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    Raiva humana: entenda a doença que ainda é um desafio para a medicina moderna

    A raiva humana é uma doença infecciosa causada por vírus que afeta o sistema nervoso central e quase sempre leva o paciente à morte.

    Fonte: Dra. Luisa Frota ChebaboInfectologistaPublicado em 13/01/2026, às 13:41 - Atualizado em 13/01/2026, às 13:41

    Raiva humana

    raiva humana é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central e, uma vez que os sintomas começam a surgir, quase sempre leva o paciente à morte.  

    De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença é endêmica em vários continentes e vitima cerca de 60 mil pessoas por ano no mundo, sendo 40% delas crianças.  

    No Brasil e no mundo, a doença é sempre uma preocupação de saúde pública por causa da sua gravidade. Veja a seguir mais informações sobre formas de transmissão e o que fazer em casos suspeitos.  

    Raiva humana: o que é? 

    A raiva é uma doença infecciosa viral aguda causada pelo vírus Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que atinge mamíferos, inclusive o homem.  

    É uma doença caracterizada por causar uma encefalite progressiva e aguda, com alta taxa de letalidade (entre 99% e 100% dos casos). 

    Como ocorre a transmissão da raiva humana? 

    A raiva é transmitida a partir do contato com a saliva de um animal infectado, através da mordedura, arranhadura ou lambedura desse animal. Por isso, a raiva é considerada uma zoonose, ou seja, uma doença que ocorre em animais e pode ser transmitida para pessoas. 

    Animais domésticos, como cães e gatos, e animais silvestres, incluindo morcegos, saguis, raposas e outros mamíferos, podem ser fontes de infecção se estiverem contaminados com o vírus. No Brasil, variantes do vírus transmitidas por cães foram controladas por meio de programas de vacinação, mas animais silvestres continuam sendo a principal fonte de casos humanos em algumas regiões. 

    Riscos 

    Os riscos de contrair raiva estão associados à letalidade da doença, que chega aos 100% após o início dos sintomas clínicos, quando a atuação médica é limitada.  

    Por isso, a prevenção com vacinação e cuidados pós-exposição (limpeza da ferida e aplicação de vacina) é fundamental para evitar que a doença.  

    Como agir após ser mordido por um animal não vacinado? 

    Se uma pessoa for mordida, arranhada ou exposta à saliva de um animal desconhecido, não vacinado e/ou com sintomas suspeitos, essas são as medidas recomendadas:  

    1. Lave imediatamente o ferimento: lave abundantemente com água e sabão o local da mordedura ou arranhadura, pois essa ação reduz significativamente a quantidade de vírus presente na ferida.  
    2. Procure atendimento de saúde: vá até a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica da ferida. 
    3. Inicie a profilaxia pós-exposição: se indicado pelo profissional de saúde, será iniciado um esquema de vacinação antirrábica humano e, quando necessário, a administração de imunoglobulina antirrábica humana (que contém anticorpos contra o vírus) para evitar que o vírus se estabeleça no organismo.

    Sintomas da raiva humana 

    O período entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas é chamado de período de incubação, podendo variar de dias a meses, com média de cerca de 45 dias em humanos. 

    Os sintomas iniciais são inespecíficos e podem incluir mal-estar geral, febre baixa, dor de cabeça, dor de garganta, irritabilidade, formigamento no local da lesão e sensação de angústia. 

    Conforme a doença progride, surgem as manifestações mais graves da doença, relacionadas ao sistema nervoso. Elas podem incluir ansiedade intensa, confusão mental, agitação, espasmos musculares involuntários e dificuldade e espasmos ao tentar engolir líquidos (hidrofobia). 

    Como é feito o diagnóstico? 

    O diagnóstico da raiva humana pode ser bastante complexo. Clínicos podem suspeitar da doença com base no histórico de exposição e nos sintomas característicos, mas a confirmação necessita ser feita por testes laboratoriais específicos.  

    Entre eles, podemos citar o exame molecular PCR em saliva, folículos pilosos ou líquido cefalorraquidiano – todos voltados para detectar a presença do vírus no organismo. 

    Além disso, a pesquisa de anticorpos antirraiva no soro e no líquido cefalorraquidiano pode oferecer informações importantes, especialmente quando investigando respostas imunológicas após exposição ou vacinação.

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    Formas de tratamento 

    Infelizmente, não existe tratamento específico para a raiva uma vez que a doença progrida ao ponto de surgir sintomas clínicos. Por isso, a intervenção médica imediata após a exposição ao vírus é fundamental para reverter o curso da infecção antes que ela acometa o sistema nervoso. 

    Nesse sentido, o tratamento preventivo inclui a administração de vacina antirrábica humana e, quando necessário, a imunoglobulina antirrábica para fornecer anticorpos que neutralizam o vírus antes que ele provoque a infecção. 

    Uma vez que os sintomas já estejam avançados, o tratamento inclui cuidado de suporte para estabilizar o paciente, com a necessidade de hospitalização.

       

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