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    T3: qual a função desse hormônio?

    O hormônio tireoidiano é fundamental para o bom funcionamento de boa parte do nosso corpo

    Fonte: Dra. Laura GirãoMédica endocrinologista da DasaPublicado em 06/02/2024, às 11:18 - Atualizado em 06/02/2024, às 18:06

    t3

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    A tireoide produz os chamados hormônios tireoidianos, e um deles é o T3 é, que participa de uma série de processos do organismo, de funcionamento do cérebro e coração a funções digestivas. Confira a seguir como o T3 age no corpo e como a falta ou excesso desse hormônio pode prejudicar o bom funcionamento do organismo.

     

    O que é T3? 

    O T3 é um hormônio produzido pela tireoide, uma glândula localizada na parte frontal do pescoço.  Além do T3, a tireoide produz o hormônio T4, em maior quantidade que o T3.

    O T3 interfere em vários processos do organismo, como, por exemplo, a função muscular, desenvolvimento do cérebro e do coração, funções digestivas e taxa metabólica.  

    Qual é a diferença entre o hormônio T3 e o hormônio T4? 

    Os dois hormônios compõem os hormônios tireoidianos, porém são quimicamente diferentes. O hormônio T3, apesar de ser produzido em menor quantidade pela tireoide quando comparado ao T4, tem atividade celular mais potente. Ambos são responsáveis pelas ações dos hormônios tireoidianos em todo o organismo.  

    T3 baixo: quais são os sintomas? 

    Quando ocorre a redução na secreção dos hormônios tireoidianos, condição chamada de hipotireoidismo, pode ocorrer a redução de ambos os hormônios tireoidianos: T3 e T4.

    Habitualmente o status desses hormônios são concordantes: a baixa disponibilidade de T3 no organismo também se associa à baixa disponibilidade de T4. Quando isso ocorre, podem surgir sintomas em vários sistemas do corpo:  

    • Sistema nervoso: lentidão psíquica, letargia, sono excessivo, síndrome depressiva, déficit cognitivo 
    • Sistema muscular: fadiga, fraqueza muscular 
    • Sistema gastrintestinal: constipação 
    • Sistema gonadal: em mulheres pode ocorrer distúrbios menstruais, como amenorreia, dismenorreia, sangramento vaginal excessivo e infertilidade 
    • Pele: ressecamento, intolerância ao frio  

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    T3 alto: quais são os sintomas? 

    Quando ocorre o aumento na secreção dos hormônios tireoidianos, condição chamada de hipertireoidismo, pode ocorrer o aumento de ambos os hormônios tireoidianos: T3 e T4.

    Habitualmente o status desses hormônios são concordantes: a elevada disponibilidade de T3 no organismo também se associa à elevada disponibilidade de T4. Quando isso ocorre, podem surgir sintomas em vários sistemas do corpo:  

    • Sistema nervoso: nervosismo, dificuldade de concentração, agitação psíquica 
    • Sistema muscular: fraqueza muscular 
    • Sistema gastrintestinal: diarreia 
    • Sistema gonadal: em mulheres pode ocorrer distúrbios menstruais, como amenorreia, dismenorreia, sangramento vaginal excessivo e infertilidade 
    • Pele: afinamento da pele, que pode ficar também quente e úmida, além de intolerância ao calor

    Portanto, alguns sintomas mencionados anteriormente podem ocorrer tanto no hipo quanto no hipertireoidismo, sendo a dosagem dos hormônios tireoidianos fundamental para o diagnóstico. Além disso, a presença desses sintomas não significa necessariamente disfunção tireoidiana, podendo ocorrer em outras condições.

    Vale destacar que a dosagem do hormônio TSH (hormônio estimulador da tireoide) é a mais sensível na detecção das disfunções da tireoide, devendo ser o primeiro a ser solicitado para rastrear essas condições.

    Além disso, a dosagem do hormônio T4, tanto nas suas formas livre ou total, associada à dosagem do TSH, na maioria das vezes, já é suficiente para que se faça o adequado diagnóstico laboratorial das disfunções tireoidianas.

    Portanto, o hormônio T3 só deve ser solicitado em algumas condições bem particulares, não devendo ser solicitado de forma rotineira como check-up.  

    Como é feito o exame T3? 

    O hormônio T3 pode ser dosado em duas formas: T3 livre e T3 total.   

    T3 total 

    O T3 total constitui o hormônio tri-iodotironina acoplado nas chamadas proteínas transportadoras de hormônios tireoidianos. Essas proteínas têm a função de carregar os hormônios tireoidianos no sangue.    

    T3 livre 

    O T3 livre constitui o mesmo hormônio tri-iodotironina, só que livre no plasma (parte do sangue). 

    Vale lembrar que a maior parte dos hormônios tireiodianos circulam no sangue na sua forma ligada a essas proteínas carreadoras: menos de 0,5% do T3 circula na sua forma livre. E é a forma livre que é biologicamente mais ativa e está disponível para entrada e ação nas células de inúmeros sistemas do corpo.   

    Quais condições o exame T3 pode diagnosticar? 

    Como já dito anteriormente, o hormônio T3, nas suas formas livre ou total, só devem ser solicitados pelo médico em algumas situações bem peculiares. Na maioria das vezes, as dosagens dos hormônios TSH e T4 (livre ou total) são capazes de prover o adequado diagnóstico laboratorial da disfunção tireoidiana, seja o hipo ou o hipertireoidismo.  

    Qual médico procurar? 

    Na presença de alterações dos hormônios tireoidianos, o endocrinologista é o médico a ser procurado. Esse especialista fará a adequada correlação entre o achado anormal do exame laboratorial e o contexto clínico do paciente.

    Importante também ressaltar que nem toda alteração dos hormônios tireoidianos quer dizer disfunção tireoidiana: existem inúmeras situações que justificam essas alterações, e que não constituem alteração na glândula tireoide. 

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