osso esfenoide, bem na base do nosso crânio. O nome curioso vem do latim e faz referência ao seu formato, que lembra muito uma sela de montaria turca.
Ela fica no osso esfenoide, bem no centro da cabeça. Acima dela, existe apenas uma fina camada de tecido (o diafragma da sela) que a separa do cérebro, com um pequeno furo por onde passa a conexão da glândula com o resto do sistema nervoso.
Função da sela túrcica
A principal função da sela túrcica é oferecer proteção física e mecânica para a hipófise, também conhecida como glândula pituitária. Ela isola essa estrutura de impactos diretos e da pressão exercida pelo próprio cérebro.
A hipófise produz hormônios que controlam o crescimento, a produção de leite, o funcionamento das gônadas e o equilíbrio de água no corpo. E se a sela é atingida ou sofre erosão por tumores, o funcionamento da glândula pode ser prejudicado.
Sela túrcica vazia
A síndrome da sela vazia acontece quando a hipófise encolhe ou é achatada, fazendo a cavidade óssea parecer oca nos exames de imagem. Na verdade, a sela não está vazia; ela está preenchida por líquido cefalorraquidiano (o líquor), que empurra a glândula contra as paredes ósseas.
Isso geralmente acontece por um defeito na barreira de tecido que cobre a sela. Esse defeito permite que o líquor entre no espaço ósseo com mais pressão.
Existem dois tipos principais dessa condição:
- Primária: a causa é desconhecida ou existe um defeito congênito no diafragma da sela. É mais comum em mulheres, pessoas com obesidade e hipertensos.
- Secundária: acontece após uma cirurgia, radioterapia ou quando um tumor na região diminui de tamanho (involui), deixando o espaço vago.
Sintomas
A grande maioria das pessoas com sela vazia não sente absolutamente nada e descobre a condição por acaso em exames de rotina. Quando os sintomas aparecem, o mais comum é a dor de cabeça constante.
Em casos mais raros ou específicos, podem surgir:
- Pressão intracraniana elevada (que piora a dor de cabeça).
- Alterações na visão (se houver compressão das vias ópticas).
- Deficiência hormonal (se a hipófise for muito comprimida).
Ressonância magnética da sela túrcica
Indolor e não invasiva, a ressonância magnética (RM) é o exame padrão-ouro para visualizar essa região com clareza. Usando um campo magnético forte, ela consegue diferenciar muito bem o que é osso, o que é a glândula e o que é o líquor.
O exame permite ver se a hipófise está aumentada (como em casos de tumores, sendo os mais comuns chamados de adenomas), se está achatada (sela vazia) ou se existem outras lesões na área.
Preparo para o exame
O jejum é necessário quando o contraste for indicado, que é o que ocorre na maioria das indicações desse exame. Nesse caso, o jejum costuma ser de 4 horas para alimentos sólidos.
O paciente deve retirar todos os objetos metálicos, como joias, relógios e piercings. Além disso, é importante informar ao médico sobre dispositivos implantados.
As principais contraindicações ou pontos de atenção incluem:
- Uso de alguns tipos marca-passo cardíaco (alguns modelos não são compatíveis).
- Implantes auditivos (cocleares).
- Clipes de aneurisma cerebral metálicos.
- Gestantes no primeiro trimestre (geralmente evitam o exame por precaução).
Exames complementares
Quando a ressonância não pode ser feita ou nos poucos casos em que há alguma lesão que invada estruturas ósseas não muito bem demonstrada, o médico pode complementar a avaliação por imagem com a tomografia computadorizada (TC).
A ordem de solicitação costuma priorizar a ressonância para tecidos moles e a tomografia para detalhes ósseos não bem visualizados na ressonância
Além disso, podem ser solicitadas dosagens hormonais no sangue (para checar se a hipófise está funcionando bem) e o exame de campo visual, solicitado na suspeita de compressão dos nervos da visão.
Ressonância de sela túrcica: preço e onde agendar
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