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    Refluxo laringofaríngeo: condição pode causar dores e incômodos na garganta

    O refluxo laringofaríngeo causa diversos incômodos na garganta, como dor e queimação. O tratamento pode ser feito com medicamentos e mudanças no estilo de vida.

    Fonte: Dr. Ricardo DibMédico gastroenterologistaPublicado em 10/03/2026, às 17:46 - Atualizado em 18/03/2026, às 11:08

    refluxo laringofaringeo

    refluxo laringofaríngeo é uma das manifestações mais comuns da doença do refluxo gastroesofágico.

    O refluxo gastroesofágico, por sua vez, corresponde a um quadro no qual o conteúdo do estômago e do duodeno volta para o esôfago (tubo que liga a garganta e o estômago).

     

    O que é refluxo laringofaríngeo?

    O refluxo laringofaríngeo é uma condição que ocorre quando o conteúdo do estômago e do duodeno retorna para o esôfago, chegando até a faringe e a laringe (atingindo, portanto, a garganta).

    Tal conteúdo é formado pelo ácido encontrado no estômago e também por outras substâncias que atuam na digestão dos alimentos.

    O que causa refluxo laringofaríngeo?

    Diversos fatores podem levar ao refluxo laringofaríngeo, incluindo:

    • Estresse;
    • Obesidade (principalmente a abdominal);
    • Tabagismo;
    • Alcoolismo;
    • Alimentação inadequada (com excesso de alimentos gordurosos ou de difícil digestão);
    • Determinados medicamentos (indicados para doenças como hipertensão arterial e outras);
    • Doenças não controladas (a exemplo do diabetes mellitus que, quando não está bem controlado, pode fazer com que o esvaziamento do estômago seja mais lento, assim aumentando a probabilidade de refluxo).

    Quais são os sintomas de refluxo laringofaríngeo?

    Entre os sintomas do refluxo laringofaríngeo, estão:

    • Dor de garganta;
    • Irritação na garganta;
    • Sensação de secura e queimação na garganta;
    • Tosse seca;
    • Mudança da voz;
    • Rouquidão;
    • Pigarro;
    • Sensação de globus faríngeo (sensação de uma “bola” na garganta).

    Como é feito o diagnóstico?

    Diferentes exames podem auxiliar no diagnóstico do refluxo laringofaríngeo, como a laringoscopia, a pHmetria esofágica, a manometria esofágica e a endoscopia.

    Videolaringoscopia

    A videolaringoscopia avalia a parte interna da cavidade oral e as cordas vocais, permitindo determinar se há inflamação ou outras alterações na região. Isso é feito por meio de um endoscópio (tubo flexível que contém uma câmera).

    PHmetria esofágica de 24 horas

    O exame de pHmetria esofágica de 24 horas mede o nível de ácido que refluiu do estômago até o esôfago (na sua região mais próxima da garganta) ao longo de um dia.

    Manometria esofágica

    A manometria esofágica é um teste que mede a pressão e os movimentos do esôfago, indicando se o funcionamento do órgão está adequado para promover o retorno do material do esôfago para o estômago.

    Endoscopia digestiva alta

    Na endoscopia digestiva alta, insere-se no organismo um endoscópio por via oral para avaliar se há alguma lesão no esôfago.

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    Qual é o tratamento para refluxo laringofaríngeo?

    O refluxo pode ser tratado com mudanças no estilo de vida. Alguns exemplos de medidas geralmente recomendadas são:

    • Praticar exercícios físicos regularmente;
    • Evitar alimentos gordurosos ou de difícil digestão;
    • Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas;
    • Não fumar.

    Essa condição também pode ser tratada com o auxílio de medicamentos que reduzem a secreção de ácido do estômago. Dessa maneira, caso o refluxo ocorra, o material será menos ácido e não causará lesões na região.

     

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