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    Pré-diabetes: sintomas, causas e tratamento

    Tratamento é extremamente importante para minimizar o risco de diabetes tipo 2

    Fonte: Dra. Deyse MeiraendocrinologistaPublicado em 18/03/2026, às 18:10 - Atualizado em 01/04/2026, às 15:27

    pré-diabetes

    pré-diabetes é o estágio que precede o diabetes tipo 2. O diabetes, vale esclarecer, é uma doença metabólica marcada por altas taxas de açúcar no sangue, a hiperglicemia.  

    A IDF (International Diabetes Federation) prefere o uso do termo “hiperglicemia intermediária”, que talvez expresse melhor que o metabolismo da glicose já não está saudável.  E a hiperglicemia surge quando há algum problema relacionado à insulina, hormônio que ajuda a glicose a sair da corrente sanguínea e entrar nas células. 

    No diabetes tipo 2, que é a forma mais comum, o problema é o seguinte: o corpo não aproveita a insulina de forma apropriada e em fases mais avançadas também não consegue produzir insulina o bastante, resultando em uma glicemia aumentada.   

    Já no diabetes tipo 1, a hiperglicemia é causada por um distúrbio do sistema imunológico, que promove uma destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção da insulina.

    O que é pré-diabetes?   

    O pré-diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue são considerados anormais. Nesse quadro, há mais açúcar circulando na corrente sanguínea do que o adequado, mas ainda não se registra uma quantidade alta o suficiente para ser caracterizada como diabetes 

    A glicemia (açúcar no sangue) de uma pessoa sem diabetes, em jejum, deve ser no máximo 100 mg/dL. Para diagnosticar diabetes, deve estar acima de 126 mg/dL em jejum. O pré-diabetes, portanto, corresponde a valores entre 100 mg/dL e 126 mg/dL em jejum.  

    A principal complicação atrelada ao pré-diabetes é o maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, uma doença crônica que, se não tratada, pode prejudicar vários órgãos – os olhos, os rins, os pés e o coração, por exemplo.  

    Além disso, o pré-diabetes já é capaz de afetar nervos e artérias, o paciente pode ficar mais vulnerável a doenças cardiovasculares, infartos e AVCs. 

    Pré-diabetes e resistência à insulina 

    Ter resistência à insulina significa que o organismo não reage da maneira adequada à insulina. Nessa situação, mesmo que o pâncreas aumente a produção do hormônio, a ação da insulina ainda assim fica prejudicada, o que leva a uma maior concentração de glicose no sangue. 

    O estado de resistência insulínica está presente em várias condições, incluindo não apenas o  pré-diabetes e diabetes, mas também obesidade, hipertensão e esteatose metabólica do fígado. 

    O que causa o pré-diabetes? 

    Os principais fatores de risco para pré-diabetes incluem:  

    1. Obesidade;  
    2. Ter pais ou irmãos com diabetes tipo 2;  
    3. Antecedente de diabetes gestacional;  
    4. Ter 45 anos ou mais;  
    5. Hipertensão;  
    6. Síndrome do ovário policístico. 

    Quais são os sintomas do pré-diabetes? 

    O pré-diabetes é considerado uma doença silenciosa, pois a glicemia não está tão elevada a ponto de gerar manifestações no organismo. No entanto, alguns pacientes podem notar o escurecimento da pele nas axilas ou uma linha escura no pescoço.  

    Diagnóstico de pré-diabetes 

    O pré-diabetes é detectado por meio de um exame de sangue. No exame de glicemia em jejum, o resultado entre 100 mg/dL e 126 mg/dL indica a doença.  

    Ainda podem ser utilizados para o diagnóstico do pré-diabetes o exame de hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose (também chamado de exame da curva glicêmica).  

    No caso de pessoas que apresentam maior propensão a desenvolver a doença, pode ser interessante consultar um especialista e avaliar a necessidade de realizar exames de rastreamento. Vale ainda mencionar que a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda o rastreamento do diabetes para todos com mais de 35 anos.

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    Tratamento para pré-diabéticos  

    O tratamento do pré-diabetes, quando feito de maneira adequada, ajuda a minimizar o risco de diabetes tipo 2. Ele é pautado, basicamente, por um estilo de vida saudável e, em alguns casos, por tratamento medicamentoso. 

    O paciente deve adotar bons hábitos a longo prazo, praticando atividades físicas regularmente e aderindo a uma alimentação natural, diversificada e equilibrada.  

    Dieta para pré-diabetes   

    Manter hábitos saudáveis é um dos pilares para a melhora da qualidade de vida de qualquer paciente – e com os pré-diabéticos não é diferente.  

    Além de fazer atividades físicas com frequência, essas pessoas precisam ter um cuidado a mais com a alimentação, buscando perda de pelo menos 5% do peso naqueles com sobrepeso ou obesidade. E tudo isso deve ser persistente, não somente temporário.  

    Embora não exista um único cardápio ideal para todos que têm pré-diabetes, é bom ter em mente o básico: evitar o excesso de açúcar, gordura e álcool e priorizar alimentos naturais e integrais – como grãos, legumes, verduras e frutas.  

    Pré-diabetes tem cura?  

    Pode haver reversão, sendo possível alcançar um controle metabólico. Com dieta equilibrada e exercícios, o paciente pode atingir índices normais de glicose e insulina, e não necessariamente evoluir para diabetes.  

    Ou seja, é possível reverter o pré-diabetes, assim evitando ou retardando o desenvolvimento de diabetes 2.  As chances de isso acontecer dependem de características individuais de cada paciente, mas, de forma geral, elas são maiores quando o tratamento é adotado em um estágio inicial da doença. 

     

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