Parvovírus B19: gestantes e imunocomprometidos precisam de atenção redobrada
Conheça os riscos graves da infecção e as principais formas de transmissão

O parvovírus B19 é um vírus que afeta principalmente crianças, mas pode atingir pessoas de qualquer idade. Ele é o agente causador de uma condição conhecida como eritema infeccioso e, na maioria das vezes, a infecção é leve e se resolve sozinha.
Entretanto, no caso de gestantes e pessoas com doenças crônicas ou que levem à alteração da imunidade, o quadro pode se agravar.
Neste artigo, você vai ler:
Parvovírus B19: o que é?
O parvovírus B19 é um vírus que, quando infecta humanos, pode causar o que chamamos de eritema infeccioso. O quadro também é conhecido como a “quinta doença”. Isso porque na ordem cronológica em que foram reconhecidos e catalogados os quadros virais clássicos da infância, ele ocupa a quinta colocação. Veja abaixo.
- Sarampo
- Escarlatina
- Rubéola
- Doença de Dukes (Esta classificação é antiga e a doença de Dukes não é mais considerada uma doença separada).
- Eritema Infeccioso (causado pelo parvovírus B19)
- Roséola (causada pelo herpes-vírus humano tipo 6 e 7)
A infecção viral causada pelo parvovírus B 19 é geralmente benigna. O quadro é mais comum em crianças e os sintomas variam bastante, mas costumam ser leves e limitados. A exceção são os grupos de risco, como gestantes e imunossuprimidos. H2> Como ocorre a transmissão do parvovírus em humanos?
O parvovírus se espalha principalmente de pessoa para pessoa. A transmissão acontece por meio de gotículas respiratórias disseminadas ao tossir ou espirrar.
O contato próximo e o contato mão a mão também são vias de contágio. Além disso, ele pode ser transmitido através do sangue ou produtos sanguíneos. E ainda de forma vertical, da mãe para o feto durante a gravidez.
Riscos
A infecção pelo parvovírus B19 é potencialmente grave, principalmente quando acomete indivíduos de grupos de risco, que incluem principalmente aqueles com doenças crônicas ou que levam à imunossupressão. E a principal complicação está na capacidade do vírus de prejudicar a produção de células vermelhas no sangue.
Os riscos são particularmente altos para grupos específicos:
- Mulheres grávidas: a infecção durante a gestação pode levar a complicações sérias para o feto. O acompanhamento rigoroso é imprescindível.
- Pessoas imunocomprometidas: pacientes com o sistema imunológico enfraquecido correm o risco de ter desfechos mais graves.
- Indivíduos com doenças sanguíneas crônicas: pessoas que já têm problemas no sangue, como a anemia falciforme, apresentam maior suscetibilidade a quadros graves, incluindo uma anemia súbita.
Sintomas
Na maioria dos casos, o parvovírus provoca sintomas leves, semelhantes aos de um resfriado comum. Muitos pacientes sequer manifestam sinais da doença. Em outros casos, a marca registrada da doença é a erupção cutânea.
Ainda nesta fase inicial, podem surgir:
- Febre
- Dor de cabeça
- Tosse
- Dor de garganta
Na fase inicial, a erupção cutânea é chamada de “rosto esbofeteado”, por causa do eritema facial intenso e circunscrito. Nas fases seguintes viriam as lesões no tronco, nos braços e nas pernas. Nos adultos, a infecção também pode causar dores nas articulações.
Em casos raros, a infecção pode levar a quadros de anemia súbita e crise aplástica, uma condição séria em que a medula óssea interrompe temporariamente a produção de glóbulos vermelhos (hemácias). A crise causa uma anemia grave, podendo ser fatal se não tratada imediatamente.
Qual médico procurar?
A primeira atitude ao suspeitar da infecção é buscar orientação médica e não se automedicar. O especialista a ser procurado depende do quadro, mas o clínico geral ou pediatra é um bom ponto de partida.
Em casos de gravidez, a infecção exige acompanhamento rigoroso. A paciente deve procurar imediatamente o obstetra de confiança.
Para pessoas com doenças crônicas ou sistema imune enfraquecido, o médico pode encaminhar o paciente para um infectologista ou hematologista.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do parvovírus B19 é feito principalmente através exames de sangue. Eles ajudam a identificar se a pessoa está infectada, e ainda mostram se o paciente já teve a doença no passado.
Os mais solicitados para confirmar a infecção são:
- Sorologia IgG para parvovírus B19: detecta anticorpos que indicam uma infecção prévia, já que os anticorpos IgG ficam no sangue depois da recuperação. Sua presença significa que o paciente está imune à reinfecção.
- Sorologia IgM para parvovírus B19: confirma uma infecção recente ou ativa. Estes anticorpos são produzidos na fase aguda da doença.
- PCR para Parvovírus B19: identifica o material genético do vírus. Este é um exame muito sensível e particularmente útil para diagnosticar infecções em fetos ou em pacientes imunocomprometidos. O PCR detecta o vírus mesmo em pequenas quantidades no sangue.
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