HPV tem cura? Saiba como prevenir e tratar o papilomavírus humano
Na grande maioria dos casos, o nosso sistema imune elimina o vírus

O papilomavírus humano (HPV) pode infectar tanto homens quanto mulheres e, na maioria dos casos, a infecção pode ser curada pelo nosso sistema imunológico. Na eventualidade de uma persistência da infecção, podemos notar o surgimento de verrugas genitais, que são lesões benignas ou, às vezes, lesões com displasia de baixo grau ou alto grau, que são lesões pré-malignas.
Essas lesões pré-malignas podem ser tratadas precocemente quando encontradas no colo uterino, vagina e vulva e, assim, impedirmos a progressão de evolução para malignidade.
Não existe um tratamento específico para o vírus em si, mas felizmente, o nosso sistema imunológico costuma dar conta da eliminação do vírus. Quando isso não acontece e surge uma lesão pré-maligna relacionada ao HPV, podemos removê-las ou tratá-las.
Certamente, quando falamos em HPV, a palavra de ordem é prevenção com vacinação. Sendo assim, realizar os exames preventivos, como o Papanicolau, teste de HPV e a colposcopia, auxilia no diagnóstico precoce de lesões pré-malignas (as displasias) e, assim, o tratamento pode ser instituído, impedindo a evolução para um câncer. A seguir, saiba mais sobre o HPV.
Neste artigo, você vai ler:
Não existe um tratamento específico para o vírus em si, mas felizmente, o nosso sistema imunológico costumar dar conta da eliminação do vírus. Quando isso não acontece e surge uma lesão pré-maligna relacionada ao HPV, podemos removê-las.
Certamente, quando falamos em HPV, a palavra de ordem é prevenção com vacinação. Sendo assim, realizar os exames preventivos, como o Papanicolau e a colposcopia, auxilia no diagnóstico precoce de lesões pré-malignas (as displasias) e, assim, o tratamento pode ser instituído, impedindo a evolução para um câncer. A seguir, saiba mais sobre o HPV.
O que é HPV?
HPV é a sigla em inglês para Papilomavírus Humano. Trata-se de um vírus capaz de infectar a pele, mucosas oral, genital ou anal das pessoas, podendo causar desde verrugas até câncer, dependendo do subtipo do vírus e da persistência de infecção.
Como o HPV é transmitido?
O HPV é transmitido por meio do contato físico, principalmente através de relações sexuais, em que existe o contato entre pele e mucosas. Em algumas situações o vírus pode ser transmitido pela manipulação dos genitais com as mãos.
HPV tem cura definitiva?
Na grande maioria dos casos, o nosso sistema imune pode eliminar o vírus. No entanto, algumas pessoas podem ter uma infecção persistente por um subtipo viral específico e, com isso, surgirem lesões verrucosas, em sua maioria benignas e geradas por subtipos de baixo risco como HPV 6 e 11. Também podem surgir lesões pré-malignas, sendo estas lesões displásicas (com alterações no formato da célula) relacionas às infecções por subtipos de alto risco, tais como HPV 16 e 18.
Não existe um tratamento antiviral específico para quem tem uma infecção persistente, porém temos um tratamento eficaz das lesões displásicas e verrucosas por meio de métodos físicos e químicos.
Estudos mais recentes têm mostrado que em algumas mulheres o vírus pode ficar “incubado” por bastante tempo, sendo que nestes casos os exames de DNA do HPV e o papanicolaou mostram-se negativos. No entanto, algum tempo mais tarde, quando há queda da imunidade, o vírus pode “acordar” e causar lesões.
HPV no homem tem cura?
Geralmente, o sistema imune dá conta de eliminar o vírus, mas, em algumas pessoas (menos de 10% dos casos), podem ocorrer infecções persistentes.
Quando indicado, as lesões causadas pelo HPV, como as displasias ou verrugas, podem ser tratadas com remoção cirúrgica ou mesmo ácidos e medicamentos imunomodulatórios.
Prevenção do HPV
Algumas medidas podem ser tomadas para prevenir o HPV, como:
Vacinação
É a melhor forma de se proteger contra o HPV. A vacina HPV é altamente eficaz e, recentemente, teve seu esquema facilitado pelo Ministério da Saúde.
Agora, a recomendação é de dose única para meninos e meninas de 9 a 14 anos no SUS. Para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados e pacientes oncológicos (de 9 a 45 anos), homens e mulheres, o esquema continua sendo de três doses.
Na rede privada, está disponível a vacina nonavalente, a mais moderna do mercado, que protege contra nove tipos do vírus. Ela é licenciada para homens e mulheres de 9 a 45 anos, mas também pode ser aplicada em pessoas acima dessa faixa etária mediante prescrição médica (indicação off label). Orienta-se 2 doses (0 e 6 meses) para pessoas até 20 anos e 3 doses (0- 2- 6 meses) para maiores que esta faixa. Imunossuprimidos são sempre 3 doses.
Uso de preservativos
Apesar de não oferecer proteção total, pois o vírus é transmitido no contato pele a pele, o preservativo ajuda a reduzir o risco de infecção, inclusive no sexo oral.
Vale ressaltar que o Papanicolau e o teste de HPV são os exames ginecológicos mais indicado para identificar lesões que podem provocar o câncer no colo do útero ou outras doenças causadas pelo HPV. O principal objetivo é fazer o diagnóstico da doença antes mesmo que os sintomas apareçam.
Tratamentos para HPV
Quando não ocorre o desaparecimento viral após a infecção, o tratamento visa remover as lesões desencadeadas pelo HPV, sejam elas verrugas benignas ou mesmo lesões pré-malignas, sendo que se estas últimas não forem tratadas, podem evoluir para câncer.
Como as características, quantidade e extensão das lesões são diferentes em cada caso, o tratamento deve ser individualizado, levando esses aspectos em consideração.
O médico pode sugerir o uso de pomadas na região, remédios para fortalecer o sistema imunológico e até técnicas de cauterização, procedimento em que uma corrente elétrica de alta frequência é usada para queimar e destruir as células anormais na pele ou na mucosa.
Sendo assim, lembre-se: não deixe de consultar o seu médico de confiança para o devido acompanhamento do HPV.
Exames indicados para quem já teve HPV
Quem já teve o diagnóstico de HPV precisa manter o acompanhamento ginecológico (ou urológico) em dia para monitorar a possível reativação do vírus ou o surgimento de novas lesões. Os principais exames são:
- Papanicolau: continua sendo fundamental para rastrear alterações nas células do colo do útero.
- Teste de DNA HPV (genotipagem): exame molecular mais sensível que o Papanicolau. Ele consegue detectar se o vírus ainda está presente no organismo ou se foi eliminado pelo sistema imune, além de identificar se é um tipo de alto risco (oncogênico).
- Colposcopia: exame que visualiza o colo do útero e a vagina com lentes de aumento. É indicado caso o Papanicolau ou o Teste de DNA apresentem alterações, permitindo a realização de biópsia se necessário.
Quem já teve HPV pode tomar vacina?
Sim, não só pode como deve. Embora a vacina não cure o vírus que a pessoa já contraiu, ela protege contra os outros tipos de HPV aos quais o paciente ainda não foi exposto.
Como a vacina disponível na rede privada (nonavalente) protege contra nove subtipos diferentes, as chances de a pessoa já ter tido contato com todos eles são mínimas. Portanto, vacinar-se amplia a proteção e evita novas infecções no futuro.