Densitometria óssea: o que o exame detecta?
Saiba como a densitometria óssea mede a saúde dos ossos, identificando osteopenia e osteoporose

A densitometria óssea é um exame de imagem utilizado para avaliar tanto a densidade mineral óssea quanto a composição corporal, dependendo do tipo de aplicação clínica.
Reconhecida como o método padrão-ouro para medir a massa óssea e diagnosticar condições como osteopenia e osteoporose, a densitometria também pode ser realizada na modalidade de corpo inteiro, permitindo analisar a proporção de músculo, gordura e distribuição corporal.
Trata-se de um exame rápido, seguro e com baixíssima exposição à radiação, essencial tanto na avaliação da saúde dos ossos quanto em estudos metabólicos e acompanhamento nutricional.
Neste artigo, você vai ler:
Densitometria óssea: o que é?
A densitometria é um exame de imagem que mede a densidade mineral dos tecidos do corpo inteiro, principalmente dos ossos utilizando a tecnologia DXA (absorciometria por dupla energia de raios X).
Este método emprega duas energias diferentes para avaliar a absorção dos tecidos, permitindo identificar alterações na massa óssea de forma precisa.
O procedimento é indolor, dura de 10 a 15 minutos e expõe o paciente a uma quantidade mínima de radiação.
Os resultados são comparados a valores de referência de adultos jovens e saudáveis, o que possibilita detectar tanto perda óssea inicial quanto quadros mais avançados.
Tipos de densitometria óssea
A densitometria pode ser realizada de duas formas principais, dependendo da necessidade clínica:
Densitometria óssea corpo inteiro
A densitometria de corpo inteiro oferece uma análise completa da massa corporal. Além de avaliar a densidade óssea global, também quantifica:
- Massa magra (músculos)
- Massa gorda (gordura)
- Distribuição da gordura corporal
É útil em avaliações metabólicas, nutricionais, acompanhamento esportivo e em estudos de composição corporal.
Densitometria óssea regional
Voltada para o diagnóstico de osteopenia e osteoporose, avalia regiões estratégicas do esqueleto, onde o risco de fratura é maior.
- Coluna lombar: examina as vértebras lombares, que frequentemente apresentam perda óssea precoce. É essencial para a detecção de alterações iniciais e para estimar o risco de fraturas vertebrais
- Fêmur (região proximal): Analisa o quadril, área crítica devido à alta morbidade associada às fraturas de fêmur. Esse é um dos pontos mais importantes na avaliação de risco
- Antebraço (rádio distal): indicada quando não é possível medir coluna ou fêmur, ou em condições específicas como o hiperparatireoidismo, em que essa região pode fornecer informações mais relevantes.
Quando a densitometria óssea é indicada?
A densitometria óssea é indicada para avaliar o risco de osteoporose e fraturas, especialmente em pessoas com fatores que aumentam a probabilidade de perda de massa óssea.
Embora algumas diretrizes internacionais utilizem idades como referência (mulheres ≥65 anos e homens ≥70 anos), a prática clínica no Brasil considera o risco individual como principal critério, conforme orientações amplamente adotadas por especialistas.
Assim, a densitometria deve ser realizada nos cenários descritos a seguir.
Indicações gerais:
- Adultos com fatores clínicos de risco para perda óssea ou fraturas.
- Mulheres na pós-menopausa, especialmente sem terapia hormonal.
- Avaliação de fraturas por fragilidade, principalmente após os 50 anos.
- Acompanhamento de pacientes em tratamento para osteoporose.
- Situações clínicas que afetem a formação ou a reabsorção óssea.
Principais fatores de risco:
- Históricos pessoal ou familiar de fratura de fragilidade.
- Baixo peso corporal ou IMC reduzido.
- Uso prolongado de corticosteroides e antiretrovirais.
- Doenças crônicas como artrite reumatoide, lúpus e diabetes.
- Distúrbios hormonais: hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, hipogonadismo.
- Uso de medicamentos que influenciam o metabolismo ósseo, como esteroides, anticonvulsivantes e terapias oncológicas.
- Deficiência de vitamina D.
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool.
- Pós-cirurgia bariátrica.
E as faixas etárias?
Mulheres ≥65 anos e homens ≥70 anos costumam apresentar maior risco de perda óssea e frequentemente se beneficiam da avaliação, mas a idade não deve ser o único critério.
Ferramentas como o FRAX® que combina fatores clínicos com (ou sem) o valor da densidade mineral óssea (DMO) do fêmur complementam a tomada de decisão, integrando idade, fatores de risco e probabilidade de fratura.
Preparo
A densitometria não requer jejum. Os cuidados principais incluem:
- Usar roupas confortáveis, sem botões ou zíperes metálicos.
- Retirar joias e objetos de metal.
- Evitar suplementos de cálcio e vitaminas nas 24 horas anteriores.
- Informar se realizou exame com contraste nos últimos 7 a 14 dias.
Entendendo o resultado da densitometria óssea
O T-Score compara a densidade óssea do paciente com a de adultos jovens saudáveis. De acordo com a OMS:
- Normal: T-Score ≥ –1,0
- Osteopenia: T-Score entre –1,0 e –2,4
- Osteoporose: T-Score ≤ –2,5
Quanto menor o valor, maior o risco de fraturas.
Outros exames de imagem que avaliam os ossos
Além da densitometria, outros exames de imagem podem ser utilizados:
- Cintilografia óssea: detecta alterações inflamatórias, infecciosas ou tumorais.
- Tomografia computadorizada (TC): fornece imagens detalhadas das estruturas ósseas.
- Ressonância magnética (RM): avalia ossos e tecidos moles com alta resolução.
- Raio-X: identifica fraturas e deformidades estruturais.
Densitometria óssea precisa de pedido médico?
Sim. A densitometria deve ser realizada mediante solicitação médica, requisito indispensável tanto para planos de saúde quanto para realização pelo SUS.
Qual médico procurar?
A escolha depende do contexto clínico, mas os profissionais mais envolvidos no diagnóstico e tratamento de doenças ósseas são:
- Reumatologista
- Endocrinologista
- Ginecologista (especialmente na menopausa)
- Geriatra
- Ortopedista
Densitometria óssea: preço e onde agendar
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