Magnésio é mineral essencial a saúde dos ossos e músculos; conheça suas funções
Saiba como o magnésio atua no organismo, as fontes naturais e os sinais de que você pode precisar de suplementação
O uso de suplementos alimentares – como minerais, multivitamínicos e vitaminas – tem crescido ano a ano. E, de acordo com a ABIAD (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres), o magnésio foi um dos mais buscados no Brasil em 2024. O mineral é considerado essencial para o corpo humano e participa de mais de 300 processos metabólicos, sendo fundamental para a produção de energia do corpo e a regulação do sistema nervoso, por exemplo. Mas como garantir que o nutriente seja consumido em quantidades ideais? E quais os sinais de que ele está faltando no organismo? Continue a leitura para saber a resposta para essas e outras perguntas sobre o mineral.
Neste artigo, você vai ler:
Magnésio: o que é e para que serve?
O magnésio é um mineral que tem papel fundamental em diversas funções corporais. Ele atua, por exemplo, na formação de ossos e dentes, na contração muscular (auxiliando no relaxamento e prevenindo câimbras), na regulação da pressão arterial, na síntese de RNA e DNA das células e até no controle dos níveis de açúcar no sangue – apenas para citar alguns dos cerca de 300 processos metabólicos em que ele está envolvido.
O magnésio também é importante para equilibrar o funcionamento do sistema nervoso, auxiliando a regular os neurotransmissores que influenciam o nosso humor e o sono. Por isso, o mineral é frequentemente associado à redução do estresse e a uma melhoria na qualidade de vida.
Por fim, algumas evidências também indicam que a demanda por magnésio aumenta durante a atividade física. Por isso, alguns estudos já analisam a possibilidade de utilizar a suplementação do mineral para melhorar o desempenho esportivo e a recuperação muscular de atletas de alta performance.
Fontes de magnésio
A principal forma de consumir o magnésio é por meio da alimentação. Veja a seguir alguns alimentos que são ricos nesse mineral:
- Vegetais de folhas verdes escuras (espinafre, couve, brócolis);
- Spirulina (uma cianobactéria que cresce em água doce e salgada e é utilizada como suplemento alimentar);
- Nozes e sementes (amêndoas, castanha de caju, sementes de abóbora e de girassol);
- Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
- Grãos integrais (arroz integral, quinoa, aveia);
- Chocolate amargo (70%);
- Frutas como abacate e banana.
Embora tenham magnésio, alimentos como carne vermelha, frango, peixe, leite e derivados têm uma quantidade menor do mineral do que os alimentos acima citados. Por isso, eles não são considerados como fonte do nutriente.
Vale dizer que o magnésio também pode ser encontrado em alimentos enriquecidos com o mineral, como cereais matinais.
O que a deficiência de magnésio pode indicar?
A falta de magnésio pode estar associada a fatores como alimentação deficiente, uso excessivo de bebidas alcoólicas, doenças renais e distúrbios digestivos que dificultam a absorção desse mineral.
Além disso, condições pré-existentes, como diabetes e hipotiroidismo, também podem aumentar a perda de magnésio pelo organismo. Por fim, pessoas que praticam atividades físicas intensas com frequência também podem necessitar de uma ingestão maior para compensar as perdas pelo suor.
Sintomas da falta de magnésio no organismo
Os sintomas mais comuns que indicam uma possível deficiência de magnésio são:
- Câimbras musculares;
- Fadiga;
- Fraqueza;
- Perda de apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Dormência e/ou formigamento na pele;
- Espasmos musculares;
- Insônia;
- Alterações de humor e irritabilidade;
- Batimentos cardíacos irregulares (em casos mais graves);
- Osteoporose.
Exames indicados para acompanhar os níveis de magnésio no corpo
O exame de sangue é a forma mais comum de medir os níveis de magnésio no organismo. No entanto, esse exame nem sempre reflete com precisão os níveis de magnésio nas células e nos tecidos. Por isso, outros exames, como o de magnésio eritrocitário e o de magnésio iônico, podem ser requisitados pelo médico para confirmar ou não o quadro de deficiência.
Quando a suplementação do magnésio é necessária?
A suplementação de magnésio pode ser recomendada quando os níveis do mineral estão baixos no organismo e a alimentação não é suficiente para suprir a deficiência. No entanto, o diagnóstico e a recomendação para suplementar o magnésio deve ser feita por um especialista da área da saúde. Não se deve fazer a suplementação por conta própria.
Atualmente, a recomendação de ingestão diária de magnésio é de 310 a 320 mg para mulheres e 400 a 420 mg para homens acima dos 18 anos.
Vale dizer que o excesso de magnésio também é prejudicial e pode causar sintomas como diarreia, alteração da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Tipos de magnésio
O suplemento de magnésio pode ser encontrado em diversos formatos de acordo com a molécula ligada ao mineral e o uso para o qual ele é destinado. Alguns dos mais conhecidos e seus usos recomendados são:
- Magnésio citrato: usado por seus benefícios digestivos, é indicado para aliviar a constipação;
- Magnésio malato: recomendado para casos de fibromialgia e fadiga crônica, já que atua na produção de energia;
- Magnésio glicinato: conhecido por seu efeito relaxante, é recomendado para quem tem insônia ou estresse elevado;
- Magnésio L-Treonato: é capaz de atravessar a barreira hematoencefálica, beneficiando a cognição, a função cerebral e a memória;
- Magnésio cloreto: alivia câimbras e dores musculares;
- Magnésio taurato: melhora a rigidez arterial e contribui para a saúde cardiovascular.