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    Casos de Síndrome Respiratória voltam a crescer

    Adultos correspondem a maioria dos casos, mas número de crianças também é alto

    Por Raquel RibeiroPublicado em 26/05/2022, às 20:51 - Atualizado em 25/05/2023, às 14:03
    Foto: Shutterstock

    Dificuldade para respirar, saturação abaixo de 95% ou piora de doença respiratória de base, além de sintomas gripais como febre, tosse, coriza e dor de garganta. Esse é um quadro típico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e dados recentes indicam um aumento dos casos de SRAG em adultos dos mais diversos estados brasileiros.

    De acordo com o Boletim InfoGripe realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o número de casos de SRAG aumentou na população adulta em vários estados no último mês. Até o dia 2 de maio, as estimativas apontavam para cerca de 4,7 mil casos. Desse total, em torno de 2,3 mil são crianças de 0 a 4 anos, grupo que era o mais afetado até março deste ano até ser superado pela população adulta.

    A combinação desses dados pode ser reflexo das baixas temperaturas e da chegada do inverno, além da influência de outros tipos de vírus em circulação, como o da Influenza e o da Covid-19, por exemplo.

    Síndrome Gripal (SG) x Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

    É importante saber diferenciar os sintomas da Síndrome Gripal (SG) e da SRAG. Nos casos de SG, os indivíduos podem sentir febre, calafrios, dor de garganta e cabeça, tosse e coriza. Nas crianças, além desses, o nariz pode entupir e nos idosos irá depender do estágio, mas poderão apresentar confusão mental, sonolência excessiva e irritabilidade.

    Já as pessoas com SRAG, além dos sintomas gripais, apresentam dores no peito, baixa quantidade de oxigenação no sangue, além de desconforto para respirar ou respiração acelerada. 

    Caso apresente algum sinal ou sintoma da SRAG, a recomendação é que você vá até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou ao pronto-socorro mais próximo da sua região.

    A seguir, você confere 8 passos para se proteger contra a SRAG.

    1.Vacinar-se contra a gripe e a covid-19

    Estar em dia com a sua vacinação é uma forma eficaz para se proteger de doenças e das mais variadas formas de contágio.  Portanto, vacinar-se contra a gripe e a covid-19 ajuda a diminuir a circulação do vírus no país, reduzir as taxas de contágio e internações.

    + LEIA TAMBÉM: Calendário de vacinação: veja qual vacina tomar de acordo com a sua idade

    2.Usar máscara de proteção

    A máscara de proteção não chegou em nossas vidas à toa. Para a síndrome respiratória aguda grave ela também cumpre o seu papel de evitar a transmissão via gotículas, juntamente com as outras formas de prevenção.

     3. Cobrir o nariz e boca ao tossir

    É aconselhável que esteja de máscara neste momento. Mas, caso esteja sem, é essencial que cubra o nariz e a boca ao tossir. Outra opção é utilizar a parte interna do cotovelo, flexionando o braço para perto da orelha e cobrir o rosto.

    4. Evitar aglomerações

    Evitar aglomerações também é uma forma eficiente de diminuir os riscos de infecção e transmissão, uma vez que, quanto maior o número de pessoas em um local, maiores as chances de alguém transmitir para as demais.

    5. Higienizar as mãos regularmente

    Especialmente com água e sabão. Afinal, é por meio das mãos que os germes podem ser transmitidos quando tocamos nossos olhos, nariz ou boca com as mãos sujas. Álcool em gel também é uma boa alternativa para ter em bolsas ou mochilas.

    6. Evitar lugares fechados

    Os locais fechados são sinônimos de pouca ou nenhuma ventilação natural. Por isso, se possível, evite-os. No entanto, caso tenha que ir, reduza o tempo de permanência no local. Além disso, como dito, use máscaras de proteção.

    7. Manter ambientes ventilados

    O ar precisa circular! Por isso, é preciso manter as janelas e/ou portas abertas. Essa medida permite a renovação do ar e, consequentemente, um ambiente menos propício ao contágio de uma síndrome respiratória.

    8. Estar atento aos sinais e sintomas

    A SRAG pode apresentar sintomas semelhantes à síndrome gripal. Por isso, é preciso estar atento à evolução dos sintomas, uma vez que a SG pode evoluir para a SRAG.

    Fonte: Sumire Sakabe, infectologista do Hospital 9 de Julho.

    Referência: Ministério da Saúde

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