DPOC: Conheça a doença obstrutiva pulmonar crônica
Tabagismo é a principal causa da doença pulmonar obstrutiva crônica

Uma doença que não tem cura e que a falta de ar pode ser sentida em atividades simples do dia a dia como subir as escadas ou trocar de roupa. Trata-se da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a DPOC já é a terceira principal causa de morte no mundo e atinge mais de 200 milhões de pessoas globalmente. A boa notícia é que há algumas formas de tratamentos que podem desacelerar a evolução da enfermidade, controlar os sintomas e até reduzir as complicações e o risco de morte.
A seguir, você fica por dentro de tudo sobre a doença. Acompanhe!
Neste artigo, você vai ler:
O que é DPOC?
DPOC é a sigla para doença pulmonar obstrutiva crônica que leva à obstrução das vias aéreas. A DPOC tem diferentes formas predominantes de manifestação, sendo elas:
- Bronquite crônica: doença que provoca a inflamação dos brônquios pulmonares e que persiste por pelo menos dois anos seguidos. Seu sintoma predominante é tosse com expectoração.
- Enfisema pulmonar: é uma doença degenerativa, ou seja, que destrói aos poucos os espaços aéreos, o que compromete a função respiratória do indivíduo. Tem como principal sintoma a falta de fôlego ou a sensação de não ter ar suficiente para respirar.
Vale lembrar que essa divisão entre bronquite e enfisema é algo teórica, e na prática os indivíduos com DPOC têm os dois espectros da doença ao mesmo tempo.
Exacerbação da DPOC o que é?
A exacerbação é um episódio agudo de piora dos sintomas, conhecido popularmente como “crise”. Ela acontece quando o quadro respiratório do paciente se torna subitamente mais grave do que o habitual, exigindo mudança no tratamento.
Geralmente, essas crises são desencadeadas por infecções virais (como gripes), infecções bacterianas ou picos de poluição ambiental. Os sinais de alerta incluem:
- Aumento repentino da falta de ar.
- Piora da tosse e aumento do volume de secreção.
- Mudança na cor do catarro (que pode ficar esverdeado ou amarelado).
É fundamental procurar atendimento médico imediato nessas situações, pois as exacerbações frequentes aceleram a perda da função pulmonar.
Causas
Tabagismo: a maioria dos casos são decorrentes do hábito de fumar, uma vez que a fumaça e outras substâncias nocivas do cigarro atingem os pulmões.
Deficiência hereditária nos pulmões: ocorre quando as proteínas ativas no sangue não são suficientes ou estão com níveis anormais. Dessa forma, faz com que os pulmões não funcionem corretamente.
Poluição ambiental: isso inclui, por exemplo, pessoas que têm a exposição prolongada à poluição atmosférica, fumaça tóxica e produtos químicos.
Sintomas da DPOC
Os principais sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica são:
- Falta de ar: por vezes ela pode ser progressiva ao desempenhar atividades básicas do dia a dia como subir escadas, se vestir ou tomar banho;
- Pigarro na garganta;
- Tosse persistente por mais de oito semanas;
- Tosse com catarro.
É possível prevenir a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica?
Sim, a maior parte dos casos pode ser prevenida, já que a doença está diretamente ligada à exposição a agentes nocivos. As principais medidas são:
- Não fumar: ajuda a a prevenir a doença e também frear sua progressão em quem já foi diagnosticado.
- Evitar poluentes: reduzir a exposição à fumaça de cigarro (fumante passivo), poeira industrial, vapores químicos e fumaça de biomassa (como fogão a lenha).
- Manter as vacinas em dia (especialmente contra a gripe, pneumococo e Covid-19): evita infecções que agridem o pulmão e desencadeiam crises.
Diagnóstico da DPOC
Para que o diagnóstico de DPOC seja realizado, é fundamental a consulta com um pneumologista. O profissional irá avaliar o histórico individual de cada indivíduo e ainda solicitar alguns exames que podem auxiliar no diagnóstico. Os principais deles são:
Prova de Função Pulmonar Completa: também conhecido por espirometria, é um teste que tem como objetivo avaliar o desempenho respiratório do indivíduo. Nele, é necessário que o paciente encha os pulmões de ar e assopre um aparelho chamado espirômetro durante o tempo que o médico solicitar.
Exames de imagem: raio x ou uma tomografia do tórax. Ambos podem ser úteis para avaliar a extensão do comprometimento pulmonar.
Tratamento
O tratamento de DPOC pode estar direcionado à sua prevenção ou ao tratamento da doença já instalada. Pode incluir medicamentos inalatórios, orais, reabilitação pulmonar e até tratamento nutricional.
Em primeiro lugar, é necessário interromper o hábito de fumar. Isto é, ficar longe do agente causador ou ainda se afastar de fumaças, vapores ou poeiras ocupacionais, ou seja, aquelas produzidas em ambientes de trabalho, como em perfurações, britagem de pedras etc.
Em segundo lugar, o médico pode iniciar o tratamento com medicamentos, que é o caso dos broncodilatadores responsáveis pela atuação direta nos brônquios. O intuito é ajudar no relaxamento das estruturas, e dessa forma promover a dilatação, melhorando assim a respiração.
Recentemente alguns novos medicamentos biológicos estão sendo usados com sucesso na prevenção das crises, tratando diretamente a inflamação. Novos rumos, novas esperanças.
Além disso, ainda existem as vacinas, que são fundamentais para a prevenção de infecções respiratórias, como é o caso de pneumocócica e gripe. Portanto, anualmente, é indicado que toda a população se vacine com a pneumocócica e contra a Influenza, que protege contra as três cepas da gripe.
Ainda podemos contar com a fisioterapia respiratória, mais conhecida como reabilitação pulmonar, que inclui técnicas para aumentar a resistência aos esforços visando melhorar a qualidade de vida de quem tem DPOC.
Vale lembrar que o tratamento exige o apoio de uma equipe multidisciplinar, composta, muitas vezes, por um médico pneumologista, fisioterapeuta, educador físico, nutricionista, terapeuta ocupacional, entre outros.