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    Sintomas de AVC: quais são, como identificar e quando buscar atendimento médico

    Entenda quais são os primeiros sintomas de AVC, como identificar os sinais e quando buscar atendimento médico.

    Fonte: Dr. Marcus Tuliusmédico neurologistaPublicado em 11/02/2026, às 11:21 - Atualizado em 11/02/2026, às 11:22

     

    Os sintomas de AVC (acidente vascular cerebral) geralmente são percebidos rapidamente, já que o problema provoca alterações neurológicas súbitas — ou seja, a pessoa estava bem e, de repente, passa a apresentar sinais de que há algo errado, como dificuldade para falar e perda de força de um lado do corpo.

    Continue a leitura para saber mais sobre o que é AVC, os sintomas mais comuns e quando é hora de buscar o médico.

    O que é AVC?

    O AVC é uma sigla para “acidente vascular cerebral”. O problema ocorre quando há uma interrupção de fluxo sanguíneo para alguma parte do cérebro.

    Com isso, os neurônios deixam de receber oxigênio e acabam morrendo, gerando uma lesão cerebral. Em casos graves, ele também pode levar à morte.

    Quais são os tipos de AVC?

    Existem dois tipos de AVC:

    • Hemorrágico: popularmente conhecido como “derrame”, ocorre quando há o rompimento de um vaso que leva sangue ao cérebro, provocando uma hemorragia. É o tipo menos comum, correspondendo a até 20% dos casos.
    • Isquêmico: é o tipo mais comum e ocorre em até 80% dos casos. Aqui, um coágulo impede a passagem do sangue no vaso ou artéria cerebral, impedindo o fluxo para o órgão.

    Causas do AVC: quais são?

    A maioria dos AVCs são provocados por fatores de risco ou condições crônicas que elevam a chance de ocorrerem obstruções nas artérias. Os mais conhecidos são:

    • Hipertensão arterial;
    • Diabetes;
    • Colesterol alto;
    • Tabagismo;
    • Obesidade;
    • Sedentarismo;
    • Arritmias cardíacas;
    • Abuso de álcool, drogas e/ou alguns medicamentos.

    Outras causas menos frequentes para AVC são:

    • Ferimentos na cabeça ou no pescoço;
    • Distúrbios de coagulação do sangue;
    • Doenças das válvulas cardíacas;
    • Trombose venosa cerebral;
    • Ruptura de aneurisma cerebral;
    • Doença de Moyamoya;
    • Uso de anticoncepcional.

    Quais são os sintomas de AVC?

    Como falamos, o principal sinal de que um AVC está acontecendo é o surgimento súbito de sintomas neurológicos – ou seja, a pessoa estava bem e, de repente, passa a apresentar sinais que demonstrem alterações neurológicas.

    Os principais sinais e sintomas de AVC são:

    • Dor de cabeça intensa;
    • Diminuição de força de um lado do corpo;
    • Fala embolada;
    • Boca torta;
    • Visão dupla;
    • Perda de campo visual;
    • Vertigem ou tontura;
    • Perda de sensibilidade de um lado do corpo;
    • Confusão mental e desorientação.

    Sintomas de AVC em jovens: como começam?

    Os sintomas de AVC em jovens não diferem dos sintomas clássicos do problema. Mas é possível que ocorram sintomas menos específicos, como vômitos e desmaio.

    Sintomas de AVC em idosos: como identificar?

    A partir dos 55 anos, o risco para AVC aumenta consideravelmente. Entre indivíduos mais velhos, os sintomas mais comuns são:

    • Dor de cabeça súbita e intensa;
    • Fraqueza e perda de sensibilidade de um lado do corpo;
    • Dificuldade para falar e entender o que está sendo dito;
    • Dificuldade para enxergar.

    Como é a dor de cabeça do AVC?

    A dor de cabeça que ocorre durante o AVC surge de repente e é bastante forte. Ela também está associada a outros sintomas como confusão mental, sonolência e alterações motoras.

    Suspeita de AVC: o que fazer?

    Uma vez que esses sintomas ou sinais sejam percebidos em alguém, é fundamental buscar atendimento médico imediato. O socorro precoce é essencial para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas, além de aumentar as chances de uma boa recuperação em menor tempo.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do AVC é baseado na avaliação clínica, nos sintomas e sinais do paciente e por meio de exames de imagem, como a tomografia computadorizada e ressonância magnética. Dessa forma, o médico consegue avaliar a falta de fluxo sanguíneo no cérebro, a área afetada e o tipo de AVC (hemorrágico ou isquêmico).

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    Tratamento

    É importante ressaltar que existe tratamento para a fase aguda do AVC, ou seja, no momento em que o fluxo sanguíneo no cérebro está interrompido. Por isso, a busca por ajuda médica é tão importante.

    No caso do AVC isquêmico, pode-se usar medicamento ou procedimentos mecânicos para remover o coágulo e reestabelecer o envio de sangue para o cérebro.

    No AVC hemorrágico, pode ocorrer edema (inchaço) cerebral importante com necessidade de cirurgia para reduzir a pressão dentro do cérebro e para evitar danos cerebrais maiores.

    Com a falta de oxigenação em algumas áreas do cérebro, o AVC pode deixar sequelas como dificuldade de fala e de movimentação. A reabilitação desses pacientes é possível e ajuda a restabelecer a qualidade de vida e a autonomia das pessoas afetadas.

     

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