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    Inchaço nas pernas: o que pode ser e quando procurar por um médico

    O acúmulo de líquidos nos membros inferiores, conhecido como edema, pode sinalizar um problema de circulação

    Fonte: Dr. Carlos RochitteCardiologistaPublicado em 15/05/2026, às 09:15 - Atualizado em 19/05/2026, às 16:07

    Inchaço nas Pernas

    Inchaço nas pernas ao final do dia é algo bem comum, especialmente quando passamos muito tempo em pé ou sentados. Na maioria das vezes, esse incômodo está ligado somente à gravidade e ao cansaço.  

    Mas, quando o inchaço persiste, é um sinal de que o corpo está retendo mais água do que deveria ou que o sangue está encontrando barreiras para retornar ao coração. E uma consulta médica se faz necessária.

    Inchaço nas pernas: o que pode indicar? 

    inchaço nas pernas acontece quando o líquido sai dos vasos sanguíneos e se acumula nos tecidos ao redor. Esse processo tem várias origens: 

    • Problemas circulatórios: as varizes e a insuficiência venosa dificultam o retorno do sangue, causando o acúmulo nas pernas. 
    • Insuficiência cardíaca: o coração não consegue bombear o sangue com força total, o que gera retenção de líquidos nos membros inferiores. 
    • Problemas renais ou hepáticos: quando os rins ou o fígado falham, o equilíbrio de proteínas e líquidos no sangue é rompido. 
    • Medicamentos: alguns remédios para pressão alta e pílulas anticoncepcionais favorecem o edema. 
    • Estilo de vida: o sedentarismo, o excesso de sal na dieta e o calor intenso são fatores que agravam o quadro. 

    Sintomas associados 

    É preciso observar se o inchaço vem acompanhado de outros desconfortos. A sensação de peso nas pernas e a marca das meias na pele são sinais típicos de retenção. E se tornam ainda mais evidentes se, ao pressionar a área inchada com o dedo, a marca permanecer por alguns segundos (o chamado sinal do cacifo). 

    Além disso, certos sintomas funcionam como alertas porque indicam alterações específicas no organismo: 

    • Alterações na cor e temperatura: se a região ficar avermelhada e quente, isso sinaliza um processo inflamatório ou um bloqueio no fluxo sanguíneo. 
    • Dificuldade respiratória: o cansaço ao fazer pequenos esforços indica que o líquido acumulado pode estar sobrecarregando a circulação central e os pulmões. 
    • Aspecto da pele: uma pele muito brilhante ou esticada mostra que o edema está em um nível avançado, pressionando as camadas externas do corpo. 
    • Mudanças na urina: a redução das idas ao banheiro sugere que o sistema de filtragem do corpo não está conseguindo eliminar o excesso de água. 

    Quando o inchaço nas pernas pode ser preocupante? 

    O quadro se torna preocupante e exige uma ida ao pronto-socorro se você notar: 

    • Inchaço unilateral e súbito: quando apenas uma das pernas aumenta de tamanho rapidamente, há um risco elevado de trombose, que exige tratamento imediato para evitar que o coágulo se desloque. 
    • Inchaço bilateral agudo com falta de ar: é sinal de alerta para insuficiência cardíaca descompensada. 
    • Dor torácica ou palpitações: se o inchaço nas pernas vier acompanhado de dor no peito, pode haver uma ligação com falhas no bombeamento do coração. 
    • Persistência ao acordar: o edema comum costuma melhorar após uma noite de sono. Se você acordar com as pernas tão inchadas quanto no dia anterior, a causa é sistêmica e precisa de investigação. 
    • Histórico de coagulação: pessoas com diagnóstico prévio de trombofilia devem encarar qualquer inchaço novo como um sinal de alerta máximo. 

    Qual médico procurar? 

    O angiologista ou o cirurgião vascular são os especialistas mais indicados para avaliar problemas de circulação e varizes. Se houver suspeita de que o inchaço venha do coração ou dos rins, o cardiologista ou o nefrologista devem ser consultados.  

    Um clínico geral também pode fazer a avaliação inicial e encaminhar para um especialista. 

    Exames indicados para detectar as causas para o inchaço nas pernas 

    No diagnóstico, que começa com a conversa e o exame físico, o médico pode solicitar um painel metabólico básico, testes de função hepática, função tireoidiana, peptídeo natriurético cerebral (BNP) e relação proteína/creatinina urinária. 

    Dentre os exames de imagem, ele pode solicitar o Ultrassom Doppler venoso, para avaliar o fluxo venoso e descartar trombose e o Ecocardiograma, se houver suspeita de que o coração está com dificuldade para bombear o sangue.

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    Formas de tratamento 

    Para casos ligados à circulação, medidas simples como o uso de meias de compressão, elevar as pernas ao descansar, fazer exercícios que movimentam a panturrilha e manter um peso saudável ajudam a reduzir o inchaço. 

    Se o gatilho for o excesso de sal ou sedentarismo, mudanças na dieta e hidratação adequada podem ajudar a resolver o problema. 

    Em situações mais complexas, como insuficiência cardíaca ou renal, o médico prescreverá medicamentos diuréticos para ajudar o corpo a eliminar o excesso de líquido.  

    Mas vale enfatizar que diuréticos não devem ser usados como primeira linha para edema de causa venosa (varizes, insuficiência venosa crônica), pois não tratam a causa subjacente. Eles devem ser usados apenas quando o inchaço for causado por problemas sistêmicos como insuficiência cardíaca, renal ou hepática.  

    Já se o inchaço for causado por varizes graves ou trombose, procedimentos cirúrgicos ou o uso de anticoagulantes podem ser necessários para restabelecer o fluxo sanguíneo seguro.

     

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