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    Estresse pós-traumático: como identificar e tratar o transtorno 

    Após evento traumático, surgem manifestações físicas e psíquicas que interferem na qualidade de vida da pessoa

    Por Samantha CerquetaniPublicado em 16/08/2023, às 09:00 - Atualizado em 11/04/2024, às 19:05

    Estresse pós-traumático

    O transtorno do estresse pós-traumático é definido como um sofrimento psíquico que provoca ansiedade e sintomas desagradáveis em pessoas que foram expostas a uma experiência traumática. 

    Os sintomas manifestam-se em qualquer faixa de idade e levam meses ou anos para surgir, variando também na gravidade.   

    Muitas vezes, o indivíduo precisa de tratamento e acompanhamento médico para lidar com a situação e ter mais qualidade de vida.  

    A seguir, veja as causas do estresse pós-traumático, os principais sintomas e como é o tratamento.    

    O que é o estresse pós-traumático?  

    O transtorno do estresse pós-traumático é um distúrbio de ansiedade que se manifesta após a pessoa ter vivenciado situações de violência e/ ou traumáticas.   

    De forma geral, pode ocorrer após abusos, acidentes ou qualquer experiência traumática que tenha colocado a sua vida em risco (ou de terceiros) ou provocado medo excessivo.  

    Geralmente, causa manifestações físicas e psíquicas interferindo diretamente na qualidade de vida da pessoa. Podem surgir lembranças recorrentes do evento traumático por vários meses ou anos.   

    Muitas vezes, ao recordar o episódio traumático, a pessoa revive as emoções negativas e a sensação de dor e sofrimento novamente. Essa recordação desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.   

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    Quais são os sintomas de estresse pós-traumático?   

    Os sintomas manifestam-se em qualquer faixa de idade e levam meses ou anos para surgir, variando também na gravidade.    

    Entre os principais sintomas do transtorno de estresse pós-traumático, estão:  

    • Reexperiência do trauma: envolve pesadelos, pensamentos intrusivos e reações a gatilhos que levam ao evento traumático;  
    • Esquiva: a pessoa evita lembranças, sentimentos e pensamentos relacionados ao trauma;   
    • Alterações de humor: sentimento de culpa, tristeza ou falta de interesse em atividades que davam prazer anteriormente;   
    • Isolamento social e dificuldade de concentração;   
    • Sintomas físicos, como taquicardia, sudorese, tontura e dor de cabeça;   
    • Hipervigilância, ou seja, estado de alerta constante, com dificuldade para dormir, irritabilidade e reação exagerada aos sustos. 

    Como diagnosticar o estresse pós-traumático?  

    O diagnóstico do transtorno do estresse pós-traumático é realizado de acordo com os critérios do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição). 

    O indivíduo precisa apresentar sintomas específicos e persistentes que durem pelo menos um mês e afetem significativamente a sua vida.  

    Inicialmente, o profissional de saúde precisa identificar o evento traumático e quais sintomas surgiram depois dele. Então, leva em conta se são compatíveis com o transtorno do estresse pós-traumático. 

    O médico também verifica se os sintomas poderiam ter sido causados pelo uso de um medicamento ou outro transtorno. 

    Quanto tempo pode durar?  

    A duração do estresse pós-traumático varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos, duram dias ou semanas, mas os sintomas podem permanecer por anos.  

    É importante ressaltar que nem sempre os sintomas aparecem logo após o evento traumático e podem levar meses ou anos para se manifestar.   

    Como é feito o tratamento do transtorno de estresse pós-traumático?  

    O tratamento envolve diversas abordagens terapêuticas. Muitas vezes, o indivíduo necessita de apoio psicológico e terapia comportamental para lidar melhor com suas emoções. 

    As técnicas de controle do estresse, como respiração e relaxamento, são importantes e ajudam a reduzir e controlar a ansiedade. 

    Há ainda a terapia de exposição, no qual o terapeuta solicita que a pessoa com estresse pós-traumático imagine estar nas situações associadas ao trauma anterior. Com técnicas específicas, o indivíduo é orientado a lidar melhor com o medo, angústia e ansiedade que o agente agressor causou.  

    Por fim, em alguns casos, indica-se o uso de medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos, para controlar sintomas de depressão, ansiedade e distúrbios do sono.   

    Como e quando procurar ajuda?  

    Quem sofreu um trauma ou vivenciou uma situação difícil, precisa se atentar aos sintomas de transtorno de estresse pós-traumático e se eles estão prejudicando a rotina.   

    De forma geral, quanto antes a pessoa buscar ajuda, maiores serão as chances de uma recuperação.   

    Especialistas como psicólogos e psiquiatras são capacitados para diagnosticar o estresse pós-traumático e indicar o melhor tratamento.

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     Fonte: Dra. Lívia Beraldo, psiquiatra do Hospital Nove de Julho (SP) 

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