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    Alzheimer precoce: o que é, quando começa e como identificar

    O Alzheimer precoce pode surgir a partir dos 45 anos. Entenda quais são os sinais, como é feito o diagnóstico e conheça as opções de tratamento.

    Fonte: Dr. Marcus Tuliusmédico neurologistaPublicado em 16/03/2026, às 11:05 - Atualizado em 18/03/2026, às 11:44

    alzheimer precoce

    O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva com efeitos devastadores na memória e na cognição das pessoas idosas. Já o Alzheimer precoce é menos conhecido e mais raro, mas igualmente avassalador.

    A condição afeta a memória de pessoas com menos de 65 anos e, segundo a Abraz-SP (Associação Brasileira de Alzheimer de São Paulo), seu diagnóstico corresponde a apenas 10% dos casos.

    Continue a leitura e saiba mais sobre a condição, sintomas, causas e tratamento.

     

    O que é Alzheimer precoce?

    O Alzheimer precoce, também conhecido como doença de Alzheimer de início precoce, é uma forma rara da doença de Alzheimer que afeta pessoas com menos de 65 anos, deteriorando progressivamente as funções cognitivas, como memória, linguagem e coordenação motora.

    Com qual idade o Alzheimer precoce pode surgir?

    Ainda que rara, a condição pode surgir a partir dos 45 anos e é considerada precoce quando ocorre antes dos 65 anos.

    Quais são os sintomas de Alzheimer precoce?

    De modo geral, os sintomas do Alzheimer precoce não são distintos do Alzheimer. A única diferença é que as manifestações da doença começam a aparecer mais cedo no primeiro caso. Entre os principais sintomas estão:

    • Dificuldade para reconhecer rostos e pessoas;
    • Dificuldade para se comunicar (verbal ou na escrita);
    • Falhas de memória frequentes;
    • Confusão mental e desorientação;
    • Insônia, angústia e depressão;
    • Irritabilidade;
    • Apatia;
    • Perda de movimentos;
    • Alterações na visão.

    Causas do Alzheimer

    A causa do Alzheimer ainda é desconhecida, mas acredita-se que algumas pessoas tenham uma predisposição genética para o seu surgimento. Nesse sentido, é importante observar o histórico familiar e outros fatores de risco que podem influenciar indiretamente o desenvolvimento e a progressão da doença, como:

    • Hipertensão: a pressão alta pode afetar os vasos sanguíneos e a circulação cerebral, contribuindo com danos cerebrais ao longo do tempo.
    • Diabetes: quando descontrolada, a diabetes também pode causar alterações nos vasos sanguíneos e no cérebro.
    • Obesidade: está associada a várias condições de saúde, como as citadas acima, que podem afetar negativamente a saúde do cérebro.
    • Sedentarismo: a falta de atividade física pode diminuir o fluxo de oxigenação no cérebro, comprometendo seu funcionamento.
    • Tabagismo: o ato de fumar aumenta o risco de doenças cardiovasculares e, consequentemente, de danos celulares no cérebro.

    Alzheimer é hereditário?

    É uma doença mais comum em quem tem histórico familiar, indicando que a carga genética hereditária pode, sim, contribuir com o surgimento da condição.

    Como prevenir o Alzheimer?

    Como a causa do Alzheimer não é totalmente conhecida, não há como prevenir o seu surgimento. Contudo, por ser uma doença que causa a degeneração progressiva dos neurônios do cérebro, alguns hábitos podem ajudar a atrasar o surgimento e sua progressão:

    • Exercício físico: praticar atividade física regularmente, de três a cinco vezes por semana durante pelo menos 30 minutos.
    • Pressão arterial regulada: pacientes com hipertensão devem avaliar a pressão com frequência.
    • Controle do peso: manter o peso saudável, com IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo de 25.
    • Não fumar: o tabaco contém substâncias tóxicas que causam danos nas células cerebrais.
    • Manter o cérebro ativo: jogos de estratégia, aprender algo novo, treinar a memória memorizando coisas do dia a dia, entre outras atividades que estimulem o cérebro.

    Como diagnosticar Alzheimer precoce?

    O diagnóstico do Alzheimer é realizado clinicamente por meio de uma consulta médica, na qual o profissional entrevista o paciente e obtém informações sobre seu histórico pessoal e familiar.

    Durante essa análise, o médico realiza exames físicos e testes para avaliar as funções cerebrais, e pode solicitar exames complementares, como:

    • Exames de imagem: como tomografia ou ressonância magnética.
    • Punção lombar: procedimento realizado para coletar uma amostra do líquido cefalorraquidiano que envolve o cérebro e a medula espinhal. A análise desse líquor pode fornecer informações importantes através da identificação de certos biomarcadores do Alzheimer.
    • Exames de sangue: um dos principais biomarcadores avaliados é a presença das proteínas beta-amiloide 42 e 40. No Alzheimer, há um acúmulo anormal dessas proteínas no cérebro, formando placas amiloides, uma das características distintivas da doença. A quantificação dessas proteínas no sangue pode auxiliar na identificação do risco de desenvolvimento ou progressão do Alzheimer.

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    Tratamento

    Como ainda não há cura para o Alzheimer, o tratamento visa aliviar e reduzir os sintomas associados, melhorando a qualidade de vida do paciente. Entre as opções estão:

    • Medicação: alguns medicamentos podem ser prescritos para controlar os sintomas cognitivos e comportamentais.
    • Terapia cognitiva: é recomendada para melhorar a função cognitiva, a memória e a capacidade de realizar atividades diárias.
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