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    Densitometria óssea: o que o exame detecta?

    Saiba como a densitometria óssea mede a saúde dos ossos, identificando osteopenia e osteoporose

    Por Tiemi OsatoPublicado em 04/01/2026, às 10:59 - Atualizado em 13/01/2026, às 13:45

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    densitometria óssea é um exame de imagem utilizado para avaliar tanto a densidade mineral óssea quanto a composição corporal, dependendo do tipo de aplicação clínica.  

    Reconhecida como o método padrão-ouro para medir a massa óssea e diagnosticar condições como osteopenia e osteoporose, a densitometria também pode ser realizada na modalidade de corpo inteiro, permitindo analisar a proporção de músculo, gordura e distribuição corporal.  

    Trata-se de um exame rápido, seguro e com baixíssima exposição à radiação, essencial tanto na avaliação da saúde dos ossos quanto em estudos metabólicos e acompanhamento nutricional.

    Densitometria óssea: o que é? 

    A densitometria é um exame de imagem que mede a densidade mineral dos tecidos do corpo inteiro, principalmente dos ossos utilizando a tecnologia DXA (absorciometria por dupla energia de raios X).  

    Este método emprega duas energias diferentes para avaliar a absorção dos tecidos, permitindo identificar alterações na massa óssea de forma precisa. 

    O procedimento é indolor, dura de 10 a 15 minutos e expõe o paciente a uma quantidade mínima de radiação.  

    Os resultados são comparados a valores de referência de adultos jovens e saudáveis, o que possibilita detectar tanto perda óssea inicial quanto quadros mais avançados. 

    Tipos de densitometria óssea 

    A densitometria pode ser realizada de duas formas principais, dependendo da necessidade clínica: 

    Densitometria óssea corpo inteiro 

    A densitometria de corpo inteiro oferece uma análise completa da massa corporal. Além de avaliar a densidade óssea global, também quantifica: 

    • Massa magra (músculos) 
    • Massa gorda (gordura) 
    • Distribuição da gordura corporal 

    É útil em avaliações metabólicas, nutricionais, acompanhamento esportivo e em estudos de composição corporal. 

    Densitometria óssea regional 

    Voltada para o diagnóstico de osteopenia e osteoporose, avalia regiões estratégicas do esqueleto, onde o risco de fratura é maior. 

    • Coluna lombar: examina as vértebras lombares, que frequentemente apresentam perda óssea precoce. É essencial para a detecção de alterações iniciais e para estimar o risco de fraturas vertebrais
    • Fêmur (região proximal): Analisa o quadril, área crítica devido à alta morbidade associada às fraturas de fêmur. Esse é um dos pontos mais importantes na avaliação de risco
    • Antebraço (rádio distal): indicada quando não é possível medir coluna ou fêmur, ou em condições específicas como o hiperparatireoidismo, em que essa região pode fornecer informações mais relevantes. 

    Quando a densitometria óssea é indicada? 

    A densitometria óssea é indicada para avaliar o risco de osteoporose e fraturas, especialmente em pessoas com fatores que aumentam a probabilidade de perda de massa óssea.  

    Embora algumas diretrizes internacionais utilizem idades como referência (mulheres ≥65 anos e homens ≥70 anos), a prática clínica no Brasil considera o risco individual como principal critério, conforme orientações amplamente adotadas por especialistas. 

    Assim, a densitometria deve ser realizada nos cenários descritos a seguir. 

    Indicações gerais: 

    • Adultos com fatores clínicos de risco para perda óssea ou fraturas. 
    • Mulheres na pós-menopausa, especialmente sem terapia hormonal. 
    • Avaliação de fraturas por fragilidade, principalmente após os 50 anos. 
    • Acompanhamento de pacientes em tratamento para osteoporose. 
    • Situações clínicas que afetem a formação ou a reabsorção óssea. 

    Principais fatores de risco: 

    • Históricos pessoal ou familiar de fratura de fragilidade. 
    • Baixo peso corporal ou IMC reduzido. 
    • Uso prolongado de corticosteroides e antiretrovirais. 
    • Doenças crônicas como artrite reumatoide, lúpus e diabetes. 
    • Distúrbios hormonais: hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, hipogonadismo. 
    • Uso de medicamentos que influenciam o metabolismo ósseo, como esteroides, anticonvulsivantes e terapias oncológicas. 
    • Deficiência de vitamina D. 
    • Tabagismo e consumo excessivo de álcool. 
    • Pós-cirurgia bariátrica. 

    E as faixas etárias? 

    Mulheres ≥65 anos e homens ≥70 anos costumam apresentar maior risco de perda óssea e frequentemente se beneficiam da avaliação, mas a idade não deve ser o único critério. 

    Ferramentas como o FRAX® que combina fatores clínicos com (ou sem) o valor da densidade mineral óssea (DMO) do fêmur complementam a tomada de decisão, integrando idade, fatores de risco e probabilidade de fratura. 

    Preparo 

    A densitometria não requer jejum. Os cuidados principais incluem: 

    • Usar roupas confortáveis, sem botões ou zíperes metálicos. 
    • Retirar joias e objetos de metal. 
    • Evitar suplementos de cálcio e vitaminas nas 24 horas anteriores. 
    • Informar se realizou exame com contraste nos últimos 7 a 14 dias. 

    Entendendo o resultado da densitometria óssea 

    O T-Score compara a densidade óssea do paciente com a de adultos jovens saudáveis. De acordo com a OMS: 

    • Normal: T-Score ≥ –1,0 
    • Osteopenia: T-Score entre –1,0 e –2,4 
    • Osteoporose: T-Score ≤ –2,5 

    Quanto menor o valor, maior o risco de fraturas. 

    Outros exames de imagem que avaliam os ossos 

    Além da densitometria, outros exames de imagem podem ser utilizados: 

    • Cintilografia óssea: detecta alterações inflamatórias, infecciosas ou tumorais. 
    • Tomografia computadorizada (TC): fornece imagens detalhadas das estruturas ósseas. 
    • Ressonância magnética (RM): avalia ossos e tecidos moles com alta resolução. 
    • Raio-X: identifica fraturas e deformidades estruturais.

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    Densitometria óssea precisa de pedido médico? 

    Sim. A densitometria deve ser realizada mediante solicitação médica, requisito indispensável tanto para planos de saúde quanto para realização pelo SUS. 

    Qual médico procurar? 

    A escolha depende do contexto clínico, mas os profissionais mais envolvidos no diagnóstico e tratamento de doenças ósseas são: 

    • Reumatologista 
    • Endocrinologista 
    • Ginecologista (especialmente na menopausa) 
    • Geriatra 
    • Ortopedista 

    Densitometria óssea: preço e onde agendar 

    Para consultar valores, localizar o laboratório mais próximo e agendar seu exame de densitometria óssea, basta acessar nossa plataforma digital. 

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