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    Sintomas de HPV: quais são e como diagnosticar

    Os sintomas de HPV são bastante incômodos quando surgem. A doença é causada pelo papilomavírus humano e afeta a pele e a mucosa íntima de homens e mulheres.

    Por Danielle SanchesPublicado em 20/06/2023, às 17:59 - Atualizado em 12/04/2024, às 12:25

    Sintomas de HPV

    Os sintomas de HPV podem provocar muito incômodo quando ocorrem. A sigla HPV significa papilomavírus humano, um grupo de patógenos pode infectar a pele e a mucosa íntima de homens e mulheres.  

    São muitos os papilomavírus conhecidos – cerca de 200. No entanto, destes, apenas cerca de 40 têm potencial de infectar os seres humanos na região genital e anal por meio do contato com a pele ou a mucosa infectada, geralmente durante as relações sexuais. 

    A infecção pelo HPV ainda pode aumentar o risco para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer tanto na mulher como no homem também.  

    Continue a leitura para saber mais sobre os sintomas do HPV e tratamentos.  

    O que é HPV e como é transmitido?  

    A sigla HPV significa papilomavírus humano. Esse grupo de vírus são capazes de provocar uma infecção que acomete tanto a pele e as mucosas, tanto de homens como de mulheres.  

    Atualmente, estima-se que 80% da população mundial já tenha tido contato com o HPV alguma vez na vida.  

    A ciência já descobriu mais de 200 tipos de HPV. Eles são divididos em dois grupos:  

    • Baixo risco: os tipos 6 e 11 do HPV são os principais desse grupo, considerados de baixo risco de evolução para o câncer.  
    • Alto risco: provocam lesões com alto risco de evolução para tumores malignos. Os tipos principais desse grupo são o 16 e o 18, que correspondem por cerca de 70% dos casos de câncer. 

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    A principal forma de transmissão do HPV é por meio do contato com mucosas ou pele contaminadas – e, em especial, durante a relação sexual. Por isso, é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum.  

    Sintomas de HPV  

    Ao entrar em contato com a pele ou a mucosa, o HPV é capaz de penetrar nesses tecidos e causar algum tipo de alteração ou proliferação nas células.  

    Dessa forma, o quadro da infecção pelo HPV pode provocar diversos sintomas e muito incômodo. Confira a seguir:  

    Sintomas de HPV no homem  

    O principal sintoma de HPV no homem são as verrugas genitais com aparência semelhante ao de uma couve-flor.  

    Além disso, caroços e feridas no pênis, bolsa escrotal, ânus, boca ou garganta também são lesões consideradas suspeitas e devem ser investigadas.  

    Vale reforçar que o HPV nem sempre provoca sinais e sintomas no homem. Por isso, a ausência de sinais não significa que não exista infecção.  

    Sintomas de HPV na mulher  

    Em grande parte dos casos, assim como ocorre com os homens, o HPV não apresenta sinais nas mulheres.  

    Quando eles surgem, os sintomas de HPV nas mulheres que ocorrem com maior frequência são as verrugas com aparência de couve-flor, que podem surgir na vulva, vagina, colo do útero e ânus.  

    Outros sintomas comuns de HPV em mulheres são:   

    • Coceira na região íntima; 
    • Formação de placas com verrugas juntas; 
    • Aparecimento de manchas nos genitais; 
    • Ardência na região da verruga; 
    • Verrugas na língua, garganta, no céu da boca e nos lábios. 

    Como é feito o diagnóstico?  

    O diagnóstico de HPV é feito de forma clínica, ou seja, a área afetada é analisada por um médico especialista, que reconhece ou não as lesões como sendo provocadas pelo vírus.  

    Na mulher, também são realizados exames laboratoriais que ajudam na prevenção e detecção precoce do problema. São eles:  

    • Papanicolau: exame que coleta células do colo do útero para detectar possíveis lesões pré-cancerígenas causadas pelo HPV. 
    • Colposcopia: utiliza o colposcópio (uma espécie de binóculo) para ampliar o colo do útero, a vagina e a vulva com o objetivo de detectar possíveis lesões benignas (como inflamações) ou malignas (como câncer e lesões pré-cancerígenas) nesses órgãos.  

    Em casos específicos, o médico pode ainda pedir uma biópsia, que é retirada de uma pequena amostra de tecido da lesão para análise mais aprofundada em laboratório.  

    Em caso de suspeita, qual médico procurar?  

    Para as mulheres, o mais comum é que a suspeita de infecção pelo HPV seja investigada por um ginecologista –geralmente o médico de confiança da paciente.  

    No caso dos homens, o urologista é o especialista que pode avaliar as lesões. Há ainda uma terceira opção: o proctologista, que pode avaliar e detectar lesões da região anal tanto em homens como em mulheres.  

    Tratamento do HPV  

    O tratamento do HPV depende do tipo de lesão encontrada no paciente. Os métodos mais utilizados são:  

    • Uso de substâncias químicas nas lesões, destruindo aos poucos as verrugas; 
    • Uso de bisturi elétrico e/ou laser para cauterizar as lesões; 
    • Retirada cirúrgica do tecido lesionado (método geralmente utilizado quando a ferida se encontra no colo do útero); 
    • Uso de medicamento chamado imiquimode, que estimula o próprio sistema imune a destruir as lesões.  

    É importante saber que, diferente do que muitas pessoas pensam, o HPV não fica para sempre no organismo. Normalmente, entre 1 e 2 anos após a infecção, o corpo é capaz de destruir o vírus na maioria dos casos.  

    As melhores formas de prevenir o HPV são a vacinação contra o vírus e ainda o uso de preservativo durante as relações sexuais. Estima-se que essa medida possa prevenir em cerca de 80% a transmissão do HPV.  

    Vacina contra HPV

    De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a melhor forma de prevenir o HPV é por meio da vacina nonavalente, que evita a infecção pelos tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 do HPV. Essa vacina passou a ser disponível no Brasil recentemente. 

    A vacina nonavalente é recomendada para pessoas entre 9 e 45 anos.

    No SUS, a vacina quadrivalente contra o HPV é oferecida em duas doses com intervalo de seis meses a meninas e meninos de 9 a 14 anos.  

    Mesmo pessoas que já foram infectadas pelo vírus anteriormente podem e devem receber a imunização. 

    Fonte: Adriana Bittencout Campaner, ginecologista e obstetra especialista em Patologia Genital e Colposcopia e médica da rede Alta Diagnósticos 

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