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    TDI: entenda o Transtorno dissociativo de identidade

    Conheça mais sobre essa condição que afeta a identidade e a memória do indivíduo

    Por Danielle SanchesPublicado em 30/10/2023, às 14:13 - Atualizado em 11/04/2024, às 18:30

    TDI

    Chamado no passado de Transtorno de Personalidade Múltipla, o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) é um distúrbio mental bastante complexo em que há a presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade que assumem o controle do comportamento da pessoa.  

    Continue a leitura para entender mais sobre essa condição e como ela é diagnosticada.   

    O que é Transtorno dissociativo de identidade? 

    O TDI é caracterizado pela presença de duas ou mais identidades distintas, chamadas de “alters“, que controlam o comportamento da pessoa de forma recorrente e alternada.  

    Essas mudanças na identidade são frequentemente acompanhadas por perda de memória e não são causadas por uso de drogas, trauma ou outras condições médicas. 

    É uma condição complexa e que pode ser difícil de ser compreendida. Pacientes com TDI podem ter diferentes identidades ou personalidades, cada uma com suas próprias memórias, preferências e comportamentos. 

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    Quais são as causas de TDI? 

    A causa do TDI ainda não é totalmente conhecida. No entanto, acredita-se que o quadro esteja atrelado a uma combinação de fatores, incluindo: 

    • Trauma: o TDI é mais comum em pessoas que sofreram trauma na infância, como abuso físico, sexual ou emocional (em uma espécie de defesa da mente ao tentar lidar com essas experiências dolorosas); 
    • Traumas causados por grandes eventos (como guerras, por exemplo); 
    • Convulsões não epiléticas.

    Quais são os sintomas de TDI? 

    Para ocorrer, o diagnóstico do transtorno dissociativo de identidade precisa preencher alguns critérios específicos, ou seja, o paciente precisa apresentar alguns sintomas, como: 

    • Ruptura de personalidade: a pessoa pode ter dificuldade em se identificar com sua própria personalidade (aquela estabelecida primeiramente há mais tempo) ou pode sentir que não é a mesma pessoa o tempo todo, em um estado descrito em algumas culturas como “possessão”; 
    • Alterações na memória: a pessoa pode ter lacunas na memória ou pode ter memórias de coisas que nunca aconteceram;
    • Alterações na consciência: a pessoa pode sentir que está fora de seu corpo ou que está observando a si mesmo de fora;
    • Alterações no comportamento: a pessoa pode apresentar comportamentos que não são típicos dela, como agressividade ou automutilação. 

    É importante dizer que esse tipo de perturbação não pode estar ligada ou ocorrer dentro de um contexto de prática religiosa ou serem atribuídas aos efeitos de substâncias que causam alteração de consciência.   

    Como é feito o diagnóstico? 

    O diagnóstico do TDI é feito por um psiquiatra. O profissional realiza uma avaliação clínica minuciosa, que inclui entrevistas com familiares e amigos que presenciaram os eventos dissociativos, análise de histórico médico e psicossocial, para determinar se os sintomas se encaixam nos critérios do TDI. 

    Também é importante realizar um acompanhamento prolongado para ter certeza absoluta de que os episódios dissociativos são, de fato, causados por esse tipo de transtorno.  

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    Qual especialista procurar? 

    Para o tratamento do TDI, é recomendável procurar um psiquiatra ou psicólogo com experiência em transtornos dissociativos e trauma.  

    Como é feito o tratamento para transtorno dissociativo de identidade? 

    O tratamento para TDI é focado em ajudar a pessoa a lidar com o trauma subjacente e a integrar suas diferentes identidades. Isso pode incluir:  

    • Medicamentos: usados para controlar sintomas de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, entre outros.  
    • Terapia com psicólogo: ajuda a pessoa a entender sua condição, lidar com os gatilhos de seu trauma e integrar suas diferentes identidades. 

    Como familiares e amigos podem ajudar uma pessoa com TDI? 

    Familiares e amigos podem oferecer apoio sendo compreensivos, pacientes e encorajadores, além de evitar o confronto direto e abrir um canal de diálogo e acolhimento para o indivíduo com esse transtorno. 

    Outro ponto importante é conscientizar a pessoa desses eventos dissociativos, já que é comum que o paciente não se lembre deles. Em alguns casos, pode ser importante filmar essas ocorrências para mostrar depois, reforçando a necessidade de buscar ajuda especializada.  

    Por fim, educar-se sobre a condição, participar de sessões de terapia quando apropriado e criar um ambiente seguro para o paciente são maneiras eficazes de ajudar alguém com TDI a gerenciar sua condição. 

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    Fonte: Dr. Nikolas Heine, médico psiquiatra do Hospital Nove de Julho (SP). 

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