Calcitonina: quando o exame é solicitado?
Teste ajuda a investigar nódulos e diagnosticar e monitorar o câncer medular de tireoide

Além dos conhecidos T3 e T4, a glândula tireoide também produz outros hormônios, com a calcitonina. Ele não interfere na velocidade do metabolismo, mas ajuda a controlar a quantidade de cálcio no seu sangue.
E medir essa substância no sangue é uma estratégia de rastreamento. Isso porque as células que fabricam a calcitonina são as mesmas que podem originar um tipo específico de câncer. E, se o nível do hormônio sobe demais, temos um sinal de que essas células estão se multiplicando sem controle.
Neste artigo, você vai ler:
Calcitonina: o que é?
A calcitonina é um hormônio produzido pelas células parafoliculares, também conhecidas como células C, localizadas na tireoide. Ela atua na regulação dos níveis de cálcio e fosfato no sangue.
Na tireoide, a calcitonina tem uma função oposta à do hormônio paratireoideo. Se ele aumenta o cálcio no sangue, a calcitonina faz o inverso, inibindo a degradação dos ossos. Com isso, ela diminui a quantidade de cálcio circulando na corrente sanguínea, mantendo um equilíbrio constante.
A calcitonina não tem relação direta com o controle do metabolismo – essa função é do T3 e do T4. Por isso, alterações na calcitonina não costumam causar sintomas clássicos de metabolismo lento, como no hipotireoidismo.
Quando o exame de calcitonina é indicado?
A principal indicação é para o diagnóstico ou acompanhamento do câncer medular de tireoide (CMT). Ele serve para confirmar suspeitas ou monitorar a volta da doença.
Veja a seguir quando ele se torna necessário:
- Quando o paciente apresenta um nódulo na tireoide e o médico suspeita de câncer medular.
- Se há casos de câncer medular de tireoide na família.
- Pessoas com risco genético da síndrome Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM 2), que precisam monitorar a calcitonina regularmente.
- Pacientes que já retiraram a tireoide devido a um câncer medular. O teste verifica se o tratamento funcionou.
O câncer medular de tireoide é um tipo mais raro e se origina justamente nas células C, que produzem a calcitonina. Por isso, medir o hormônio é a forma mais direta de vigiar essas células.
Valores de referência
Não existe um número único universal, mas é comum encontrar referências que indicam normalidade quando o resultado é inferior a 8,4 pg/mL para homens e inferior a 5,0 pg/mL para mulheres.
Mas há laboratórios que trabalham com limites diferentes, como até 14,3 pg/mL (homens) e 9,8 pg/mL (mulheres).
O que os altos níveis de calcitonina podem indicar?
Níveis elevados geralmente apontam para uma superatividade das células C. E a causa mais preocupante seria o câncer medular de tireoide. Quanto maior o valor, maior a chance de haver um tumor ou metástase.
Mas nem todo aumento significa câncer. Outras condições que elevam a calcitonina seriam:
- Hiperplasia de células C, um crescimento benigno dessas células, que pode ser hereditário.
- Insuficiência renal crônica: como os rins filtram a calcitonina; se não funcionam bem, o nível sobe.
- Uso de inibidores de bomba de prótons (para gastrite) e betabloqueadores.
Há ainda a possibilidade de tumor de pulmão ou pâncreas (tumores neuroendócrinos).
O que os baixos níveis de calcitonina podem indicar?
Resultados baixos ou indetectáveis são considerados normais e saudáveis para a maioria da população. Isso indica que não há produção excessiva e descontrolada do hormônio.
Para quem já teve câncer medular e retirou a tireoide, o nível baixo é o objetivo do tratamento. E o resultado deveria ser próximo de zero.
Se o paciente operado mantém níveis baixos ao longo dos anos, significa um sucesso terapêutico. Já se o nível começa a subir gradativamente, pode ser um sinal precoce de recidiva da doença, exigindo novos exames de imagem.
Preparo para o exame de calcitonina
O jejum é obrigatório na maioria dos casos, e o tempo varia de 4 a 8 horas, dependendo do laboratório.
Além disso, a biotina (vitamina B7), um suplemento muito usado para fortalecer cabelos e unhas, pode falsear o resultado. Então, a orientação seria parar de tomar 3 dias (72 horas) antes da coleta.
E, claro, o paciente deve sempre informar sobre os medicamentos em uso, especialmente remédios para estômago ou pressão.
Como exame é feito?
O procedimento é um exame de sangue padrão. Não exige internação nem sedação.
Calcitonina: preço e onde agendar
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