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    Diástase: como recuperar a firmeza abdominal?

    O afastamento dos músculos costuma acontecer após a gravidez; conheça os tratamentos

    Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerGinecologistaPublicado em 21/05/2026, às 17:08 - Atualizado em 21/05/2026, às 17:08

    diastase

    diástase acontece quando os músculos retos abdominais da parede da barriga se afastam, deixando uma abertura no centro. Ela é muito comum depois da gestação, mas também pode atingir homens e mulheres que nunca estiveram grávidas. 

    Além da questão estética, o enfraquecimento dessa “cinta natural” do corpo pode trazer desconfortos físicos. Mas, com o tratamento certo, é possível reverter o quadro.

    Diástase: o que é?  

    A diástase abdominal é o afastamento dos dois feixes do músculo reto abdominal, que ficam localizados na parte frontal da parede da barriga.  

    Entre esses músculos existe uma linha de tecido fibroso chamada linha alba. Quando há uma pressão intra-abdominal excessiva – como, por exemplo, na gravidez -, esse tecido se estica e fica mais fino, fazendo com que os músculos se separem e deixem a região central do abdome fragilizada. 

    Tipos de diástase  

    O afastamento pode acontecer de várias formas, dependendo de qual parte do músculo foi mais afetada. Os tipos mais comuns são: 

    • Superior: o afastamento acontece acima do umbigo; 
    • Umbilical: a abertura se concentra na região do umbigo; 
    • Inferior: o espaço surge abaixo do umbigo; 
    • Total: quando a separação ocorre em toda a extensão da linha alba, de cima a baixo. 

    Causas  

    A gravidez é a causa principal, já que o crescimento do útero pressiona a parede abdominal. Mas outras situações podem gerar a diástase: 

    • Ganho de peso excessivo ou efeito sanfona; 
    • Carregar cargas muito pesadas de forma incorreta; 
    • Exercícios abdominais intensos feitos sem a técnica adequada; 
    • Fatores genéticos que tornam o tecido conjuntivo mais elástico. 

    Sintomas e características  

    O sinal mais visível é uma protuberância no centro da barriga ao fazer esforço, como tossir ou levantar peso. Outras características comuns são: 

    • Flacidez abdominal excessiva abaixo ou acima do umbigo; 
    • Sensação de “buraco” no meio da barriga ao apalpar a região; 
    • Postura curvada para frente devido à falta de sustentação; 
    • Dor lombar constante por sobrecarga na coluna. 

    Quando procurar por um médico?  

    É importante buscar ajuda profissional se você notar que a barriga continua com um volume incomum meses após o parto ou se sentir que o abdome está muito fraco. O médico ortopedista, cirurgião ou o fisioterapeuta são os especialistas indicados para avaliar se a abertura prejudica a estabilidade do corpo ou causa dores crônicas. 

    Exames que auxiliam no diagnóstico da diástase  

    A diástase dos músculos retos abdominais é diagnosticada principalmente pelo exame físico, sendo observada como afastamento da linha alba, mais evidente quando a paciente realiza contração da musculatura abdominal. Para medir com precisão o tamanho da abertura e verificar se existem hérnias associadas, o médico pode solicitar exames de imagem: 

    • Ultrassom abdome total: é o exame de primeira escolha por ser simples e eficaz para medir o espaço entre os músculos; 
    • Tomografia: ajuda a visualizar a parede abdominal com mais detalhes em casos complexos; 
    • Ressonância magnética: indicada quando é necessário avaliar melhor os tecidos moles e a profundidade da lesão.

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    Tratamentos para a diástase  

    As primeiras opções dos médicos envolvem a reabilitação muscular. E os tratamentos mais frequentes são: 

    • Fisioterapia pélvica e abdominal para fortalecer o “core”; 
    • Exercícios hipopressivos (técnica da barriga negativa); 
    • Pilates clínico para correção postural; 

    Importante: o foco inicial nunca devem ser os exercícios tradicionais de abdominal – eles podem piorar o quadro.

    Em casos graves onde o tratamento conservador não resolveu e a diástase é muito grande, a cirurgia (abdominoplastia) pode ser considerada.

     

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