Triagem neonatal: o que é e qual a importância
Exames realizados pouco após o nascimento são fundamentais para o tratamento de eventuais doenças ou distúrbios

Muitas pessoas costumam associar a triagem neonatal ao teste do pezinho. E isso não está errado, mas a triagem neonatal vai muito além: ela também inclui os testes da orelhinha, do olhinho, do coraçãozinho e do quadril.
Neste artigo, você vai ler:
Triagem neonatal: o que é?
A triagem neonatal refere-se a uma série de exames que são feitos no período neonatal (do nascimento até 28 dias de vida), com o objetivo de garantir a saúde da criança.
O diagnóstico precoce é um grande aliado do tratamento. Assim, quanto antes for detectada uma condição nociva ao bem-estar do bebê, mais cedo é possível acompanhá-la e realizar intervenções que diminuam eventuais complicações.
Exames inclusos na triagem neonatal
Na triagem neonatal, são realizados o teste do pezinho, da orelhinha, do olhinho, do coraçãozinho e do quadril. O intuito é identificar recém-nascidos que podem ter determinadas doenças ou distúrbios e, a partir disso, trabalhar para impedir a evolução do quadro.
Doenças e alterações que podem ser detectadas na triagem neonatal
Diversas condições podem ser identificadas com o auxílio da triagem neonatal, como:
- Fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase, hiperplasia adrenal congênita e toxoplasmose congênita (teste do pezinho);
- Déficit auditivo (teste da orelhinha);
- Catarata congênita, glaucoma e retinoblastoma (teste do olhinho);
- Cardiopatias congênitas (teste do coraçãozinho);
- Displasia do desenvolvimento do quadril (teste do quadril).
Convém reforçar que os exames da triagem neonatal são de triagem, não de diagnóstico. Portanto, caso alguma alteração seja detectada na triagem neonatal, geralmente é preciso repetir o teste.
Se o resultado persistir, a criança deve ser submetida a uma avaliação mais detalhada e exames mais específicos para que o diagnóstico adequado seja feito.
Como a triagem neonatal é feita?
O período neonatal vai do nascimento até 28 dias de vida, mas a triagem neonatal geralmente é feita até o 5º dia de vida.
Teste do pezinho
O procedimento é bem simples: basta colher uma amostra de sangue do bebê. Isso pode ser feito pelo calcanhar (daí o nome teste do pezinho) ou por outras veias periféricas (as da mão ou da dobra do cotovelo, por exemplo).
Teste da orelhinha
A triagem auditiva neonatal é feita na maternidade, a partir do segundo dia de vida, e também recebe o nome de exame de emissões otoacústicas evocadas. O teste da orelhinha é indolor e realizado enquanto o bebê dorme. Basicamente, insere-se uma sonda na orelha da criança para produzir um estímulo sonoro e captar o retorno dele.
Teste do olhinho
O teste do olhinho é feito pelo pediatra logo que a criança nasce. Com um oftalmoscópio, o profissional emite uma luz no olho do bebê e procura por um reflexo vermelho no globo ocular (similar àquele que aparece em fotografias). Esse reflexo indica que o eixo óptico está livre, sem que nada atrapalhe a entrada de luz pela pupila.
Teste do coraçãozinho
Entre 24h e 48h de vida, antes da alta, o pediatra deve realizar o teste do coraçãozinho na criança. O exame é feito com um oxímetro de pulso, colocado na mão e no pé para checar a saturação do oxigênio.
Teste do quadril
Também conhecido como teste de Ortolani, esse exame é feito pelo pediatra assim que a criança nasce. Trata-se de uma manobra simples que envolve a flexão das pernas do bebê, o que permite verificar se há indícios de displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) – como um osso não encaixado corretamente na bacia.
Exames da triagem neonatal e complementares que podem ser realizados nos laboratórios Dasa
Muitos exames da triagem neonatal são feitos ainda na maternidade, mas existem alguns que podem ser realizados nos laboratórios Dasa. É o caso do teste do pezinho. Os laboratórios Dasa oferecem o teste do pezinho ampliado, uma versão do exame que abarca mais doenças do que o teste convencional disponibilizado pela rede pública.
A Dasa também dispõe de testes genéticos, como o BabyGenes. Esse é um teste genético de triagem neonatal complementar ao teste do pezinho, capaz de examinar 401 genes e detectar mais de 390 doenças passíveis de tratamento, permitindo o tratamento precoce quando indicado.
Além disso, os laboratórios Dasa realizam exames complementares que podem ser indicados após a triagem neonatal, como o ecocardiograma (solicitado se houver alterações no teste do coraçãozinho).
Por fim, vale mencionar o Teste Pré-Natal Não Invasivo (NIPT). Ele também é um teste de triagem, mas é feito no pré-natal – ou seja, ainda durante a gravidez. Trata-se de um exame que, a partir de uma amostra de sangue da gestante, avalia se há alto ou baixo risco de o bebê ser portador de alterações cromossômicas associadas à síndrome de Down, à síndrome de Edwards, à síndrome de Patau, entre outras.