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    Coledocolitíase: causas, sintomas e diagnóstico

    A coledocolitíase ocorre quando existem cálculos nos dutos biliares, podendo causar cólicas, icterícia entre outros sintomas. Saiba como diagnosticar.

    Fonte: Dra. Natalia TrevizoliHepatologistaPublicado em 17/03/2026, às 14:14 - Atualizado em 18/03/2026, às 11:30

    coledocolitiase

    coledocolitíase é uma doença caracterizada pela presença de cálculos biliares no ducto colédoco (ducto que transporta a bile do fígado e da vesícula biliar para o intestino). Embora muitas vezes assintomática, a condição pode levar a complicações graves como pancreatite e colangite. Confira a seguir quais são os sintomas mais comuns e como é feito seu diagnóstico.

     

    Coledocolitíase: o que é?

    A coledocolitíase é uma condição caracterizada pela presença de cálculos biliares no ducto colédoco (daí o nome do problema), que é o canal responsável por transportar a bile da vesícula biliar e do fígado para o intestino delgado.

    Causas da coledocolitíase

    A causa mais comum da coledocolitíase é a passagem de pedras formadas dentro da vesícula biliar para o ducto colédoco, provocando a obstrução.

    Coledocolitíase e pedra na vesícula são a mesma coisa?

    Não. A pedra na vesícula (colelitíase) é a presença de cálculos dentro do órgão. Já a coledocolitíase se refere à presença de cálculos no ducto colédoco, por onde ocorre a passagem da bile

    No entanto, a presença de pedras na vesícula é um fator de risco para desenvolver a coledocolitíase, já que os cálculos podem migrar do interior da vesícula para os ductos. Vale aqui dizer que a coledocolitíase é uma condição potencialmente grave, enquanto a colelitíase pode causar sintomas, mas não traz por si só gravidade.

    Fatores de risco para a coledocolitíase

    O principal fator de risco para desenvolver coledocolitíase é a presença de cálculos dentro da vesícula biliar. A formação de cálculos, por sua vez, está associada aos seguintes fatores de risco:

    • Obesidade;
    • Histórico familiar;
    • Diabetes tipo 2;
    • Perda de peso rápida (como após cirurgias bariátricas);
    • Sexo feminino;
    • Idade acima dos 40 anos;
    • Cirurgias biliares prévias;
    • Cirrose hepática.

    Sintomas de coledocolitíase

    A coledocolitíase pode ser assintomática em muitos casos. Quando surgem, os sintomas podem incluir:

    • Dor abdominal intensa, principalmente na parte superior direita do abdômen;
    • Náuseas e vômitos;
    • Febre;
    • Icterícia (pele e olhos amarelados);
    • Coceira na pele;
    • Urina escura;
    • Fezes claras.

    Como é feito o diagnóstico

    Exames de sangue com alterações nas enzimas hepáticas e bilirrubinas (colestase) podem sugerir o diagnóstico. A história clínica e exame físico também são fundamentais para o diagnóstico.

    A confirmação se dá por exames de imagem como ultrassom abdominal, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

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    Formas de tratamento

    O tratamento da coledocolitíase pode ser realizado por meio de abordagem endoscópica para a retirada dos cálculos (CPRE). Recomenda-se que o paciente também retire a vesícula para evitar novas complicações. Além disso, mudanças na dieta e no estilo de vida são importantes para a melhora do estado de saúde global do paciente.

     

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