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    Clamídia: se não for tratada, IST pode gerar complicações

    Apesar de ser muitas vezes assintomática, é possível que essa condição apresente indícios como corrimento uretral ou vaginal

    Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerMédica ginecologistaPublicado em 03/04/2024, às 17:07 - Atualizado em 04/04/2024, às 08:43

    Clamidia

    Existem dezenas de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Uma das mais comuns é a clamídia. Siga a leitura para saber mais sobre o quadro. 

    O que é clamídia?  

    A clamídia é uma infecção que geralmente atinge os órgãos sexuais – podendo afetar também a garganta e os olhos. 

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    O que causa clamídia?  

    Essa IST é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. A transmissão acontece pelo contato sexual (anal, oral ou vaginal) sem preservativo, uma vez que esse microrganismo é capaz de contaminar órgãos genitais, ânus, garganta e olhos por meio de secreções corporais infectadas. 

    Existe ainda o risco de a C. trachomatis ser transmitida da mãe contaminada para o bebê ao longo da gestação ou do parto se não for realizado o tratamento. 

    Quais são os sintomas de clamídia?  

    Na maioria das vezes, a clamídia não gera sintomas. 

    Mas, embora sejam minoria, existem casos dessa doença em que há manifestações. Os homens podem ter: 

    As mulheres, por sua vez, podem apresentar: 

    • Corrimento amarelado ou claro; 
    • Sangramento espontâneo ou durante relações sexuais; 
    • Dor ao urinar e/ou durante relações sexuais; 
    • Dor pélvica.

    Como é feito o diagnóstico?  

    A clamídia pode ser diagnosticada pelo NAT – PCR, um teste laboratorial que identifica a bactéria Chlamydia trachomatis a partir da análise do material genético. 

    Para ser realizado, esse procedimento exige uma amostra de urina ou de secreção do colo do útero ou da uretra.  

    Qual é o tratamento para clamídia?  

    Como a clamídia é causada por uma bactéria, o tratamento envolve antibióticos (frequentemente, azitromicina ou doxiciclina). É fundamental consultar um médico para que ele avalie qual medicamento é mais adequado de acordo com o perfil de cada paciente. 

    Também se recomenda que os parceiros ou parceiras sexuais do indivíduo diagnosticado façam exames (independentemente de ter ou não sintomas) para que sejam tratados se necessário. Vale ressaltar que é importante tratar a clamídia corretamente para evitar possíveis complicações como: 

    • Dor pélvica crônica; 
    • Dor durante relações sexuais; 
    • Infecção nos testículos; 
    • Infertilidade; 
    • Complicações na gestação (como gravidez ectópica, aborto espontâneo, parto precoce, entre outras).

    Clamídia tem cura?  

    Sim, existe cura para clamídia. Basta seguir as orientações do médico quanto ao tratamento, tomando o antibiótico pelo tempo recomendado. Também é necessário realizar novo exame após 30 dias do tratamento para conferir se a bactéria desapareceu. 

    Além disso, sempre existe a possibilidade de haver uma nova contaminação pela C. trachomatis. Por isso, para se prevenir, o ideal é utilizar preservativo corretamente durante relações sexuais (sejam elas anais, orais ou vaginais) e conversar com o seu médico para entender se há indicação de fazer exames laboratoriais com determinada periodicidade. 

    Qual médico procurar?  

    Considerando que a clamídia costuma afetar órgãos genitais, é comum que ginecologistas e urologistas acompanhem pacientes com a condição. 

    Mas outros médicos, como infectologistas e clínicos gerais, também estão aptos a lidar com casos dessa IST. 

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