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    Colesterol ruim em excesso prejudica a saúde cardiovascular; saiba como controlá-lo

    O chamado colesterol ruim tem uma função relevante no organismo. Mas, em excesso, ele favorece a ocorrência de doenças cardiovasculares.

    Fonte: Dr. Carlos SuaideCardiologistaPublicado em 11/02/2026, às 10:28 - Atualizado em 11/02/2026, às 10:29

     

    O chamado colesterol ruim, também conhecido como LDL (lipoproteína de baixa densidade), é um tipo de colesterol que pode se acumular nas paredes das artérias, levando a quadros graves como doenças cardíacas e derrames.

    Embora o colesterol seja essencial para diversas funções do corpo, níveis elevados de LDL podem causar entupimento dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de complicações cardiovasculares. Entender como controlar os níveis de colesterol ruim é fundamental para manter o coração saudável e prevenir doenças.

    O que é colesterol?

    O colesterol é uma gordura que participa de diversos processos do organismo humano, sendo importante para a constituição das membranas das células e para a produção de vitaminas (principalmente a D), ácidos biliares (que atuam na digestão) e hormônios.

    Mas, para contribuir para o bom funcionamento do corpo, o colesterol deve estar presente na quantidade adequada. Níveis muito elevados podem ser prejudiciais à saúde.

    Também vale dizer que, para cumprir suas funções, o colesterol precisa ser transportado no organismo por lipoproteínas. Isso é feito pela lipoproteína de alta densidade (HDL ou high density lipoprotein, em inglês) e pela lipoproteína de baixa densidade (LDL ou low density lipoprotein, em inglês).

    Qual é o colesterol ruim e por que ele leva esse nome?

    colesterol LDL também é conhecido como colesterol ruim. Apesar de ter uma conotação negativa, essa substância desempenha um papel relevante: levar o colesterol às células.

    O problema é que, quando em excesso, o colesterol LDL se deposita nas paredes das artérias. Esse acúmulo, por sua vez, pode resultar no entupimento dos vasos sanguíneos, agravando ou favorecendo o surgimento de doenças cardiovasculares.

    Qual tipo de colesterol é considerado bom?

    O colesterol HDL também é chamado de colesterol bom. A principal tarefa dele é transportar o colesterol das artérias e outros tecidos de volta para o fígado, onde tal substância é metabolizada para, posteriormente, ser eliminada.

    Colesterol ruim alto: quais são os riscos?

    Níveis elevados de colesterol ruim são considerados um grande fator de risco para a saúde cardiovascular, pois estão associados ao acúmulo de gordura nas artérias – o que pode obstruir a circulação sanguínea. Esse risco aumenta ainda mais se o indivíduo apresentar hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo e/ou obesidade.

    Entre as possíveis complicações do colesterol ruim alto, estão:

    • Doenças arteriais;
    • Acidente vascular cerebral (AVC).

    Sintomas de colesterol ruim alto

    O colesterol alto, de forma geral, não causa sintomas específicos. Por esse motivo, é fundamental adotar medidas para controlar os níveis de colesterol e consultar um médico periodicamente para monitorar tais índices.

    Qual médico devo procurar?

    O cardiologista é o médico que costuma avaliar as taxas de colesterol de um indivíduo. Mas outros especialistas, como o clínico geral e o endocrinologista, também estão aptos a diagnosticar casos de colesterol alto.

    Quais exames são indicados para acompanhar os níveis de colesterol?

    Os níveis de colesterol podem ser acompanhados por exames de sangue. O mais utilizado é a dosagem de colesterol total e frações, que informa a quantidade de colesterol total, HDL, LDL e VLDL (frações do colesterol).

    Outro exame útil é o perfil lipídico (ou lipidograma), que fornece os valores de HDL, LDL, VLDL, colesterol não HDL, colesterol total e triglicerídeos.

    As taxas adequadas de colesterol variam de acordo com o risco cardiovascular de cada pessoa. Esse risco é calculado pelo cardiologista de maneira individual, levando em consideração fatores como história familiar e doenças associadas (como diabetes e hipertensão).

    A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda a manutenção dos seguintes parâmetros:

    • Colesterol total: abaixo de 190 mg/dl;
    • HDL: acima de 40 mg/dl;
    • LDL em pessoas com risco muito alto: abaixo de 50 mg/dl;
    • LDL em pessoas com risco alto: abaixo de 70 mg/dl;
    • LDL em pessoas com risco intermediário: abaixo de 100 mg/dl;
    • LDL em pessoas com risco baixo: abaixo de 130 mg/dl.

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    Formas de abaixar os níveis do colesterol ruim

    Entre as principais medidas que ajudam a controlar o colesterol, estão:

    • Praticar atividades físicas com frequência;
    • Não fumar;
    • Ter uma alimentação saudável.

    Quanto à alimentação, geralmente recomenda-se restringir o consumo de açúcar (sobretudo aquele encontrado em carboidratos simples), evitar gorduras saturadas de origem animal e gorduras trans e optar por gorduras monoinsaturadas e insaturadas.

    Cabe ressaltar, porém, que a maioria do colesterol é produzido pelo próprio organismo, sendo que cerca de 25% vêm da alimentação. Portanto, ter cuidado com a dieta é importante, mas é imprescindível adotar as demais medidas mencionadas para manter bons níveis de colesterol.

    Vale ressaltar aqui que nem sempre o estilo de vida saudável consegue controlar o colesterol, sendo necessário contar também com o auxílio de medicamentos prescritos por um médico. Essa pode ser a situação de indivíduos que já tiveram episódios de infarto ou AVC, que têm diagnóstico de alguma doença cardíaca ou ainda com fatores genéticos que aumentam a predisposição ao colesterol LDL alto.

    Fatores genéticos podem influenciar a forma como o corpo metaboliza o colesterol. Algumas pessoas herdam alterações genéticas que resultam em uma produção excessiva de colesterol LDL ou na incapacidade de removê-lo eficazmente do sangue, condição conhecida como hipercolesterolemia familiar. No caso destes indivíduos, a prevenção e o tratamento envolvem mudanças no estilo de vida e, muitas vezes, o uso de medicação.

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