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    Câncer na vulva: como prevenir?

    A vacinação contra o HPV é uma medida eficiente para evitar a doença em grande parte dos casos

    Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerGinecologistaPublicado em 25/02/2026, às 16:32 - Atualizado em 25/02/2026, às 16:33

    câncer na vulva

    O câncer na vulva é uma condição rara que representa uma pequena porcentagem dos casos de câncer ginecológico. Mas é importante conhecer os sinais e sintomas para garantir um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz. 

     

    O que é câncer na vulva? 

    O câncer na vulva é um tipo de câncer ginecológico que se desenvolve nos tecidos da vulva, a parte externa dos órgãos genitais femininos. A vulva inclui os lábios vaginais (lábios maiores e menores), o clitóris e a abertura vaginal.  

    Existem diferentes tipos de câncer de vulva, sendo o carcinoma de células escamosas o mais comum, responsável por cerca de 90% dos casos. Esse tipo de câncer tende a crescer lentamente e é mais frequentemente diagnosticado em mulheres idosas, embora possa ocorrer em qualquer idade. 

    O que causa câncer na vulva? 

    O câncer de vulva pode surgir de duas situações principais: 

    Infecção pelo HPV 

    A infecção pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco, está associada a várias formas de câncer genital. Este vírus acomete a mulher, que desenvolve lesões que passam por um estágio de pré-câncer e, se não tratadas, viram câncer. 

    Dermatoses vulvares 

    Outra possível causa são lesões de pele não associadas ao HPV, como o Líquen escleroso e o líquen plano, que também ocorrem na vulva. Estas dermatoses, se não forem cuidadas, também podem evoluir para o câncer de vulva. 

    Prevenção

    A prevenção do câncer na vulva passa por exames regulares que permitam o diagnóstico precoce de alterações pré-cancerosas. Como uma parte significativa dos tumores está relacionada ao vírus, a vacina HPV é uma medida preventiva eficaz, especialmente quando administrada antes do início da atividade sexual, protegendo contra os tipos oncogênicos do vírus.  

    Já para os cânceres relacionados aos líquens e dermatoses, é fundamental a consulta anual com o especialista e o tratamento correto dessas lesões para evitar a progressão maligna.

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    Quais são os sintomas de câncer na vulva? 

    Geralmente, as mulheres com lesões pré-cancerosas ou câncer em fase inicial apresentam os seguintes sintomas na região da vulva: 

    • Coceira persistente (prurido); 
    • Feridas que não cicatrizam; 
    • Manchas de coloração diferente (brancas, vermelhas ou escuras); 
    • Úlceras ou sangramentos. 

     Muitas vezes, a paciente não identifica os sintomas e, somente na consulta de rotina, o médico visualiza as alterações e faz o diagnóstico.  

    Em casos mais avançados, podem surgir tumores, vegetações (massas) e nódulos palpáveis na vulva.  

    É importante que qualquer mulher que experimente esses sintomas consulte um médico, pois eles podem ser confundidos com condições menos graves, como a vulvodínia ou infecções. 

    Como é feito o diagnóstico? 

    O diagnóstico geralmente começa com um exame físico detalhado. O médico pode realizar uma vulvoscopia, exame que permite visualizar e avaliar a região vulvar de forma ampliada utilizando um colposcópio.  

    Em algumas situações, são aplicadas soluções no local para tornar a lesão mais visível. Se houver áreas suspeitas, uma biópsia é realizada para coletar uma amostra de tecido e confirmar a presença de células cancerígenas em laboratório.

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    Câncer de vulva tem cura? 

    O prognóstico depende de vários fatores, incluindo o estágio do câncer no momento do diagnóstico, a localização e o tipo de células envolvidas.  

    Em estágios iniciais, o câncer de vulva é geralmente curável. Se o pré-câncer (neoplasia intraepitelial) for diagnosticado antes de evoluir, é possível retirar toda a lesão e curar a paciente. 

    Como é feito o tratamento? 

    A cirurgia é o tratamento mais comum e pode variar desde uma excisão local simples (para pequenos tumores) até uma vulvectomia mais extensa, que envolve a remoção de uma parte ou de toda a vulva.  

    Em algumas situações, é necessária também a retirada dos gânglios da virilha (linfonodos). Quando o tumor está muito disseminado ou a cirurgia não é viável, pode-se recorrer à radioterapia ou quimioterapia.  

    Para lesões pré-cancerosas, as opções incluem excisão cirúrgica, ablação com laser ou aplicação tópica de medicamentos imunomoduladores. 

    Qual médico procurar? 

    Para prevenir e tratar doenças da região íntima, o acompanhamento regular com o ginecologista é indispensável. Agende sua consulta e exames através do Nav Dasa e mantenha sua saúde em dia.

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