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    Rinite: conheça os tipos e tratamento

    Rinite é um quadro respiratório provocado pela inflamação da mucosa nasal. Ela pode causar espirros constantes, coceira no nariz e muita coriza.

    Por Danielle SanchesPublicado em 30/06/2023, às 16:23 - Atualizado em 20/01/2026, às 17:43

    rinite

     

    Rinite é o nome de um quadro respiratório que provoca uma inflamação na mucosa nasal. Como resultado disso, o nariz fica irritado e o indivíduo pode sentir coceira, espirrar com frequência e ainda apresentar bastante coriza.  

    A rinite pode ocorrer tanto pela ação de vírus (no caso dos resfriados) como por uma reação alérgica a determinados fatores – os mais conhecidos são ácaros e poeira, mas existem outros.  

    Siga a leitura para entender mais sobre o que é essa doença e como ela pode ser tratada.  

    O que é rinite? 

    A rinite é uma inflamação da mucosa (tecido que funciona como revestimento interno) do nariz, podendo ser causada por alergia ou não.

    Quais são os tipos de rinite? 

    A rinite é uma doença que pode ser aguda ou infecciosa, geralmente quando é provocada por algum vírus (o famoso resfriado) ou ainda pode ter causas alérgicas e se tornar crônica.  

    Veja a seguir os principais tipos do problema.  

    Rinite alérgica 

    É provocada quando alguma partícula estranha ao corpo é inalada, gerando uma reação do sistema imunológico. Essas partículas são chamadas de alérgenos e incluem poeira, fungos, ácaros e pelos de animais, entre outros. 

    Rinite crônica 

    A rinite crônica ocorre quando os sintomas da doença duram por mais de 3 meses – ou seja, o paciente nunca se recupera totalmente da inflamação e segue apresentando coriza e nariz entupido, entre outros sinais.  

    Geralmente, a rinite crônica é uma forma grave da rinite alérgica e ocorre quando o paciente está exposto com frequência ao alérgeno que causa o problema.  

    Rinite aguda 

    Também chamada de infecciosa, a rinite aguda é a inflamação da mucosa nasal provocada por vírus ou bactérias — ou seja, uma infecção respiratória comum, como ocorre quando estamos resfriados, por exemplo.  

    Costuma ser um quadro autolimitado, ou seja, evolui de forma positiva sozinho e pode durar entre 7 e 10 dias.  

    Qual é a diferença entre rinite e sinusite? 

    Embora tenha sintomas parecidos, rinite e sinusite são quadros respiratórios diferentes.  

    No caso da rinite, como dissemos, ela é uma inflamação que ocorre na mucosa do nariz e pode ser causada por fatores alérgicos ou pela presença de vírus e bactérias.  

    Por outro lado, a sinusite é uma inflamação que ocorre nas cavidades paranasais, também chamadas de “seios da face” (localizados nas bochechas, entre os olhos e logo acima deles). Ela também pode ser provocada pela ação de vírus ou bactérias. 

    Nos dois casos, os quadros podem ser agudos ou crônicos, o que exige tratamento prolongado. 

    Quais são os sintomas de rinite? 

    Os sintomas mais comuns da rinite são:  

    • Obstrução nasal (nariz entupido); 
    • Espirros frequentes; 
    • Coceira no nariz e nos olhos; 
    • Lacrimejamento; 
    • Coriza de cor clara e em grande quantidade; 
    • Coceira na garganta e no céu da boca; 
    • Voz anasalada. 

    Em casos mais graves ou quando o problema se torna crônico, a rinite também pode provocar perda de paladar, rouquidão e até sangramento nasal.  

    Como é feito o diagnóstico? 

    O diagnóstico da rinite é feito por meio da observação dos sintomas, avaliação do histórico familiar e de vida do paciente e ainda pela observação da mucosa nasal por meio de um exame chamado rinoscopia nasal. 

    Outros exames complementares podem ser necessários para confirmar o diagnóstico como a nasofibroscopia ou endoscopia nasal – procedimento em que o otorrino consegue inspecionar de forma mais detalhada a mucosa respiratória.  

    Já os testes de contato na pele ou exames de sangue podem auxiliar na detecção de alergias específicas. 

    O diagnóstico da rinite é feito usualmente pelo otorrinolaringologista ou pelo alergologista.

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    Como é o tratamento para rinite? 

    No caso da rinite aguda, o quadro costuma evoluir de forma positiva sem grandes problemas em até 10 dias.  

    Já as rinites alérgicas e crônicas não têm cura, mas podem ter seus sintomas controlados para reduzir o incômodo e melhorar a qualidade de vida do indivíduo.  

    Pode-se, por exemplo, fazer uso de corticoides em spray de uso nasal e medicamentos anti-histamínicos (também conhecidos como antialérgicos) para reduzir a congestão nasal, as crises de espirro e a coriza. Eles, no entanto, só devem ser usados sob orientação médica.  

    Outro recurso possível é usar as vacinas antialérgicas para reduzir a sensibilidade do paciente aos gatilhos da rinite e reduzir as crises. 

    Como prevenir a rinite? 

    As rinites crônica e alérgica não têm cura, mas as crises podem ser prevenidas com medidas como:  

    • Lavar o nariz com soro fisiológico para aliviar o entupimento e a irritação da mucosa; 
    • Evitar entrar em contato com poeira, pólen, ácaros, produtos químicos com cheiro forte, perfumes, fungos ou qualquer outro gatilho conhecido para o problema; 
    • Manter a casa sempre limpa e arejada para evitar o acúmulo de ácaros e poeira; 
    • Usar máscara ao limpar a casa ou ambientes com acúmulo de sujeira; 
    • Evitar o uso de cortinas, carpetes, tapetes, almofadas e outros objetos que acumulem poeira e sejam difíceis de higienizar; 
    • Manter um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e não fumar; 
    • Tomar bastante água, especialmente ao passar muito tempo em ambientes com ar-condicionado. 

    Qual médico trata rinite? 

    Nos casos das rinites aguda ou crônica, elas podem ser diagnosticadas e tratadas pelo médico otorrinolaringologista, especializado em analisar nariz, boca e garganta.  

    Já para os casos de rinite alérgica, além dele, o alergista ou alergologista também podem realizar o acompanhamento para tratamento.  

     

     

    Fonte: Rafael Monaco Raposo, otorrinolaringologista dos hospitais Santa Paula e Nove de Julho (SP); Ministério da Saúde. 

     

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