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    Perfil biofísico fetal: exame avalia o bem-estar do bebê

    Procedimento combina ultrassom e análise cardíaca para checar oxigenação no fim da gravidez

    Fonte: Dr. Heron Werner Jr.Doutor e professor em ginecologia, obstetrícia e ultrassonografiaPublicado em 30/12/2025, às 16:02 - Atualizado em 30/12/2025, às 16:02

    Perfil Biofísico Fetal

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    Na reta final da gestação, o perfil biofísico fetal pode ser solicitado em determinadas situações. O exame mostra se o ambiente dentro do útero continua seguro e saudável para o desenvolvimento do bebê. 

    Ele avalia se a oxigenação do sistema nervoso central do feto está adequada e, geralmente, é feito no terceiro trimestre. Mas a indicação exata depende do histórico de cada mãe.

    Perfil biofísico fetal: o que é? 

    O exame é uma avaliação da vitalidade do bebê dentro do útero. Ele combina métodos de imagem e monitoramento cardíaco para checar o risco de falta de oxigênio. 

    Dois recursos são usados simultaneamente: a ultrassonografia de alta resolução e a cardiotocografia, que monitora os batimentos cardíacos. Juntos, eles permitem observar reações do bebê que indicam se ele está bem nutrido e oxigenado. 

    Ao contrário do ultrassom morfológico, que foca na anatomia e na detecção de malformações físicas no primeiro e segundo trimestres, este perfil foca no funcionamento do organismo fetal, analisando seu comportamento em tempo real.  

    O exame atribui uma pontuação para diferentes variáveis. Se a pontuação for máxima, o bebê está em ótimas condições. Notas mais baixas exigem atenção e novos exames. 

    Para que serve o exame? 

    O teste serve para prever e prevenir complicações graves decorrentes da baixa oxigenação fetal. Com ele, é possível identificar sinais precoces de sofrimento do bebê. 

    Durante o procedimento, o especialista observa cinco marcadores de saúde, chamados de variáveis biofísicas. Cada um recebe uma pontuação (geralmente 0 ou 2), e a soma total indica o estado de bem-estar fetal. 

    Os 5 parâmetros avaliados são: 

    • Tônus fetal: observa-se a postura e a flexão dos membros do bebê. 
    • Movimentos corporais: verifica-se a quantidade de vezes que o feto se mexe. 
    • Movimentos respiratórios: analisa-se a simulação de respiração que o bebê faz no útero. 
    • Volume de líquido amniótico: mede-se a quantidade de água que envolve o bebê, essencial para sua proteção. 
    • Frequência cardíaca fetal: monitora-se a reatividade do coração (analisada pela cardiotocografia). 

    Quando o perfil biofísico fetal é indicado? 

    A indicação principal acontece em gestações consideradas de alto risco ou quando há suspeita de problemas na placenta. Geralmente, o exame é feito a partir da 28ª semana de gestação. 

    O médico responsável pelo pré-natal decidirá o momento certo. Em gestações de baixo risco, ele pode não ser necessário. No entanto, existem situações específicas que tornam esse monitoramento essencial para evitar a mortalidade perinatal. E as principais seriam:  

    • Gestações que ultrapassam 40 semanas (pós-datismo). 
    • Diabetes gestacional ou pré-existente. 
    • Hipertensão arterial (pressão alta) ou pré-eclâmpsia. 
    • Suspeita de restrição de crescimento fetal (quando o bebê não ganha peso como deveria). 
    • Diminuição perceptível dos movimentos do bebê pela mãe. 
    • Doenças maternas como lúpus ou cardiopatias. 
    • Histórico de natimorto em gestações anteriores. 
    • Oligodramnia (pouco líquido amniótico). 

    Exames complementares 

    Além da cardiotocografia – que já integra a nota deste perfil – a dopplerfluxometria (ou apenas doppler) pode ser solicitada.  

    Especialmente em casos de restrição de crescimento fetal, o doppler ajuda a diferenciar se o problema é na placenta ou na constituição do bebê.  

    Se o perfil biofísico mostra a consequência (como o bebê está reagindo), o doppler ajuda a entender o fluxo de sangue que chega até ele.

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    Como o exame é feito? 

    O procedimento é simples, não invasivo e indolor para a mãe e para o bebê. A gestante permanece deitada enquanto o médico utiliza o aparelho de ultrassom e sensores na barriga. 

    Não é necessário fazer jejum. Na verdade, a gestante deve se alimentar bem antes de sair de casa. A movimentação do bebê é importante para uma boa avaliação. 

    Algumas orientações para o dia do exame: 

    • Comer algo doce, como chocolate ou suco, cerca de uma hora antes pode ajudar a “acordar” o bebê. 
    • Usar peças confortáveis, de preferência de duas peças (blusa e calça/saia), para facilitar o acesso à barriga. 
    • Evitar o uso de cremes hidratantes ou óleos na região abdominal no dia, pois isso pode dificultar o contato do aparelho. 

    Se a gestação for gemelar, o exame pode demorar um pouco mais, pois cada bebê será avaliado individualmente. 

    Perfil biofísico fetal: preço e onde agendar 

    Para consultar valores, localizar o laboratório mais próximo e agendar o seu exame, basta acessar a nossa plataforma digital.

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