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    Doença do beijo: saiba como a mononucleose é transmitida

    Infecção é causada pelo vírus Epstein-Barr, que pertence à família dos vírus herpes

    Por Danielle SanchesPublicado em 06/02/2024, às 12:22 - Atualizado em 06/02/2024, às 18:06

    doença do beijo

    Popularmente conhecida como “doença do beijo”, a mononucleose é uma infecção viral considerada bastante comum e que é transmitida principalmente por meio da saliva contaminada (daí seu “apelido”). Continue a leitura para saber quais sintomas ela causa, tratamentos e formas de prevenção.  

    O que é doença do beijo (mononucleose)? 

    Doença do beijo ou mononucleose é uma doença viral aguda causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), da mesma família que os vírus herpes.  

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    Como a doença do beijo é transmitida? 

    A doença do beijo ou mononucleose é transmitida por meio do contato próximo (como beijos) e especialmente pela saliva — daí o seu nome popular. Outras formas de contágio incluem compartilhamento de bebidas e alimentos, talheres e copos contaminados; e também por meio de tosse e espirros de alguém que esteja infectado pelo vírus. 

    Quais são os sintomas da doença do beijo? 

    Na maioria dos casos, a mononucleose é assintomática. Nos quadros em que há sintomas, no entanto, os mais comuns são:  

    • Febre; 
    • Cansaço; 
    • Dor de cabeça; 
    • Aumento dos linfonodos, do baço ou do fígado; 
    • Dor de garganta; 
    • Manchas na pele; 
    • Alterações no exame de sangue (aumento dos linfócitos e presença de linfócitos atípicos). 

    Além desses sintomas, em casos excepcionais, pode haver também manifestações neurológicas (como convulsões e até meningite). 

    Qual a diferença entre mononucleose e amigdalite?  

    Embora as duas condições tenham como sintoma a dor de garganta, elas têm causas distintas. A amigdalite é uma inflamação das amígdalas (ou tonsilas palatinas) e pode ser causada por vírus ou bactéria.  

    Já a mononucleose é uma doença sistêmica, causada pelo vírus Epistein-Barr, e que pode acometer, entre outros órgãos, também as amígdalas, provocando dor e aumento de secreção nelas.  

    Leia mais: entenda a diferença entre vírus e bactérias   

    Como é feito o diagnóstico? 

    O quadro clínico da doença do beijo e as alterações presentes no hemograma são sugestivos. No entanto, eles também são comuns em outras infecções, como a toxoplasmose e citomegalovírus.  

    Por isso, o diagnóstico com certeza só pode ser feito com exame de sangue específico, uma sorologia para o vírus EBV ou até um exame de PCR visando detectar esse agente infeccioso. 

    Tratamento para mononucleose 

    A doença do beijo ou mononucleose é considerada autolimitada, ou seja, uma infecção aguda de baixa gravidade e de curta duração. Não há tratamento específico para ela e os cuidados incluem uso de medicamentos para alívio dos sintomas (como analgésicos e antitérmicos) e repouso. 

    Quais são os riscos e possíveis complicações da doença do beijo? 

    Normalmente, na fase aguda, a doença do beijo ou mononucleose é mais desagradável do que grave. Embora raro, uma das complicações graves que pode ocorrer nessa fase é o rompimento do baço (quando ele se encontra aumentado por causa da infecção). Após a fase aguda, a infecção pelo vírus Epstein-Barr está relacionada ao desenvolvimento de outras doenças, como:  

    • Esclerose múltipla; 
    • Doenças linfoproliferativas (como linfoma de células B ou T e linfoma de Hodgkin); 
    • Câncer gástrico; 
    • Câncer nasofaríngeo. 

    É importante ressaltar, no entanto, que apenas a minoria das pessoas que entraram em contato com o vírus irá desenvolver essas doenças.  

    Quais outras doenças podem ser transmitidas pelo beijo? 

    O beijo é um contato próximo que favorece as doenças transmitidas por via respiratória, como influenza (gripe), resfriados, covid-19 e meningite, entre outros.  Outras doenças que podem ser transmitidas pelo beijo incluem:  

    • Herpes; 
    • Sífilis; 
    • Citomegalovírus; 
    • HPV. 

    Em caso de sintomas, procure atendimento médico para obter o diagnóstico e tratamento adequado.

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    Fonte: Dra. Sumirê Sakabe, infectologista do Hospital Nove de Julho (SP). 

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