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    Hipocondria: condição pode prejudicar atividades cotidianas

    Diagnóstico e tratamento são feitos por médicos psiquiatras

    Fonte: Dr. Nikolas HeineMédico psiquiatraPublicado em 19/01/2024, às 17:52 - Atualizado em 22/01/2024, às 11:08

    Hipocondria

    Estar atento aos sinais do corpo e ir a consultas médicas regularmente é considerado algo normal. Algo desejável, na verdade: essas são medidas importantes para cuidar da saúde. No entanto, a preocupação excessiva com sintomas e doenças pode ser um indício de um quadro popularmente chamado de hipocondria. 

    O que é hipocondria?  

    A hipocondria pode ser entendida como uma condição psiquiátrica caracterizada, sobretudo, por uma preocupação frequente com o possível desenvolvimento de doenças. Pessoas com esse quadro têm uma grande sensação de insegurança relacionada à saúde. 

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    A preocupação e a insegurança são tão intensas que chegam a causar sofrimento aos indivíduos, motivando-os a procurar assistência médica constantemente para investigar eventuais doenças.  

    É comum que os pacientes desconfiem das avaliações médicas ou fiquem ainda mais preocupados com as informações obtidas a partir de exames e, assim, busquem outros profissionais além dos já consultados. 

    Vale dizer que o termo hipocondria, apesar de ainda ser utilizado pelo público leigo, não é mais empregado por especialistas. 

    A condição que antes era chamada de hipocondria se enquadra, atualmente, no grupo de “transtorno de sintomas somáticos e transtornos relacionados”, de acordo com a classificação do DSM-5 (5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais). 

    Quais são os sintomas de hipocondria?  

    Essa condição psiquiátrica é marcada pela preocupação excessiva com sintomas do corpo e pela consequente perturbação da vida diária. 

    Os pacientes podem apresentar, por exemplo: 

    • Pensamentos desproporcionais e catastróficos acerca da gravidade de sintomas; 
    • Ansiedade; 
    • Preocupação em ter ou contrair uma doença mesmo quando não há sintomas; 
    • Aversão ao contato com pessoas doentes ou à proximidade com hospitais; 
    • Necessidade de procurar atendimento médico frequentemente para afastar possíveis doenças. 

    O que pode tornar uma pessoa hipocondríaca?  

    Normalmente, transtornos de sintomas somáticos e transtornos relacionados se desenvolvem de maneira gradual e lenta, não havendo um único fator responsável pelo seu surgimento. 

    Porém, é possível que determinadas situações contribuam para desencadear esses quadros psiquiátricos. Casos de familiares doentes, por exemplo, podem despertar uma preocupação excessiva com sintomas em algumas pessoas. 

    Quando procurar ajuda?  

    É fundamental procurar ajuda especializada nos casos em que a preocupação com sintomas gera disfunções nas atividades cotidianas. Ou seja, quando surgem prejuízos na vida da pessoa. 

    Esses problemas podem aparecer em diferentes áreas: laboral, social, familiar, conjugal, de autocuidado, entre outras. Não conseguir ir ao trabalho e deixar de encontrar amigos são exemplos de disfunções apresentadas pelos pacientes. 

    Como é feito o diagnóstico?  

    O diagnóstico de transtornos de sintomas somáticos e transtornos relacionados é realizado por um psiquiatra, com o auxílio de outros médicos. 

    Por exemplo, se um paciente apresenta queixas relativas ao coração, é preciso que haja a avaliação de um cardiologista. Assim, pode-se descartar a presença de alguma doença neste órgão. Se necessário, o procedimento também é feito com mais especialidades médicas. 

    Uma vez afastadas as doenças de outras áreas, o psiquiatra conduz uma análise criteriosa, geralmente com base nas diretrizes do DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). 

    Qual especialista pode tratar a hipocondria?  

    O especialista responsável por tratar transtornos de sintomas somáticos e transtornos relacionados é o psiquiatra. 

    Esse profissional pode fornecer orientações comportamentais ao paciente e também aconselhar familiares e outros médicos quanto à maneira mais adequada de lidar com o indivíduo. 

    Além disso, o psiquiatra pode introduzir medicações e recomendar o acompanhamento psicoterápico (que, em vários casos, se dá pela terapia cognitivo-comportamental). 

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