Você conhece o exame exoma?
Ele avalia o DNA e detecta mutações genéticas

O exoma corresponde a aproximadamente 2% do genoma humano, mas é responsável por codificar cerca de 85% das proteínas essenciais para o bom funcionamento do nosso corpo.
Por isso, o exame de sequenciamento do exoma completo – também chamado apenas de “sequenciamento do exoma” – analisa essa região do material genético para identificar alterações que possam estar relacionadas com algum tipo de doença. Veja a seguir como o exame é feito e quando ele é indicado.
Neste artigo, você vai ler:
Exoma: o que é?
Exoma é o conjunto de todos os éxons (como são chamadas as regiões codificadoras) do DNA humano. A maioria das doenças genéticas está associada com a presença de mutações justamente nessas estruturas, que representam 2% do nosso genoma.
Para entender como isso acontece, devemos lembrar que nosso material genético é formado por 46 cromossomos (23 vindos do pai e 23 vindos da mãe), responsáveis por armazenar as informações genéticas e definir características individuais como aparência, cor dos olhos, o perfil metabólico e até a presença ou não de doenças.
Cada cromossomo corresponde à já famosa fita de DNA no formato dupla hélice. Essas fitas de DNA possuem múltiplos genes que vão codificar proteínas e nos genes existem tanto regiões codificadoras (éxons) como não codificadoras (íntrons).
O que são os éxons?
Éxon é uma região do genoma que vai ser transcrita em uma molécula de mRNA, o RNA mensageiro, na etapa intermediária antes de o mRNA ser traduzido em aminoácidos e proténas. Os genes no genoma possuem éxons: eles são a parte “expressa” do gene e contêm as informações que são utilizadas para construir as proteínas.
Ao todo, temos em torno de 180.000 éxons que formam os cerca de 22 mil genes que compõem o genoma humano. A esse conjunto de éxons do nosso material genético é que damos o nome de exoma.
Sequenciamento completo do exoma: para que serve?
O sequenciamento completo do exoma serve para avaliar riscos genéticos e identificar doenças ligadas a algum problema nos genes. Isso porque é no exoma que encontramos cerca de 85% das mutações genéticas patogênicas, ou seja, capazes de provocar doenças em humanos.
Nesse sentido, o exame é indicado nas seguintes situações:
- Pacientes com fenótipo ou histórico familiar que sugerem uma forte etiologia genética, mas sem resultados conclusivos;
- Pacientes que apresentam uma doença genética definida, mas com alto grau de heterogeneidade genética (múltiplos genes), tornando a análise do conjunto total de genes um teste mais prático do que investigar um a um;
- Pacientes que apresentam um provável distúrbio genético, mas outros testes genéticos tiveram resultados negativos ou inconclusivos.
Doenças genéticas e alterações que podem ser detectadas no sequenciamento do exoma
Entre as condições que podem ser detectadas no sequenciamento do exoma, estão:
- Síndromes genéticas ou doenças raras sem diagnóstico;
- Doenças genéticas que podem ser provocadas por genes diferentes;
- Quadros inespecíficos de erros inatos do metabolismo;
- Conjunto de múltiplos sintomas sem diagnóstico, principalmente na presença de malformações, deficiência intelectual, e/ou distúrbios do comportamento como autismo.
- Pacientes em risco para câncer hereditário (com câncer precoce ou casos na família).
Como o exame é feito?
O sequenciamento do exoma é realizado a partir de uma pequena amostra de sangue ou saliva. O DNA é extraído da amostra e então sequenciado, ou seja, a ordem das bases nitrogenadas do material é determinada.
A sequência do exoma é então analisada em busca de alterações que podem estar relacionadas a doenças genéticas, essas alterações são as mutações, também chamadas de variantes. Uma equipe de analistas experientes classifica as variantes em relação à associação com doenças (patogenicidade) e emite o laudo final.
Diferenças entre o sequenciamento do exoma e outros exames semelhantes
É importante dizer que existe mais de um tipo de teste genético atualmente – e cada um deles tem indicações específicas para rastreio de mutações. Por isso a indicação de qual é o melhor teste para o diagnóstico de cada paciente deve ser realizada por um profissional de saúde. Exemplos de testes genéticos:
- Os exames de citogenética, como o cariótipo ou FISH, são capazes de identificar as grandes alterações cromossômicas.
- Exame de cariótipo com bandas permite a contagem dos cromossomos e a análise da sua estrutura, sendo útil em identificar problemas como aneuploidias (quando há um cromossomo a mais ou a menos; trissomias (três cópias do mesmo cromossomo em vez de duas) e monossomias (somente uma cópia ao invés de um par).
- Os exames por MicroArray (CGH) são capazes de identificar mutações menores, envolvendo pequenos trechos de deleção ou duplicação de um cromossomo.
- Os exames de sequenciamento do DNA são capazes de identificar mutações pontuais, de uma única letra (SNV) ou poucas letras próximas umas às outras (indel).
Sequenciamento do Exoma Completo: preço e onde agendar
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