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    Plaquetas baixas: o que pode ser?

    A diminuição da quantidade de plaquetas no sangue pode interferir na coagulação sanguínea

    Por Samantha CerquetaniPublicado em 10/01/2024, às 15:05 - Atualizado em 17/01/2024, às 10:44

    Plaquetas baixas

    As plaquetas desempenham um papel fundamental no organismo e são essenciais para a coagulação sanguínea e prevenção de hemorragias. No entanto, algumas situações clínicas podem provocar uma condição chamada de plaquetas baixas  

    Geralmente, a redução do número de plaquetas no sangue é influenciada por diversas causas, que envolvem desde distúrbios da medula óssea até infecções virais.  A seguir, entenda os sintomas, como é feito o diagnóstico e o tratamento das plaquetas baixas.  

     

    O que são plaquetas?  

    As plaquetas são fragmentos celulares presentes no sangue. Produzidas pela medula óssea, elas contribuem com o processo de coagulação sanguínea e diminuem o risco de hemorragias.   

    Quando há um ferimento ou lesão nos vasos sanguíneos, as plaquetas ajudam a interromper o sangramento e atuam na cicatrização. Cabe a elas liberarem substâncias que auxiliam na contração dos vasos sanguíneos (vasoconstrição) e na formação de um coágulo. 

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    Plaquetas baixas: o que pode ser?  

    As plaquetas baixas ocorrem quando a contagem é inferior a 150.000 células/mm³ no sangue. A diminuição da quantidade de plaquetas também é conhecida como trombocitopenia ou plaquetopenia.   

    Entre as principais causas, estão:  

    Doenças da medula óssea  

    As plaquetas são produzidas na medula óssea. Portanto, quando surgem doenças que afetam a medula óssea há o risco de atrapalhar a produção ou função das plaquetas.   

    Entre as condições estão:   

    • Leucemia, que é um tipo de câncer que afeta as células do sangue.   
    • Mielodisplasia, ou seja, distúrbios na medula óssea que provocam uma produção anormal de células sanguíneas. Por isso, elas não amadurecem adequadamente e ocorre uma produção insuficiente de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.   
    • Aplasia medular, que ocorre quando a medula óssea não produz adequadamente células sanguíneas, incluindo plaquetas.

    Infecções virais  

    Em alguns casos, as infecções virais provocam uma diminuição do número de plaquetas no sangue. Isso ocorre porque há a destruição das células da medula óssea, incluindo as plaquetas.   

    Além disso, o sistema imunológico pode ser ativado de forma anormal, levando a uma resposta autoimune contra as plaquetas. Por fim, algumas infecções virais causam uma supressão temporária da medula óssea, o que resulta em plaquetas baixas.  

    Por exemplo, uma das complicações associadas à dengue é a diminuição do número de plaquetas no sangue. O vírus pode causar a destruição das plaquetas, reduzindo sua contagem. Além disso, pode afetar a medula óssea, local onde as plaquetas são produzidas, diminuindo assim a sua produção.  

    Por conta disso, é comum que, em pessoas com dengue, a contagem de plaquetas frequentemente seja monitorada pelos médicos. A maioria das pessoas com dengue se recupera espontaneamente. Porém, em casos de dengue com contagem de plaquetas muito baixas, podem ser necessárias transfusões de plaquetas. 

    Leia mais: Vacina da Dengue: conheça a vacina Qdenga 

    Uso de alguns remédios 

    Alguns fármacos, como heparina, anti-inflamatórios, anticonvulsivantes e anti-hipertensivos causam alguns efeitos colaterais, como a destruição das plaquetas.   

    Sintomas 

    A diminuição do número de plaquetas no sangue se apresenta sempre por meio de manifestações hemorrágicas, isto é, situações em que a presença de sangramento se torna espontânea ou mais fácil do que o habitual. Veja abaixo alguns sinais que indicam as plaquetas baixas:   

    • Hematomas. 
    • Sangramento nasal. 
    • Pequenas manchas vermelhas na pele. 
    • Aumento do fluxo sanguíneo da menstruação.  
    • Sangramento nas fezes.  
    • Urina com sangue.  

    Como é feito o diagnóstico?  

    O diagnóstico de plaquetas baixas é feito após uma avaliação médica, que inclui o exame físico e a solicitação de exames laboratoriais.  O especialista pode solicitar um hemograma completo para checar a contagem de plaquetas, glóbulos vermelhos e brancos no sangue.  

    Também podem ser realizados exames que avaliam as células sanguíneas e de coagulação.   

    Em alguns casos, alguns testes são indicados para avaliar a presença de anticorpos contra plaquetas, o que pode indicar uma causa autoimune.   

    Além disso, uma biópsia da medula óssea também pode ser feita para avaliar a produção das células sanguíneas e alterações nas plaquetas.   

    Tratamento para plaquetas baixas  

    O tratamento para plaquetas baixas depende da causa e da gravidade dos sintomas.  Podem ser prescritos medicamentos para estimular a produção de plaquetas pela medula óssea e para combater infecções.   

    Quando o quadro ocorre por conta de doenças autoimunes, podem ser usados imunossupressores para suprimir a resposta imunológica. Em casos graves, a imunoglobulina intravenosa é administrada para elevar temporariamente a contagem de plaquetas. 

    Em situações de risco de sangramento, pode ser necessária uma transfusão de plaquetas para elevar rapidamente os seus níveis. Vale destacar que, se as plaquetas baixas são uma condição crônica, pode ser preciso manter o tratamento por vários meses.    

    Qual médico procurar?   

    Geralmente, o hematologista é o especialista que orientará o tratamento após o diagnóstico de plaquetas baixas. Cabe a ele tratar os distúrbios do sangue e dos órgãos relacionados, como a medula óssea, baço e linfonodos. Portanto, o hematologista realiza o diagnóstico, o tratamento e acompanhamento de diversas condições relacionadas ao sangue.  

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    Fonte: Dr. Sergio Brasil, hematologista 

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