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    Proteinúria: entenda por que acontece e quando é sinal de alerta

    Presença de espuma no vaso sanitário é o principal indício de perda de proteína, que pode estar ligado a diabetes ou pressão alta

    Fonte: Dra. Lívia AvallonePatologista cínicaPublicado em 29/01/2026, às 17:18 - Atualizado em 29/01/2026, às 17:18

    Você já notou se, ao usar o banheiro, a sua urina forma uma espuma que demora a sumir, parecida com a de sabão em pó ou cerveja? Esse é o sinal mais comum da proteinúria, nome técnico dado à presença anormal de proteínas na urina. 

     Em condições ideais, nossos rins eliminam as toxinas, mas retém o que é bom para o corpo, como as proteínas. Quando esse “filtro” está danificado ou sobrecarregado, ele deixa passar substâncias que não deveriam sair.  

    Nem sempre o quadro é grave, mas ele exige investigação para descartar problemas renais.

    Proteinúria: o que é? 

    A proteinúria é a perda excessiva de proteínas por meio da urina. Um sinal de que os rins não estão filtrando o sangue como deveriam. 

    Os rins possuem peneiras microscópicas (os glomérulos) e, quando essas peneiras estão intactas, elas retêm moléculas grandes, como a albumina, a principal proteína do sangue.  

    Mas, se houver alguma lesão nesses filtros, a albumina escapa e vai parar na urina. É justamente essa proteína que, ao entrar em contato com a água do vaso sanitário, reage e forma aquela espuma característica. 

    O que pode causar a proteinúria? 

    As causas mais comuns são doenças crônicas que lesionam os rins silenciosamente ao longo dos anos, como o diabetes e a hipertensão não controlada. 

    No diabetes, a hiperglicemia danifica os filtros renais (doença renal do diabetes) por meio de vários mecanismos. Já em um quadro de hipertensão, é a pressão alta que altera o endotélio glomerular 

    Mas a perda de proteína pode ser passageira e benigna como febre, desidratação, exercício intenso ou sinal de outras condições. E as principais seriam: 

    • Infecções urinárias, que podem causar uma perda temporária de proteínas. 
    • Doenças autoimunes, como o Lúpus, que causa inflamação nos rins (nefrite). 
    • Pré-eclâmpsia: na gravidez, a proteinúria é um marcador importante de pressão alta, exigindo cuidado redobrado para evitar complicações para a mãe e o bebê. 

    Sintomas 

    Na fase inicial, a proteinúria pode ser assintomática. Conforme a perda de proteínas aumenta, o corpo leva a outros sinais mais evidentes: 

    • Urina espumosa: persistente e abundante, precocemente reconhecida pelos pacientes 
    • Inchaço (edema): principalmente nas pernas, tornozelos, pés e ao redor dos olhos (pálpebras inchadas ao acordar). 
    • Aumento de peso, causado pela retenção de líquidos. 
    • Perda de apetite. 
    • Hiperlipidemia (aumento de gordura no sangue) 

    Quando procurar por um médico? 

    É preciso procurar um clínico geral ou nefrologista ao notar espuma na urina que não desaparece após várias idas ao banheiro. E ainda se o inchaço no corpo aparecer sem motivo aparente (como calor ou excesso de sal).  

    Em gestantes, qualquer alteração na urina ou inchaço súbito deve ser comunicada imediatamente ao obstetra, pois pode indicar o início de uma pré-eclâmpsia. 

    Exames que auxiliam a detectar a proteinúria 

    O diagnóstico começa com o exame de urina (tipo 1 ou sumário de urina ou EAS), que já consegue apontar a presença de traços de proteína. Se o resultado for positivo, o médico pode pedir outros para quantificar essa perda e entender a gravidade: 

    • Relação albumina/creatinina urinaria (exame de escolha): feita em amostra isolada preferencialmente na primeira urina da manhã. Este é o método recomendado para triagem, diagnóstico e monitoramento da albuminúria, pois corrige a variação da concentração urinária e é mais sensível para detecção precoce de lesão glomerular. 
    • Proteinúria de 24 horas: o paciente coleta toda a urina feita durante um dia inteiro para dosagem de proteína total ou albumina. Ainda é uma alternativa valida, porém menos indicada na rotina. Considerada em situações específicas, como avaliação de proteinúria em síndrome nefrótica,  
    • Relação proteína/creatinina urinária: feito em uma amostra isolada de urina. Ainda válido, porém, menos utilizado. 

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