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    Osteopenia: entenda o que é e por que ela exige atenção

    Osteopenia é sinônimo de baixa massa óssea no exame de densitometria óssea. Em alguns casos, pode levar à osteoporose

    Fonte: Dr. Flávio Spinola CastroMédico radiologista responsável pela densitometria óssea do laboratório AltaPublicado em 15/05/2026, às 09:15 - Atualizado em 14/05/2026, às 13:42

     

    osteopenia é uma condição que indica que a densidade mineral dos seus ossos está mais baixa do que o normal, mas ainda não atingiu o nível crítico. Pode ser um sinal de que a estrutura do esqueleto está começando a se desgastar. 

    Como ela não costuma dar sinais claros (como dores ou alterações clínicas), devemos monitorar a saúde de forma preventiva para que problema não evolua para doenças mais graves que comprometam a sua mobilidade e qualidade de vida.

    Osteopenia: o que é?  

    A osteopenia é a condição em que a massa óssea está abaixo do normal. O nosso tecido ósseo passa por um processo constante de renovação, onde células velhas são substituídas por novas. Com o passar dos anos ou em certas circunstâncias, esse equilíbrio muda e o corpo começa a reabsorver os ossos mais rápido do que consegue reconstruí-los.  

    Quando essa perda está em estágios iniciais, o diagnóstico é de osteopenia. Mas, se a perda de massa óssea for severa e os ossos ficarem porosos, temos um quadro de osteoporose 

    Osteopenia e osteoporose: quais são as diferenças?  

    A diferença entre as duas condições é medida pela densidade mineral óssea. Imagine uma régua de saúde do osso: 

    • Normal: os ossos estão densos e fortes. 
    • Osteopenia: é o estágio intermediário. O osso está mais fraco que o normal, mas ainda tem resistência. 
    • Osteoporose: o estágio avançado, onde o osso está tão frágil que pode, em alguns casos, fraturar com esforços mínimos ou pequenas quedas. 

    Causas  

    Várias situações podem levar ao enfraquecimento dos ossos. As causas mais frequentes da osteopenia são: 

    • Envelhecimento natural do corpo; 
    • Fatores genéticos e histórico familiar; 
    • Sedentarismo e falta de exercícios de impacto; 
    • Baixa ingestão de cálcio na dieta; 
    • Consumo excessivo de álcool e tabagismo. 
    • Pacientes com cirurgia bariátrica. 

    A queda hormonal que acontece na menopausa tambémé um fator determinante, pois o estrogênio — hormônio que ajuda a proteger os ossos — pode diminuir drasticamente nas mulheres neste período. 

    Além disso, alguns fatores ligados a doenças como artrite reumatóide, Doença de Crohn, hiperparatireodismo, entre outras, também podem levar ao quadro de esteopenia. 

    É possível prevenir a osteopenia?  

    Sim, a prevenção acontece através de um “tripé” de hábitos. O primeiro ponto é garantir a ingestão de cálcio, a principal matéria-prima dos ossos. O segundo é manter bons níveis de falta de vitamina D, que funciona como uma chave para que o cálcio seja absorvido. O terceiro ponto é o estímulo mecânico através de exercícios de impacto. 

    • Capriche no cálcio: consuma laticínios (leite, queijo, iogurte), vegetais de folhas escuras (brócolis, couve) e sementes como o gergelim. 
    • Tente tomar sol diariamente: a principal fonte de vitamina D é a exposição solar. Cerca de 15 minutos por dia, sem protetor solar nos braços e pernas (evitando horários de pico), já ajudam o corpo a sintetizar o hormônio. E consulte um médico para avaliar a necessidade de suplementação 
    • Pratique impacto: caminhadas e musculação avisam ao corpo que os ossos precisam ser fortalecidos para aguentar o esforço. 

    Além disso, cuidado com o sal: o excesso de sódio faz o corpo eliminar cálcio pela urina. E evite refrigerantes de cola, já que o fósforo presente nessas bebidas pode “roubar” o cálcio dos ossos. 

    Sintomas  

    A osteopenia não apresenta sintomas. Diferente do que muitos pensam, a osteopenia não causa dor nas pernas ou nos ossos. Por ser uma condição silenciosa, ela só costuma ser descoberta quando o paciente quando realiza exames de rotina ou quando sofre alguma fratura e a perda óssea é diagnosticada. 

    Quando procurar por um médico?  

    Embora o risco aumente com o passar dos anos, a saúde dos ossos deve ser monitorada normalmente a partir dos 40 anos em mulheres e 50 anos nos homens. No caso, como parte de um check-up preventivo. Não é necessário esperar a menopausa ou a terceira idade para investigar a densidade mineral do seu corpo. 

    A consulta com um clínico geral, ginecologista ou outras especialidades que cuidam da parte óssea como ortopedistas, endocrinologistas e reumatologistas é indicada sempre que você desejar avaliar sua saúde metabólica, mas torna-se indispensável nos seguintes cenários: 

    • Fatores de risco: pessoas com histórico familiar de osteoporose, fumantes, ou que possuem uma dieta muito pobre em cálcio. 
    • Uso de medicamentos: se você faz uso contínuo de corticoides, anticonvulsivantes ou remédios para refluxo, que podem prejudicar a absorção de minerais. 
    • Sinais de fragilidade: se você sofreu uma fratura por um impacto leve ou nota mudanças na postura e perda de altura. 
    • Condições de saúde associadas: doenças inflamatórias intestinais, problemas na tireoide ou histórico de baixo peso corporal. 

    Exames que auxiliam no diagnóstico da osteopenia  

    O principal teste é a densitometria óssea, um exame de imagem a base de raios X com baixíssima dosagem de radiação, rápido e confortável (entre 10/15 minutos) que mede a quantidade de massa óssea (em g/cm2) em segmentos da coluna e do fêmur e, às vezes, também no antebraço.   

    Através do resultado, estes dados são comparados com um banco de dados de adultos jovens e saudáveis, obtendo assim um valor chamado de “T-score” ou “Z-score” dependendo da idade do paciente para classificar se a massa óssea está dentro do esperado ou se já existe alguma perda (osteopenia). 

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