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    Câncer de colo de útero: como prevenir?

    Vacina de HPV e papanicolau são aliados contra a doença

    Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerGinecologistaPublicado em 24/02/2026, às 15:23 - Atualizado em 12/03/2026, às 15:49

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    Caracterizado pela alteração das células locais, o câncer de colo de útero é causado pela infecção persistente de alguns tipos de HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano), que é um vírus transmitido principalmente pela via sexual. Embora existam mais de 200 tipos, cerca de 20 deles são considerados de alto risco e passíveis ao desenvolvimento do câncer de colo de útero. 

    Mas apesar da gravidade da doença, poucas mulheres associam o HPV ao câncer de colo de útero. Para se ter uma ideia, a estimativa do INCA (Instituto Nacional de Câncer) para o triênio 2023-2025 projetou cerca de 17.010 novos casos da doença por ano no Brasil. A boa notícia é que, se diagnosticado ainda em fase inicial, as chances de cura chegam a quase 100%. 

    Veja a seguir outros fatores de risco para a doença e como se prevenir.

    Mas o que é o colo do útero? 

    O colo do útero (ou cérvice) é a parte inferior e mais estreita do útero, que faz a ligação com o canal vaginal. É uma região muito sensível às alterações hormonais e à exposição a agentes infecciosos, como o vírus HPV.  

    É justamente nessa área de transição das células que a maioria das lesões pré-cancerosas se instala. Por ser um local acessível ao exame ginecológico, o rastreamento preventivo é altamente eficaz. 

    Fatores de risco para o câncer de colo do útero 

    Como já adiantamos, o HPV é a principal causa do câncer de colo de útero. Outros fatores de risco são: 

    • Início precoce da atividade sexual; 
    • Mulheres com múltiplos parceiros sexuais; 
    • Tabagismo; 
    • Imunossupressão: quem possui alguma deficiência imunológica, como pessoas com lúpus, pacientes oncológicos, transplantados, com HIV, entre outros; 
    • Falta de realização de exames preventivos; 
    • IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis): como herpes genital e sífilis.

    Sintomas de câncer no colo do útero 

    O câncer de colo de útero leva anos para se desenvolver, mas em alguns casos pode apresentar sintomas como:  

    • Sangramento vaginal; 
    • Corrimento vaginal anormal; 
    • Sangramento durante a relação sexual; 
    • Dor na pelve; 
    • Menstruação anormal, intensa ou irregular. 
    • Em casos mais adiantados, quando há acometimento de outros órgãos (exemplo bexiga e intestinos), podem haver outros sintomas além deste já mencionados.

    Como prevenir o câncer de colo de útero? 

    Por ser uma doença silenciosa e de lenta evolução, as medidas de prevenção são imprescindíveis para evitar a doença ou ajudar no diagnóstico precoce, diminuindo os riscos de evolução. Veja algumas formas: 

    Vacinar-se contra o HPV 

    Recentemente, o Ministério da Saúde simplificou o esquema vacinal com a vacina quadrivalente para dose única. A vacina está disponível gratuitamente no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos, garantindo proteção antes do início da vida sexual. Além deste grupo, a vacina também pode ser ministrada a pessoas imunossuprimidas, homens e mulheres, de 9- 45 anos em 3 doses e pessoas vítimas de abuso sexual.

    Na rede privada, é possível encontrar a vacina nonavalente (que protege contra nove tipos do vírus), oferecendo uma cobertura ampliada em comparação à vacina quadrivalente da rede pública.

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    Ter relações sexuais seguras 

    Com o uso de preservativo (camisinha) no sexo com penetração. Essa ação protege parcialmente do HPV, que também pode contaminar o indivíduo por meio do contato com a pele nas seguintes regiões: 

    • Vulva (parte externa dos órgãos genitais femininos); 
    • Perineal (área entre o ânus e a vagina); 
    • Perianal (região situada – ou que se forma – na margem do ânus); 
    • Bolsa escrotal (feita de músculo e pele onde estão contidos os testículos).

    Realizar o exame de papanicolau ou teste de DNA do HPV 

    Os testes podem ser colhidos isoladamente ou associados. Tratam-se de procedimentos rápidos em que é introduzido um instrumento popularmente conhecido como “bico de pato” na vagina da mulher para a coleta das células. Com eles é possível verificar se há a presença do HPV (teste de DNA) e alterações nas células do colo do útero. Caso haja alteração nestes exames, a mulher é encaminhada para a colposcopia (visualização do colo com aumento) para verificar se há alguma lesão que não é visível a olho nú. 

    No Brasil, já foi aprovado o teste de HPV para o rastreio do câncer de colo, o qual será implantado em breve; o exame deve ser realizado a partir de 25 anos e se negativo a mulher poderá fazer um novo com o intervalo cinco anos. Enquanto este teste não for liberado, a mulher deve continuar colhendo o papanicolaou. 

    Consultar um ginecologista: na conversa com esse profissional será possível relatar irregularidades, tirar dúvidas, entre outras questões. Ainda existem casos em que o papanicolau ou teste de HPV são coletados durante a própria consulta. Em outros, a pessoa pode ser encaminhada para a realização em laboratório. 

    Lembre-se: somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar qualquer doença. Por isso, faça os exames preventivos e, ao sentir qualquer sintoma, consulte um profissional de sua confiança. 

    Diagnóstico 

    O diagnóstico geralmente começa com uma alteração no exame preventivo (Papanicolau) ou no teste de DNA HPV. Diante de um resultado suspeito, o médico solicita a colposcopia, um exame que permite visualizar o colo do útero com lentes de aumento e aplicar reagentes que destacam as lesões.  

    Se houver áreas anormais, é realizada a biópsia, que consiste na retirada de um pequeno fragmento de tecido para análise laboratorial. É a biópsia que confirma se a lesão é benigna, pré-cancerosa ou maligna.

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    Tratamento 

    O tratamento depende o estágio da doença. As lesões pré-cancerosas geralmente são tratadas com procedimentos ambulatoriais ou pequenas cirurgias, como a cauterização ou a conização (retirada de uma parte do colo do útero em formato de cone), preservando a fertilidade da mulher. 

    Já no caso de um câncer invasivo (em estágio mais avançado), pode ser necessária a histerectomia (retirada do útero) e a retirada de linfonodos. E tratamentos complementares como radioterapia e quimioterapia também podem ser indicados para eliminar as células tumorais. 

    Vacina HPV: preço e onde agendar

    Para consultar valores da vacina HPV nonavalente e agendar seus exames (como o papanicolau,  a colposcopia e a captura Híbrida), basta acessar a nossa plataforma digital.  

    Você também pode optar pelo atendimento domiciliar, recebendo a vacina ou realizando coletas no conforto e privacidade da sua casa. 

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