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Ashwagandha: conheça os benefícios e indicações dessa erva da medicina ayurvédica

Conhecida por aliviar o estresse e melhorar o sono, raiz tem conquistado adeptos por seus supostos benefícios à saúde

Fonte: Débora PalosNutricionista clínica funcionalPublicado em 12/03/2025, às 11:25 - Atualizado em 12/03/2025, às 14:00

Ashwagandha

Também conhecida como ginseng indiano, a ashwagandha é uma planta muito utilizada na medicina tradicional indiana e conhecida por suas propriedades rejuvenescedoras e calmantes.

Recentemente, influenciadores e personalidades como Gisele Bündchen foram às redes sociais falar dos benefícios da planta –que, nos últimos anos, vem sendo estudada por cientistas por propriedades como redução do estresse, fortalecimento do sistema imunológico e melhora da qualidade do sono. Não à toa, a ashwagandha vem se tornando um dos suplementos mais procurados atualmente nas farmácias brasileiras. Continue a leitura para saber mais sobre ela.

Ashwagandha: o que é e para que serve? 

A ashwagandha (Withania somnifera) é uma planta nativa da Índia e do Norte da África. Também conhecida como “ginseng indiano”, ela é amplamente utilizada na medicina ayurvédica há mais de três mil anos.

Seu nome, que significa “aroma de cavalo” em sânscrito, faz referência ao seu cheiro característico e à crença de que seu consumo pode conferir força e vitalidade semelhantes às de um equino.

A planta é classificada como um adaptógeno, ou seja, uma substância natural que ajuda o organismo a se adaptar a situações de estresse físico e psicológico.  

Benefícios de consumir a ashwagandha 

Usada há milênios na medicina ayurvédica, a ashwagandha vem sendo estudada pela ciência mais recentemente para entender de onde se originam os benefícios atribuídos a ela.  

Um dos mais conhecidos seria melhorar o sono, algo que pode ocorrer pela presença de trietilenoglicol na planta. Além disso, sua ação no organismo também influenciaria na produção de serotonina e dopamina, auxiliando na regulação do humor e na redução dos níveis de cortisol – o “hormônio do estresse.  

Outros benefícios associados à planta são fortalecimento do sistema imunológico, ação anti-inflamatória e regulação hormonal (influenciando no aumento da libido). 

Quando a ashwagandha pode ser recomendada? 

A ashwagandha pode ser utilizada por quem deseja reduzir os níveis de estresse (físico e mental), quem tem insônia e quer melhorar o sono, reduzir as oscilações de humor e também fortalecer o sistema imunológico e melhorar a saúde global do organismo.  

Assim como outros suplementos (como a maca peruana), alguns estudos indicam que a ashwagandha pode ser usada por pacientes com depressão, ansiedade e transtorno bipolar.  

No entanto, todos os estudos científicos que comprovam ou não os benefícios da planta ainda estão no início ou não conclusivos. Por isso, o suplemento não deve ser consumido sem orientação e acompanhamento especializado, especialmente por pacientes com transtornos de saúde mental. O uso da ashwagandha não substitui os medicamentos recomendados para tratar e controlar essas condições. 

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Quando a ashwagandha não é indicada? 

O uso da ashwagandha é considerado seguro – mas, como dissemos anteriormente, recomendamos que seja feito apenas com recomendação e orientação especializada.

Algumas pessoas, no entanto, devem evitar o uso dessa planta, já que não existem estudos sobre seus efeitos nesses indivíduos ou há o risco de intoxicação no organismo. São elas:  

  • Gestantes e lactantes; 
  • Pessoas com doenças da tireoide; 
  • Pessoas com doenças autoimunes; 
  • Pessoas que utilizam medicamentos sedativos ou imunossupressores; 
  • Pessoas com problemas no fígado. 

Formas de consumir a ashwagandha 

A ashwagandha normalmente é encontrada em duas formas: pó ou cápsulas. Mas também pode ser consumida em chás (preparado com a raiz seca da planta) e extrato líquido diluído em água. Independentemente da forma como irá ser ingerida, a recomendação é de que a quantidade não ultrapasse os 600 mg (dividido em uma ou duas doses diárias). 

O excesso de ingestão da planta pode causar náuseas e diarreia, além de elevar o risco para hepatotoxicidade. Por isso, o seu consumo só deve ser feito sob a orientação de um profissional de saúde.

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