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    PHmetria: o que é, para que serve e como se preparar para o exame

    Sente azia ou tosse crônica? A pHmetria pode ser a resposta. Entenda como este exame funciona e por que é tão importante para sua saúde.

    Fonte: Dr. Ricardo DibMédico gastroenterologistaPublicado em 28/07/2026, às 14:13 - Atualizado em 28/07/2026, às 14:13

    phmetria

    Aquela sensação de queimação no peito que insiste em aparecer após as refeições, uma tosse seca que não passa ou mesmo uma rouquidão sem causa aparente. Muitos convivem com esses sintomas, mas eles podem ser um sinal da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

    O que é o exame de pHmetria esofágica?

    A pHmetria esofágica é um exame diagnóstico considerado o padrão-ouro para avaliar o refluxo ácido. Ela mede continuamente, durante 24 horas, o nível de acidez (pH) no interior do esôfago, registrando quantas vezes o ácido sobe do estômago, por quanto tempo permanece ali e se esses episódios se relacionam aos sintomas relatados pelo paciente, como a azia ou a regurgitação.

    O exame também avalia a capacidade de limpeza do esôfago após cada episódio de refluxo, fornecendo informações essenciais sobre a gravidade da exposição ao ácido ao longo do dia e da noite. Esses dados tornam possível confirmar o diagnóstico de DRGE e definir o tratamento mais adequado para cada caso..

    Para que serve a pHmetria e quando é indicada?

    A principal função da pHmetria é quantificar o refluxo ácido. O médico, geralmente um gastroenterologista, pode solicitar o exame em diversas situações para investigar a causa de queixas persistentes.

    Sintomas típicos de refluxo

    A indicação mais comum é para pacientes com sintomas clássicos da DRGE que não melhoram com o tratamento inicial ou quando há dúvidas no diagnóstico. Os principais são:

    • Azia (pirose): sensação de queimação na região do peito.
    • Regurgitação: retorno do conteúdo do estômago para a boca.

    O exame também é fundamental quando há suspeita de lesões esofágicas graves. Estudos mostram que pacientes com lesões avançadas no esôfago, classificadas como graus C e D, apresentam uma exposição muito maior e mais longa ao ácido estomacal. Esta análise confirma a gravidade do quadro e orienta a intervenção médica.

    Sintomas atípicos que podem indicar a necessidade do exame

    Muitas vezes, o refluxo se manifesta de formas menos óbvias. A pHmetria é fundamental para investigar se o ácido gástrico está por trás de quadros como:

    • tosse crônica e seca;
    • rouquidão ou pigarro constante;
    • dor no peito não relacionada a problemas cardíacos;
    • crises de asma de difícil controle ou laringite.

    Avaliação da eficácia do tratamento

    Para pacientes que já estão em tratamento para DRGE, mas continuam com sintomas, o exame pode verificar se a medicação está controlando a acidez de forma adequada. Também é um passo importante na avaliação de candidatos à cirurgia antirrefluxo.

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    Como o exame de pHmetria é feito passo a passo?

    Embora o procedimento possa gerar alguma apreensão, ele é seguro e realizado em ambiente ambulatorial, ou seja, sem necessidade de internação. Geralmente, é bem tolerado pela maioria das pessoas.

    Preparo do exame

    É necessário um período de jejum, geralmente de 6 a 8 horas. O médico também orientará sobre a suspensão de medicamentos que interferem na acidez do estômago, como o omeprazol, por cerca de 7 a 10 dias antes do exame.

    Inserção da sonda

    Uma sonda fina e flexível é introduzida por uma das narinas, com auxílio de um gel anestésico local, e posicionada no esôfago. O procedimento é rápido e, embora possa causar um leve desconforto, não costuma doer.

    Conexão com o monitor

    A ponta externa da sonda é conectada a um pequeno monitor portátil, que o paciente levará para casa preso à cintura ou ao ombro. Esse aparelho registrará os dados de pH continuamente.

    Período de 24 horas

    Durante o monitoramento, a pessoa deve manter sua rotina normal de alimentação e atividades. É fundamental registrar em um diário os horários das refeições, os períodos de sono e cada vez que um sintoma (como azia ou tosse) aparecer.

    Remoção do equipamento

    No dia seguinte, o paciente retorna à clínica para a retirada da sonda e a devolução do monitor. O procedimento de remoção é muito simples e rápido.

    Quais são as orientações durante o monitoramento de 24 horas?

    Para que o resultado do exame seja confiável, é importante seguir algumas recomendações. Manter a rotina é a principal delas, pois o objetivo é avaliar o refluxo em um dia comum.

    Durante o período, é importante evitar banhos de imersão ou piscina para não danificar o monitor. Para dormir, o paciente pode se deitar como de costume, tentando apenas não comprimir o aparelho. O desconforto da sonda é geralmente mínimo e não impede o sono.

    Quais as diferenças entre pHmetria e impedâncio-pHmetria?

    A impedâncio-pHmetria é uma versão mais avançada do exame. Além de medir o refluxo ácido, ela consegue detectar o refluxo não ácido ou gasoso, que a pHmetria convencional não identifica.

    Esta modalidade, também conhecida como MII-pH, é essencial para diagnosticar pacientes com sintomas crônicos que não melhoram com o uso de medicamentos padrões, pois o sintoma pode ser causado por refluxo não-ácido.

    A impedância-pHmetria é o exame ideal para investigar o refluxo persistente, pois detecta todas as formas de refluxo que podem estar causando os sintomas.

    pHmetria convencional – mede apenas refluxo ácido (pH < 4) e é indicada para o diagnóstico padrão da DRGE com sintomas típicos.

    Impedâncio-pHmetria – mede refluxo ácido, não ácido e gasoso. É indicada em casos de sintomas persistentes apesar do tratamento ou suspeita de refluxo não ácido.

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    O que acontece após o exame?

    Após a devolução do monitor, os dados registrados são transferidos para um computador. O médico especialista analisará os gráficos de pH e os correlacionará com o diário de sintomas preenchido pelo paciente. O laudo indicará se há refluxo patológico, sua gravidade e o padrão em que ocorre.

    Com base nesses resultados, o gastroenterologista poderá confirmar o diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico e definir a melhor estratégia de tratamento. As opções podem incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos mais específicos ou, em casos selecionados, a indicação de cirurgia. O acompanhamento profissional é indispensável para a interpretação correta dos achados e a decisão terapêutica.

     

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

     

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