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    Sintomas de HPV: quais são e como diagnosticar

    Os sintomas de HPV são bastante incômodos quando surgem. A doença é causada pelo papilomavírus humano e afeta a pele e a mucosa íntima de homens e mulheres.

    Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerGinecologistaPublicado em 25/02/2026, às 15:49 - Atualizado em 25/02/2026, às 15:54

    Sintomas de HPV

    Os sintomas de HPV podem provocar muito incômodo quando ocorrem. A sigla HPV significa papilomavírus humano, um grupo de patógenos que pode infectar a pele e a mucosa íntima de homens e mulheres. São muitos os papilomavírus conhecidos – cerca de 200.  

    No entanto, destes, apenas cerca de 40 têm potencial de infectar os seres humanos na região genital e anal por meio do contato com a pele ou a mucosa infectada, geralmente durante as relações sexuais.  

    A infecção pelo HPV ainda pode aumentar o risco para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer tanto na mulher como no homem. Continue a leitura para saber mais sobre os sintomas do HPV e tratamentos.

    O que é HPV e como é transmitido? 

    A sigla HPV significa papilomavírus humano. Esse grupo de vírus é capaz de provocar uma infecção que acomete tanto a pele quanto as mucosas, tanto de homens como de mulheres. Atualmente, estima-se que 80% da população mundial já tenha tido contato com o HPV alguma vez na vida. A ciência já descobriu mais de 200 tipos de HPV. Eles são divididos em dois grupos: 

    • Baixo risco: os tipos 6 e 11 do HPV são os principais desse grupo, considerados de baixo risco de evolução para o câncer e causam principalmente as verrugas genitais. 
    • Alto risco: provocam lesões com alto risco de evolução para tumores malignos. Os tipos principais desse grupo são o 16 e o 18, que correspondem por cerca de 70% dos casos de câncer. 

    A principal forma de transmissão do HPV é por meio do contato com mucosas ou pele contaminadas – e, em especial, durante a relação sexual. Por isso, é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum. 

    Sintomas de HPV 

    Ao entrar em contato com a pele ou a mucosa, o HPV é capaz de penetrar nesses tecidos e causar algum tipo de alteração ou proliferação nas células. Dessa forma, o quadro da infecção pelo HPV pode provocar diversos sintomas que são muito incômodos. Confira a seguir: 

    Sintomas de HPV na mulher 

    Muitas mulheres são portadoras assintomáticas, ou seja, possuem o vírus mas não apresentam sinais visíveis. Dessa maneira, para investigar as lesões assintomáticas é importante consultar um ginecologista com regularidade. 

    Quando a imunidade baixa e os sintomas se manifestam, o sinal clínico mais comum são as verrugas genitais (condilomas acuminados).  

    Elas podem ter o aspecto de uma “couve-flor”, serem planas ou elevadas, e surgem na vulva, vagina, colo do útero ou ânus. Além da presença das lesões, a mulher pode sentir: 

    • Coceira e irritação na região genital; 
    • Manchas de diferentes cores na região vulvar; 
    • Ardência local; 
    • Dor durante a relação sexual; 
    • Pequenos sangramentos fora do período menstrual ou após o contato íntimo; 
    • Corrimento vaginal com alteração de cor ou odor (em casos associados a infecções). 

    Sintomas de HPV no homem 

    O principal sintoma de HPV no homem são as verrugas genitais com aparência semelhante ao de uma couve-flor. Além disso, caroços e feridas no pênis, bolsa escrotal, ânus, boca ou garganta também são lesões consideradas suspeitas e devem ser investigadas.  

    Vale reforçar que o HPV nem sempre provoca sinais e sintomas no homem. Por isso, a ausência de sinais não significa que não exista infecção. 

    Como é feito o diagnóstico? 

    A evolução da medicina diagnóstica permite hoje detectar o vírus com muito mais precisão e conforto. O diagnóstico pode começar de forma clínica (análise visual das verrugas, úlceras e manchas por um médico), mas os exames laboratoriais e de biologia molecular são fundamentais para o rastreamento, especialmente em mulheres: 

    Teste de DNA HPV (PCR) 

    Diferente dos exames tradicionais que buscam as lesões já causadas pela doença, o teste DNA HPV vai direto na “raiz” do problema, detectando o material genético (DNA) do vírus. Ele é muito mais sensível que o papanicolau e consegue identificar os tipos de alto risco antes mesmo que eles causem alterações nas células. 

    Além disso, hoje a mulher tem a opção de coletar da amostra vaginal em casa, sem precisar subir na mesa ginecológica. No teste autocoleta HPV, a mulher coleta e envia o seu material ao laboratório, onde será analisado com a mesma tecnologia precisa do teste de DNA. 

    Papanicolau

    Enquanto o teste de DNA rastreia a presença do vírus com alta precisão, no papanicolau, com a coleta células do colo do útero, o médico pode verificar se esse vírus já causou alterações celulares ou lesões que precisam de tratamento. 

    Colposcopia 

    Utiliza um aparelho com lentes de aumento (colposcópio) para examinar detalhadamente a vagina e o colo do útero, ajudando a localizar lesões que não são visíveis a olho nu. 

    Em casos específicos, o médico pode ainda pedir uma biópsia, que é a retirada de uma pequena amostra de tecido da lesão para análise aprofundada. 

    Vale ainda mencionar e, de acordo com estudos recentes, em algumas mulheres o vírus pode ficar “incubado” por bastante tempo, sendo que nestes casos os exames de DNA do HPV e o papanicolaou mostram-se negativos.  

    No entanto, algum tempo mais tarde, quando há queda da imunidade, o vírus pode “acordar” e causar lesões.

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    Em caso de suspeita, qual médico procurar? 

    Para as mulheres, o mais comum é que a suspeita de infecção pelo HPV seja investigada por um ginecologista – geralmente o médico de confiança da paciente. No caso dos homens, o urologista é o especialista que pode avaliar e tratar as lesões.  

    Há ainda uma terceira opção: o proctologista, que pode avaliar e detectar lesões da região anal tanto em homens como em mulheres. 

    Tratamento do HPV 

    O tratamento do HPV depende do tipo de lesão encontrada no paciente. Os métodos mais utilizados são: 

    • Uso de substâncias químicas nas lesões, destruindo aos poucos as verrugas; 
    • Uso de bisturi elétrico e/ou laser para cauterizar as lesões; 
    • Retirada cirúrgica do tecido lesionado (método geralmente utilizado quando a ferida se encontra no colo do útero); 
    • Uso de medicamento chamado imiquimode, que estimula o próprio sistema imune a destruir as lesões. 

    É importante saber que, diferente do que muitas pessoas pensam, o HPV não fica para sempre no organismo. Na maioria das vezes, entre 1 e 2 anos após a infecção, o corpo é capaz de destruir o vírus na maioria dos casos.  

    As melhores formas de prevenir o HPV são a vacinação contra o vírus e ainda o uso de preservativo durante as relações sexuais. Estima-se que essa medida possa prevenir em cerca de 80% a transmissão do HPV. 

    Vacina contra HPV

    De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a melhor forma de prevenir a infecção pelo HPV é por meio da vacina contra este vírus.  

    Em nosso país o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a vacina quadrivalente (protege contra os tipos 6, 11, 16, 18) para meninos e meninas de 9 a 14 anos e também para imunossuprimidos de 9- 45 anos.  

    Já a vacina nonavalente, que evita a infecção pelos tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 do HPV, está disponível nas clínicas privadas de vacinação.  

    A vacina nonavalente é recomendada para pessoas entre 9 e 45 anos. Mesmo pessoas que já foram infectadas pelo vírus anteriormente podem e devem receber a imunização. 

    Além de proteger contra as verrugas genitais, a vacina é fundamental na prevenção do câncer de colo do útero, vulva, vagina, ânus e orofaringe, garantindo uma proteção ampliada contra os subtipos mais agressivos do vírus.

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