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    Cardiomegalia: entenda o que é o coração grande

    Mais do que um aumento no tamanho do órgão, a condição é um sinal de que o músculo cardíaco está sobrecarregado

    Fonte: Dr. Marcelo Henrique BuenoCardiologistaPublicado em 05/05/2026, às 16:00 - Atualizado em 05/05/2026, às 16:00

    cardiomegalia

    cardiomegalia não deve ser vista como uma doença isolada. Popularmente chamada de “coração grande”, ela indica que o órgão está sofrendo uma alteração estrutural — seja por uma dilatação ou pelo aumento da espessura de suas paredes — para tentar compensar alguma dificuldade no bombeamento do sangue. 

    O grande perigo dessa condição é que ela costuma progredir de forma silenciosa. Muitas vezes, o paciente só percebe que algo está errado quando o coração já apresenta sinais de exaustão, o que pode levar a quadros fatais se não houver intervenção.

    Cardiomegalia (coração grande): o que é? 

    A cardiomegalia é o termo médico para o aumento do coração detectado em exames de imagem. Ela acontece quando o músculo cardíaco se expande para dar conta de uma sobrecarga. Essa mudança pode ser uma dilatação (quando o coração “estica”) ou uma hipertrofia (quando o músculo engrossa), prejudicando a eficiência da circulação sanguínea. 

    Possíveis causas 

    As causas são variadas e quase sempre ligadas a outras doenças. A hipertensão arterial é a principal delas, mas o aumento também pode ser provocado por problemas nas válvulas, histórico de infarto, anemia crônica e infecções como a doença de Chagas.  

    Doenças genéticas e o uso abusivo de substâncias também podem forçar o crescimento do órgão. 

    É possível prevenir a cardiomegalia?

    A prevenção passa pelo controle rigoroso dos fatores de risco. E, entre as medidas está manter a pressão arterial e o diabetes sob controle. Adotar hábitos saudáveis, como não fumar e praticar exercícios moderados, ajuda a evitar que o coração precise trabalhar sob pressão constante, protegendo sua estrutura original. 

    Sintomas de cardiomegalia 

    Como o coração tenta compensar sua falha inicialmente, os sintomas podem demorar a aparecer. Quando surgem, os mais comuns são: 

    • Falta de ar intensa ao fazer esforço ou ao se deitar; 
    • Inchaço (edema) nas pernas, pés e tornozelos; 
    • Cansaço extremo e fadiga desproporcional à atividade; 
    • Palpitações e arritmias; 
    • Tosse persistente, muitas vezes ligada ao acúmulo de líquido nos pulmões. 

    Quando procurar por um médico?

    Qualquer sinal de falta de ar ou inchaço súbito deve ser avaliado por um cardiologista. Ignorar esses sintomas pode ser fatal, pois a cardiomegalia é um indicativo direto de que o coração pode estar entrando em falência. 

    Exames que auxiliam no diagnóstico

    O diagnóstico começa com exames que permitem visualizar o tamanho e a função do órgão. O raio-x de tórax mostra a silhueta cardíaca aumentada. Já o ecocardiograma avalia o fluxo de sangue e o estado das válvulas, enquanto a ressonância magnética cardíaca identifica cicatrizes no músculo e doenças específicas.

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    Formas de tratamento 

    O tratamento não visa “diminuir” o coração, mas sim tratar o que causou o aumento. E isso inclui medicamentos para baixar a pressão e facilitar o bombeamento de sangue, além de diuréticos para reduzir o inchaço.  

    Em situações mais graves, pode ser necessário o uso de marcapassos ou cirurgias para corrigir válvulas danificadas, devolvendo a funcionalidade ao coração.

     

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