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    Coprológico funcional: o que as suas fezes dizem sobre o seu intestino?

    O exame coprológico funcional avalia a digestão e absorção de nutrientes. Entenda como é feito o preparo, a dieta necessária e quando ele é indicado.

    Fonte: Dr. Gianfranco ZampieriMédico patologistaPublicado em 13/01/2026, às 13:32 - Atualizado em 13/01/2026, às 13:32

    Coprológico funcional

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    Diferentemente das análises que buscam parasitas ou bactérias, o coprológico funcional avalia a função digestiva de forma ampla. Ele investiga se o intestino está conseguindo absorver corretamente os nutrientes ou se está eliminando o que deveria ficar no corpo.  

    O exame contribui para o diagnóstico de síndromes de má absorção e inflamações que podem passar despercebidas em outros testes.

    Coprológico funcional: o que é? 

    O coprológico funcional é uma análise macroscópica e microscópica das fezes que avalia a qualidade do processo digestivo. Ele verifica a presença de restos alimentares que não deveriam estar ali, indicando falhas na digestão ou na absorção. 

    Enquanto a coprocultura identifica bactérias causadoras de infecções e o parasitológico, os vermes, o coprológico analisa características físicas e químicas do material coletado. O objetivo é rastrear a presença de gorduras, resíduos de carne, amido e outros. 

    Quando o sistema digestivo funciona bem, ele quebra os alimentos e absorve os nutrientes. Se o exame detecta uma quantidade anormal desses elementos nas fezes, isso sinaliza um problema.  

    Pode indicar, por exemplo, que o estômago, o intestino ou glândulas anexas, como o pâncreas, não estão trabalhando como deveriam. Seria uma espécie de “check-up” da sua capacidade de digestão. 

    Quando o exame coprológico funcional é indicado? 

    Este exame é solicitado principalmente quando o paciente apresenta sintomas persistentes de desconforto gastrointestinal, como a diarreia crônica ou perda de peso sem explicação aparente. Ele serve para diferenciar problemas funcionais de doenças infecciosas. 

    Entre as principais indicações está a investigação de síndromes de má absorção. A esteatorreia, por exemplo, é um sinal clássico de má absorção. Ela deixa as fezes com aspecto gorduroso, brilhante e com odor muito forte.  

    Além disso, elas costumam flutuar no vaso sanitário. Se você nota esses sinais, o coprológico funcional pode confirmar o diagnóstico e ajudar a entender a origem do problema. 

    Quando há uma mudança no hábito intestinal – por exemplo, a perda de consistência das fezes – os quadros que envolvem muita distensão abdominal e gases também podem exigir um coprológico. O médico precisa entender se o que você come está sendo aproveitado ou se está fermentando e causando inflamação. 

    O exame também pode ser indicado na suspeita de insuficiência pancreática (quando o pâncreas não produz enzimas suficientes) e no acompanhamento de doenças inflamatórias intestinais. 

    Vale mencionar ainda que, muitas vezes o coprológico funcional pode ser pedido junto com outros exames. A dosagem de calprotectina fecal, por exemplo, detecta a presença de proteínas inflamatórias específicas, permitindo ao médico distinguir entre distúrbios funcionais, como a Síndrome do Intestino Irritável, e doenças inflamatórias intestinais (DII), como Crohn e retocolite ulcerativa.

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    Preparo 

    O preparo exige que o paciente siga uma dieta rica em gorduras, carboidratos e proteínas por alguns dias. É essa sobrecarga alimentar que testa a capacidade do intestino de lidar com esses nutrientes. 

    Dieta 

    O paciente precisa seguir uma dieta específica, geralmente recomendada por três a quatro dias antes da coleta. A ideia é que o sistema digestivo seja “desafiado”. Se o paciente não comer gordura ou fibra, o exame não terá o que medir. 

    A dieta de prova sugerida (salvo orientação médica diferente) deve incluir diariamente: 

    • Leite e derivados (como queijo), 
    • Carne (para avaliar a digestão de fibras musculares), 
    • Batata ou massas (para testar a digestão de amido), 
    • Manteiga ou creme de leite (para avaliar a absorção de gorduras). 

    Medicação 

    Além disso, o uso de laxantes deve ser suspenso, pois eles alteram o trânsito intestinal e a composição das fezes. Medicamentos antiácidos e enzimas digestivas também podem interferir na análise e devem ser evitados durante o período de preparo, mas sempre com o consentimento do médico. 

    Álcool 

    Bebidas alcoólicas também devem ser cortadas nesse período. O álcool irrita a mucosa do intestino e pode mascarar os resultados reais da sua capacidade digestiva. 

    Como o exame é feito? 

    A coleta é realizada pelo próprio paciente em casa, usando um frasco coletor limpo e seco fornecido pelo laboratório. E exige cuidados simples: 

    • evacuar no frasco maior, evitando contato com a água do vaso sanitário; 
    • não misturar as fezes com urina; 
    • transferir uma porção do material para o frasco menor (coletor) utilizando a pazinha que vem no kit. 

    Após a coleta, o material deve ser entregue ao laboratório o mais rápido possível. Se não for possível, a amostra deve ser mantida refrigerada (na geladeira, nunca no congelador) até o momento da entrega. 

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