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    Exame de albumina: para que serve e como interpretar os resultados

    Durante um check-up de rotina, o médico pode pedir uma série de exames de sangue — e é comum a palavra “albumina” aparecer entre os resultados. Se você já se perguntou o que ela significa e por que é medida, este texto explica de forma simples.

    Fonte: Dra. Luisane VieiraPatologista clínicaPublicado em 01/07/2026, às 16:14 - Atualizado em 01/07/2026, às 16:14

    exame de albumina

    A albumina é uma proteína fabricada pelo fígado e é a mais abundante no sangue: sozinha, ela responde por mais da metade de todas as proteínas que circulam no corpo. Funciona como um “meio de transporte”, levando hormônios, vitaminas e outras substâncias pela corrente sanguínea, além de ajudar a manter o equilíbrio de líquidos e proteger o organismo com ação antioxidante e anti-inflamatória.

    Por isso, medir a albumina no sangue — ou verificar sua presença na urina — dá pistas valiosas sobre a saúde do fígado, dos rins e sobre o estado nutricional da pessoa.

    O que é a albumina e qual sua função no corpo?

    A albumina é produzida no fígado e tem várias funções importantes. A principal delas é manter o que os médicos chamam de “pressão osmótica”: basicamente, a força que retém o líquido dentro dos vasos sanguíneos.

    Quando falta albumina, o líquido pode escapar para os tecidos, causando inchaço (edema), especialmente nas pernas e nos pés.

    Outra função essencial é o transporte de substâncias pelo corpo. A albumina se liga e carrega, entre outras coisas:

    • gorduras (ácidos graxos);
    • hormônios, como os da tireoide;
    • vitaminas que se dissolvem em gordura;
    • bilirrubina;
    • diversos medicamentos.

    Como é produzida pelo fígado e filtrada pelos rins, a quantidade de albumina no sangue — e sua eventual presença na urina — funciona como um sinal importante da saúde desses dois órgãos.

    Por que o médico pede o exame de albumina?

    O exame costuma fazer parte de um check-up de rotina ou é solicitado para investigar sintomas específicos. Ele ajuda o médico a avaliar e acompanhar diferentes condições de saúde, entre elas:

    • função do fígado: como o fígado é o único órgão que produz albumina, níveis baixos podem indicar doenças como cirrose, hepatite ou insuficiência hepática.
    • função dos rins: rins saudáveis não deixam a albumina passar para a urina. Encontrá-la na urina (albuminúria) é um sinal precoce de lesão renal, comum em quem tem diabetes ou pressão alta.
    • estado nutricional: níveis baixos de albumina podem apontar desnutrição, dificuldade de absorver nutrientes (como na doença de Crohn) ou aumento das necessidades do corpo.
    • investigação de inchaços: ajuda a entender se um inchaço sem causa aparente está ligado à baixa quantidade de proteínas no sangue.

    Vale lembrar: o exame costuma vir incluído no check-up de rotina. Conhecer os próprios resultados é uma forma simples de cuidar da saúde e prevenir problemas.

    Como o exame de albumina é feito?

    A albumina pode ser medida no sangue ou na urina, dependendo do que o médico quer investigar. Os dois procedimentos são simples e rápidos.

    Exame de sangue

    É o método mais comum. Uma amostra de sangue é coletada, geralmente do braço, e o resultado mostra a concentração de albumina no soro (a parte líquida do sangue), em gramas por decilitro (g/dL).

    Exame de urina (albuminúria)

    Aqui, o objetivo é verificar se há albumina na urina — o que não é normal. Pode ser feito em uma amostra única ou em uma coleta de 24 horas. Quando detecta quantidades muito pequenas, o exame é chamado de “microalbuminúria”, um indicador sensível de dano renal em fase inicial.

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    É preciso algum preparo para o exame?

    Na maioria dos casos, o exame de albumina no sangue não exige jejum. Mas, se ele for feito junto com outros exames que precisam de jejum — como glicose ou colesterol —, siga as orientações do laboratório, que costumam recomendar 8 horas sem se alimentar.

    É importante informar ao profissional do atendimento todos os medicamentos em uso, já que alguns podem interferir no resultado. Também é recomendado evitar bebidas alcoólicas nas 48 horas anteriores ao exame.

    Como interpretar os resultados do exame de albumina?

    A interpretação deve ser sempre feita por um médico, que vai considerar seu histórico de saúde, seus sintomas e outros exames. Os intervalos de referência podem variar um pouco entre laboratórios.

    Valores de referência da albumina

    Adultos: 3,5 a 5,5 g/dL

    Crianças e adolescentes: 3,2 a 5,2 g/dL

    Recém-nascidos: 2,0 a 4,5 g/dL

    O que significa albumina diminuída?

    Níveis abaixo do limite inferior (hipoalbuminemia) são mais comuns e podem indicar diferentes condições de saúde.

    Além de sinalizar um desequilíbrio, a albumina baixa também é um indicador importante sobre o prognóstico do paciente. Em pessoas idosas, por exemplo, está associada a um risco maior de internação e de complicações, independentemente de outras doenças já existentes.

    Por causa das funções protetoras da albumina, níveis diminuídos também estão associados a um risco maior de acidente vascular cerebral (AVC).

    Em pacientes com doença renal avançada, a queda da albumina é um sinal de alerta para desnutrição e inflamação, e níveis muito reduzidos podem estar relacionados a um risco maior de complicações graves.

    As principais causas incluem:

    • doenças do fígado: cirrose ou hepatite crônica podem reduzir a capacidade do fígado de produzir a proteína.
    • doenças dos rins: na síndrome nefrótica, por exemplo, os rins perdem grandes quantidades de albumina pela urina.
    • desnutrição ou má absorção: dieta pobre em proteínas ou problemas intestinais que dificultam a absorção de nutrientes.
    • inflamações crônicas: doenças como artrite reumatoide ou lúpus podem reduzir a produção de albumina.
    • infecções graves ou queimaduras extensas: situações que aumentam a demanda do corpo por energia e proteína.

    O que pode indicar albumina aumentada?

    Níveis elevados são bem menos frequentes e, em geral, não indicam uma doença específica — costumam refletir desidratação. Quando o corpo perde muito líquido, como em casos de vômito ou diarreia intensa, a albumina pode parecer artificialmente alta no exame.

    Por outro lado, níveis estáveis ou em recuperação também podem ser um sinal positivo: indicam que um tratamento em curso está funcionando bem.

    Quando procurar um médico para avaliar os níveis de albumina?

    Procure orientação médica se notar sinais que podem estar ligados a alterações na albumina, como inchaço nas pernas, tornozelos ou rosto, cansaço persistente, perda de apetite, urina com espuma ou acúmulo de líquido no abdômen.

    O exame de albumina é uma ferramenta de triagem e acompanhamento — não um diagnóstico isolado. Somente um profissional de saúde pode relacionar o resultado com o seu quadro clínico e, se necessário, pedir exames complementares.

    Não deixe de fazer seu exame de albumina

    Manter os níveis de albumina dentro do esperado é uma forma de cuidado com o corpo como um todo. Entender a importância dessa proteína e buscar orientação médica sempre que algo parecer fora do padrão são passos simples para proteger a sua saúde.

     

     

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista.

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