Pré-natal: quais exames a gestante deve fazer e por que isso é importante?
A primeira consulta deve ocorrer assim que existir a suspeita ou o diagnóstico de gestação
O pré-natal é um período importante de acompanhamento da gestante para garantir que mãe e bebê estejam saudáveis até a hora do parto. De acordo com uma pesquisa da Fiocruz, mulheres que não fazem o acompanhamento podem ter um risco de até 47% de ter um bebê com anomalias que poderiam ser evitadas, caso tivessem sido detectadas antes do nascimento. Confira a seguir mais informações e saiba quais exames são necessários nesse período.
Neste artigo, você vai ler:
Pré-natal: o que é?
O pré-natal é composto por uma série de consultas médicas que tem como objetivo proteger e promover a saúde da mãe e do bebê para que este nasça nas melhores condições possíveis.
O acompanhamento também prepara a mãe para o parto e a amamentação, além de identificar condições que possam exigir cuidados especiais no parto ou nos cuidados neonatais.
Quando iniciar o acompanhamento pré-natal?
A primeira consulta do pré-natal deve ocorrer assim que existir a suspeita ou o diagnóstico de gestação. Em um mundo ideal, no entanto, a primeira consulta deveria ocorrer antes da gestação, a chamada “consulta pré-concepcional”, para que os futuros papais e o médico possam falar sobre cuidados e checar se a saúde de ambos está dentro do esperado.
Qual a importância do pré-natal?
O acompanhamento pré-natal é fundamental para a saúde da mãe e do bebê, já que permite prevenir, detectar precocemente e até mesmo tratar doenças, como hipertensão, diabetes e infecções.
Além disso, os exames permitem o acompanhamento do desenvolvimento fetal, além de orientar a gestante sobre nutrição, hábitos de vida, preparos e cuidados para o parto e cuidados com o bebê e a amamentação.
No geral, é um acompanhamento que garante o bem-estar físico e emocional da mulher, preparando-a para a maternidade.
Principais tipos de exames
O médico pode pedir uma série de exames já a partir da primeira consulta do pré-natal. Os principais têm o objetivo de rastrear problemas que prejudiquem mãe e bebê, como anemia e diabetes gestacional.
Doenças infecciosas que podem ser transmitidas da mãe para o bebê também são pesquisadas com exames, como citomegalovírus, toxoplasmose, sífilis e rubéola (transmitidas na gestação), HIV, hepatite B e hepatite C (estas, podem ser transmitidas durante o parto).
Outros exames também podem ser solicitados durante o pré-natal. Confira alguns deles:
Ultrassom morfológico
O ultrassom morfológico é um exame de imagem avançado em que é feita uma avaliação minuciosa do bebê pelo médico especialista em medicina fetal. Ele oferece uma visão detalhada da saúde de mãe e do bebê e permite identificar uma série de complicações que podem ocorrer na gestação.
O ultrassom morfológico envolve uma série de medidas e visões específicas do bebê que são comparadas com o padrão esperado de desenvolvimento para aquela idade gestacional, permitindo descartar uma série de malformações e ainda avaliar o risco de algumas condições genéticas.
Pelo menos dois ultrassons morfológicos são indicados na gestação: o morfológico de primeiro trimestre e o de segundo trimestre. O primeiro idealmente deve ser realizado em uma fase bem específica da gestação, com 12 semanas (de 12 semanas e 0 dias a 12 semanas e 6 dias). Já o morfológico de segundo trimestre pode ser realizado entre 20 e 24 semanas.
Por fim, existe ainda o ultrassom morfológico de terceiro trimestre que, quando indicado, geralmente é realizado entre 26 e 32 semanas.
Ultrassom obstétrico
O ultrassom obstétrico é um exame de imagem que serve para acompanhar o bebê e também as características da gestante ao longo da gravidez. Ele pode ser solicitado durante a gravidez inteira.
No início da gravidez, entre a 6ª e a 12ª semana, o acompanhamento também pode ser feito por meio do ultrassom transvaginal.
O primeiro ultrassom realizado pela gestante tem como um dos objetivos principais a detecção de um ou mais bebês, além da idade correta da gestação.
Exames de sangue
Os exames de sangue feitos no pré-natal incluem:
- Hemograma;
- Tipagem sanguínea e Fator Rh;
- Glicemia;
- Sorologias (para doenças como HIV, Hepatite B, Sífilis, Rubéola, Toxoplasmose, Citomegalovírus).
Além desses, o médico pode pedir ainda dosagem de hormônios, teste de tolerância à glicose, entre outros, conforme julgar necessário para acompanhar melhor a saúde da gestante.
Exames complementares
NIPT
O NIPT (do inglês, “Non-Invasive Prenatal Testing”) é um exame de rastreio genético, não-invasivo, feito por meio de uma coleta de sangue da mãe e que analisa o DNA fetal e possíveis alterações genéticas para certas síndromes já conhecidas. Geralmente é indicado a partir da 9ª semana.
O NIPT tradicional é recomendado quando há risco ou probabilidade de existirem problemas no número de cromossomos do bebê, como Síndrome de Down. Existe também o NIPT ampliado, que avalia adicionalmente algumas condições genéticas mais raras.
O NIPT ainda não é coberto pelos convênios ou pelo SUS (sistema único de saúde). Por isso, nem todas as pacientes conseguem realizar esse exame. Alguns médicos o indicam para todas as gestantes, enquanto outros indicam apenas em casos mais específicos, como nas gestantes com mais de 35 anos ou naquelas que tem algum achado ultrassonográfico importante.
Sexagem Fetal
A sexagem fetal também é um exame não-invasivo, realizado por meio de uma amostra de sangue da mãe. Essa amostra é utilizada para buscar a fração do DNA fetal circulante e verificar a presença ou ausência do cromossomo Y.
Se ele for encontrado na amostra, o bebê é do sexo masculino e se ele não for encontrado o bebê será do sexo feminino. O exame é recomendado a partir de 8 semanas completas de gestação.
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