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    Enfisema pulmonar: doença crônica causa falta de ar

    Raio-X e tomografia computadorizada ajudam a investigar e acompanhar quadros

    Fonte: Dr. Elie Fissmédico pneumologista da Dasa Publicado em 17/06/2026, às 15:30 - Atualizado em 17/06/2026, às 15:32

     

    Para respirar, são necessários milhões de alvéolos. Esse é o nome de pequenas estruturas localizadas dentro do pulmão. São bolsas com paredes bem finas e vascularizadas que medeiam a troca gasosa entre o meio ambiente e a corrente sanguínea, funcionando como porta de entrada para o oxigênio e porta de saída para o dióxido de carbono. Uma das condições que pode comprometer o funcionamento dos alvéolos é o enfisema pulmonar.

    Enfisema pulmonar: o que é? 

    Enfisema pulmonar é uma doença caracterizada pela presença de danos nos alvéolos (seja colapso, destruição, estreitamento, hiperinsuflação ou distensão). Esse quadro se desenvolve lentamente e é marcado pela presença de bolhas intrapulmonares que podem limitar o fluxo de ar no organismo. 

    Isso tende a prejudicar a qualidade de vida, sobretudo porque, com o tempo, a falta de ar vai se tornando mais aparente mesmo diante de pequenos esforços. 

    Fatores de risco 

    O dano dos alvéolos é resultado da inalação de toxinas, que desencadeiam uma inflamação em tais estruturas – prejudicando a elasticidade dos alvéolos e aumentando a secreção de muco. Assim, os principais fatores de risco para enfisema pulmonar são: 

    • Tabagismo; 
    • Fatores genéticos (como a deficiência de alfa-1 antitripsina); 
    • Exposição à fumaça de queima de biomassa e do fogão a lenha. 

    Sintomas do enfisema pulmonar 

    Entre os sintomas mais comuns do enfisema pulmonar, estão: 

    • Dispneia (falta de ar) progressiva, geralmente associada ao esforço; 
    • Tosse (na maioria das vezes, com fluido ou muco nas vias aéreas); 
    • Chiados no peito; 
    • Dor de cabeça (no caso de pessoas com hipoxemia, que têm baixa oxigenação do sangue); 
    • Infecções respiratórias de repetição. 

    Exames que auxiliam no diagnóstico 

    Os exames de imagem mais utilizados no diagnóstico e no acompanhamento do enfisema pulmonar são o raio-X e a tomografia computadorizada; enquanto o enquadramento funcional e acompanhamento são feitos pelas provas de função pulmonar. 

    No raio-X de tórax, o pulmão com enfisema pode apresentar maior transparência, hiperinflação e bolhas. No entanto, por ter menor sensibilidade e especificidade para enfisema pulmonar, esse exame costuma ser utilizado para excluir outros diagnósticos (como pneumonia, pneumotórax e derrame pleural). 

    Já a tomografia de tórax, além de ser útil para o diagnóstico, tem papel fundamental na avaliação e no manejo clínico do enfisema pulmonar, pois fornece mais detalhes sobre o quadro. Por meio desse exame de imagem, é possível distinguir o subtipo de enfisema pulmonar, fazer uma análise qualitativa e quantitativa da extensão da doença e avaliar escolhas terapêuticas. 

    A tomografia permite ainda o monitoramento de condições que podem atingir pessoas com enfisema pulmonar, como infecção pulmonar, bronquite, bronquiectasias, câncer de pulmão, doença obstrutiva de pequena via aérea e doença pulmonar intersticial. 

    As provas de função pulmonar medem os volumes e capacidades pulmonares – avaliando, assim, o grau de obstrução das vias respiratórias, o que irá ajudar na escolha do tratamento.

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    Enfisema pulmonar tem cura? 

    Como o dano aos alvéolos não pode ser reparado, o enfisema pulmonar é uma doença considerada crônica e irreversível, porém tratável. 

    O tratamento visa minimizar os sintomas e reduzir a inflamação e, com isso, evitar que as vias aéreas inferiores se tornem mais obstruídas. 

    Formas de tratamento para o enfisema pulmonar 

    As possibilidades de tratamento para enfisema pulmonar incluem broncodilatadores (medicamentos que ampliam as vias respiratórias) e melhorando a tosse e chiado, além de reabilitação pulmonar (exercícios para melhorar a capacidade respiratória). Atualmente, há ainda uma nova classe de medicamentos: os imunobiológicos, com resultados promissores. 

    Também é importante ressaltar que parte essencial do tratamento é a vacinação contra os patógenos respiratórios – sendo recomendadas, por exemplo, a vacina gripe, a vacina pneumocócica (Pneumo20)  e a vacina VSR (vírus sincicial respiratório). 

    E especificamente em casos mais graves, pode ser necessário realizar um transplante de pulmão ou uma cirurgia para remover a parte órgão, sobretudo nos casos com bolhas muito grandes.

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