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    Imunohistoquímica contribui para diagnóstico e tratamento de cânceres

    Técnica laboratorial ajuda a detalhar características de tumores malignos

    Fonte: Dr. Cristovam Scapulatempo NetoDiretor médico de patologia e genética na Dasa GenômicaPublicado em 16/09/2026, às 11:00 - Atualizado em 16/09/2026, às 11:00

     

    A imunohistoquímica é uma técnica frequentemente utilizada para avaliar tecidos do corpo humano, sobretudo em casos suspeitos de câncer. Ela permite que as estruturas sejam estudadas com maior detalhamento, o que contribui para o diagnóstico e o tratamento.

    Imunohistoquímica: o que é? 

    A imunohistoquímica é uma técnica empregada em laboratórios para avaliar amostras de tecidos. Como o nome sugere, ela envolve imunologia (área dedicada ao estudo do sistema imunológico) e histologia (área voltada para o estudo de tecidos por microscópio). 

    Na prática, esse método utiliza anticorpos ligados a enzimas ou tinta fluorescente para encontrar determinadas proteínas dentro das células de um tecido. Quando isso acontece, a enzima ou a tinta são ativadas, permitindo que a proteína seja visualizada pelo microscópio com maior facilidade. 

    Essa é uma técnica importante, pois é capaz de mostrar diferenças entre estruturas que poderiam parecer semelhantes sob outros métodos. 

    Quando o exame imunohistoquímica é indicado? 

    Exames feitos com o auxílio da imunohistoquímica geralmente são solicitados para complementar o exame histopatológico, com o objetivo de identificar, caracterizar e classificar tumores malignos. Assim, a imunohistoquímica pode contribuir para o diagnóstico de câncer, bem como para a avaliação prognóstica e para o planejamento do tratamento. 

    Doenças que podem ser detectadas com o auxílio do exame de imunohistoquímica 

    A imunohistoquímica é utilizada principalmente em casos de câncer, como: 

    • Câncer de mama; 
    • Câncer de pulmão; 
    • Tumores malignos do sistema nervoso; 
    • Linfomas; 
    • Leucemias. 

    Essa técnica ajuda a distinguir diferentes tipos de câncer, mesmo quando as células parecem semelhantes no microscópio convencional. Isso é fundamental porque auxilia a indicar a abordagem terapêutica mais adequada. 

    No caso do câncer de mama, por exemplo, a imunohistoquímica consegue detectar receptores hormonais como estrogênio e progesterona, além da proteína HER2. Esses marcadores ajudam a entender o comportamento do tumor e a orientar o tratamento. 

    Agendar exame

    Como o exame é feito? 

    Para que a imunohistoquímica seja utilizada, primeiro é necessário coletar uma amostra de tecido por biópsia ou outro procedimento cirúrgico. Depois, o tecido deve ser armazenado de maneira adequada para que, posteriormente, o profissional responsável pela imunohistoquímica aplique os anticorpos capazes de reconhecer determinadas proteínas. 

    Quando um anticorpo encontra uma proteína alvo, ocorre uma reação que produz uma coloração visível ao microscópio. Isso permite que as células sejam avaliadas detalhadamente, contribuindo para o diagnóstico. 

    Preparo 

    Geralmente, o paciente não precisa seguir um preparo específico para que a imunohistoquímica seja empregada. Porém, pode ser necessário adotar determinadas medidas de preparo para o procedimento no qual será retirada a amostra de tecido. 

    Por isso, é fundamental conferir as orientações fornecidas pelo médico e pelo laboratório antes de fazer qualquer exame. 

    Exame imunohistoquímica: preço e onde agendar 

    Para obter mais informações sobre exames feitos com imunohistoquímica, consultar preços e localizar o laboratório mais próximo da sua região para fazer o agendamento, basta acessar a nossa plataforma digital.

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