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    Herpes labial: sintomas,causas e tratamento

    Infecção afeta mais de metade da população mundial, e deve ser tratada para evitar a transmissão

    Fonte: Dra. Luisa Frota ChebaboInfectologistaPublicado em 25/02/2026, às 16:24 - Atualizado em 25/02/2026, às 16:27

    herpes labial

    De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 70% da população já teve contato com o vírus da herpes. No Brasil, a porcentagem chega a 90% do público adulto, mas a maioria não apresentará sintomas. Neste texto vamos explicar o que é a herpes labial, suas causas, sintomas e formas de tratamento. Acompanhe!

    O que é herpes labial? 

    Herpes labial é uma infecção comum e contagiosa causada por um vírus que se manifesta com o surgimento de bolhas nos lábios, mas que também pode ser assintomática e atingir inclusive bebês. 

    Tipos de herpes 

    Herpes labial 

    É mais comumente causada pelo vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1). É uma doença muito comum que não tem cura, pois o vírus não pode ser eliminado do organismo. No entanto, atualmente, em virtude de práticas de sexo oral, o vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2) também está causando lesões labiais. 

    Uma vez infectada, a pessoa fica com o vírus adormecido no corpo pelo resto da vida, podendo ou não apresentar as recorrências das lesões. 

    Herpes genital

    Essa é uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), assim como sífilis e AIDS, por exemplo. Ela é muito comum, sendo causada mais frequentemente pelo vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2).  

    Ela se manifesta com o surgimento de lesões na região da vagina, pênis, ânus, nádegas e virilha. No entanto, atualmente, em virtude de práticas de sexo oral, o vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1) também pode causar lesões genitais. 

    Assim como o tipo 1, a herpes tipo 2 também não tem cura, pois o vírus permanece nas células nervosas. Portanto, embora exista essa classificação, ambos os vírus (HSV-1 e HSV-2) podem causar herpes labial e genital.

    Vale ainda ressaltar uma importante diferença. Enquanto as herpes tipo 1 e tipo 2 são causadas pelos vírus herpes simples (HSV-1 e HSV-2), a herpes zóster é causada pelo vírus varicela-zoster (o mesmo da catapora), podendo ser prevenida pela vacina herpes zóster.

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    Causas da herpes labial 

    A transmissão do vírus herpes simples é relativamente fácil. Ela pode ocorrer durante um beijo e até mesmo pelo compartilhamento de objetos como copos, talheres e toalhas.  

    No entanto, o “perigo” do herpes vírus é que a transmissão pode acontecer se as lesões estiverem aparentes e também em pessoas assintomáticas; isto é, algumas pessoas apresentam o vírus na mucosa oral e não mostram sintomas, mas podem transmitir o herpes. Por isso, embora o contágio seja possível a qualquer momento, é fundamental evitar o contato direto especialmente durante o período de lesões visíveis. 

    Sendo assim, é um vírus que pode ficar adormecido no corpo por muitos anos e se manifestar quando o sistema imune estiver comprometido por outras condições ou em algumas situações como: 

    • Presença de doenças que comprometam o sistema imune, como HIV; 
    • Exposição prolongada ao sol; 
    • Período menstrual; 
    • Estresse intenso; 
    • Gripes e resfriados; 
    • Outros. 

    Prevenção 

    Como não há cura definitiva para o vírus, a prevenção foca em evitar a reativação da doença e o contágio. Algumas medidas a serem adotadas seriam: 

    • Proteção solar: o sol é um dos principais gatilhos para o despertar do vírus. O uso diário de protetor labial com filtro solar ajuda a evitar crises recorrentes. 
    • Evitar o compartilhamento: não divida objetos pessoais como batons, talheres, copos ou toalhas, especialmente se houver lesão visível. 
    • Controle do estresse e imunidade: manter uma alimentação equilibrada, dormir bem e gerenciar o estresse ajuda a manter o sistema imunológico forte, o que pode impedir que o vírus se manifeste. 

    Além disso, na presença de bolhas ou feridas, deve-se evitar beijar outras pessoas ou praticar sexo oral, pois o risco de transmissão é altíssimo. 

    Sintomas 

    Alguns sintomas da herpes labial se manifestam antes mesmo das bolhas surgirem na região, pois cerca de 48h antes disso acontecer, a pessoa infectada pode sentir um desconforto nos lábios, como um formigamento ou leve coceira.  

    Na infecção primária, ou seja, na primeira manifestação do vírus, também pode ocorrer febre, mal estar. Outros sintomas são: 

    • Formigamento, vermelhidão, coceira e/ou ardência na boca; 
    • Surgimento de pequenas bolhas nos lábios; 
    • Rachaduras nos lábios; 
    • Dor ao movimentar a boca; 

    Depois que as bolhas estouram, surgem feridas abertas na boca que podem sangrar com facilidade durante a fala ou movimento dos lábios. 

    Ciclos da herpes labial 

    A infecção geralmente segue um ciclo de quatro fases bem definidas, que duram cerca de 7 a 10 dias: 

    • Pródromo (aviso): cerca de 48 horas antes da lesão aparecer, a região começa a coçar, arder ou formigar. É o momento ideal para iniciar o tratamento oral e tentar abortar a crise. 
    • Bolhas (vesículas): surgem pequenas bolhas cheias de líquido claro, geralmente agrupadas em “cacho”, deixando a área vermelha e inchada. 
    • Úlcera (ruptura): as bolhas se rompem, liberando o líquido (que é rico em vírus e muito contagioso) e formando uma ferida dolorosa. Esta é a fase de maior risco de transmissão. 
    • Cicatrização (crosta): a ferida começa a secar e forma uma “casquinha” (crosta) amarelada. Aos poucos, a pele se regenera sem deixar cicatrizes na maioria dos casos. 

    Tratamento da herpes labial 

    De modo geral, a herpes labial não necessita de tratamento, já que o próprio sistema imune do organismo se encarrega de combater o vírus e eliminar os sintomas em cerca de oito dias.  

    Durante esse período, é importante manter uma boa higiene bucal, não compartilhar objetos, como talheres e copos com outras pessoas, e evitar tocar nas lesões para não facilitar a transmissão.  

    No entanto, existem antivirais em forma de comprimidos (aciclovir, valaciclovir e fanciclovir) que podem ser tomados e que ajudam a aliviar os sintomas e a diminuir a eliminação do vírus. Nesse caso, o tratamento deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48h dos sintomas.  

    Alguns estudos atuais têm mostrado que a pomada de aciclovir, muito utilizada antigamente, não apresenta eficácia no bloqueio do aparecimento das lesões. 

    Contudo, ao perceber os sintomas pela primeira vez, é recomendado procurar um médico dermatologista ou infectologista para confirmação do diagnóstico, orientações e prescrição dos remédios, se necessário.

     

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